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FBI se junta à PF na investigação do esquema de venda de joias recebidas por Bolsonaro

O Departamento de Justiça em Washington, capital dos Estados Unidos, autorizou integralmente o pedido de colaboração policial internacional, solicitado pela Polícia Federal do Brasil (PF), para investigar o esquema ilegal de venda de joias e relógios do acervo presidencial durante o governo Jair Bolsonaro (PL), no Brasil. Com a decisão, o FBI, a polícia federal dos EUA, poderá atuar nas investigações brasileiras.

O governo americano aprovou a documentação preparada pela Polícia Federal – e remetida aos EUA via Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI). A informação foi divulgada pelo jornalista César Tralli, da Globo.

Por meio da cooperação internacional, também foi autorizada a ida de equipe da PF brasileira para acompanhar as diligências solicitadas em território americano nas apurações brasileiras sobre diversos crimes, como lavagem de dinheiro, ocultação de valores, apropriação indevida, falso testemunho.

Investigadores apuram a tentativa de vender ilegalmente presentes dados ao governo por outros países. Por lei, produtos dados por outras nações devem pertencer ao Estado brasileiro, e não ser incorporados ao patrimônio pessoal.


Leia mais:

TSE começa a julgar ações contra Jair Bolsonaro no 7 de setembro

Cid diz que Bolsonaro ordenou a falsificação de certificados de vacinas


O esquema para vender joias e relógios, alvo de investigação da Polícia Federal, envolve assessores próximos do então presidente Bolsonaro, que recebeu os objetos como presentes de outros países. A oferta dos itens a joalherias americanas, por exemplo, foi feita, segundo as investigações, pelo ex-ajudante de ordens Mauro Cid e pelo pai dele, que são alguns dos investigados.

Policiais federais identificaram no rascunho do celular do general Mauro Cid uma mensagem que teria como destinatário uma pessoa chamada Chase Leonard, um nome que também está no recibo do Rolex recomprado por Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro.

O defensor disse ter viajado aos EUA e admitiu a compra do relógio. Afirmou ter pago US$ 49 mil, mas negou ter participado de uma “operação de resgate” da joia a mando de Mauro Cid.

O Departamento de Justiça americano já expediu ofícios ao sistema financeiro e ao FBI para que proceda imediatamente a coleta de dados e documentos, na produção de provas e no envio aos investigadores brasileiros à frente do inquérito, em Brasília.

A expectativa dos investigadores é de que as primeiras remessas de material comecem a chegar já nas próximas semanas para análise dos peritos da PF.

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O Departamento de Justiça em Washington, capital dos Estados Unidos, autorizou integralmente o pedido de colaboração policial internacional, solicitado pela Polícia Federal do Brasil (PF), para investigar o esquema ilegal de venda de joias e relógios do acervo presidencial durante o governo Jair Bolsonaro (PL), no Brasil. Com a decisão, o FBI, a polícia federal dos EUA, poderá atuar nas investigações brasileiras.

O governo americano aprovou a documentação preparada pela Polícia Federal – e remetida aos EUA via Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI). A informação foi divulgada pelo jornalista César Tralli, da Globo.

Por meio da cooperação internacional, também foi autorizada a ida de equipe da PF brasileira para acompanhar as diligências solicitadas em território americano nas apurações brasileiras sobre diversos crimes, como lavagem de dinheiro, ocultação de valores, apropriação indevida, falso testemunho.

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O Departamento de Justiça americano já expediu ofícios ao sistema financeiro e ao FBI para que proceda imediatamente a coleta de dados e documentos, na produção de provas e no envio aos investigadores brasileiros à frente do inquérito, em Brasília.

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