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França é o primeiro país a incluir direito ao aborto na Constituição

Em uma medida histórica, a França se tornou, nesta segunda-feira (04/04), o primeiro país do mundo a consagrar o direito ao aborto em sua Constituição

Em uma medida histórica, a França se tornou, nesta segunda-feira (04/04), o primeiro país do mundo a consagrar o direito ao aborto em sua Constituição. A nova legislação teve 780 votos a favor e apenas 72 contra, alcançando a maioria de três quintos necessários da Assembleia Nacional e do Senado.

Em meio aos retrocessos ao direito ao aborto, como nos Estados Unidos, a garantia da interrupção da gravidez se tornou uma prioridade do governo francês. O primeiro-ministro francês, Gabriel Attal, afirmou que os legisladores tinham “dívida moral” com todas as mulheres que foram forçadas a suportar abortos ilegais no passado.


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Acima de tudo, estamos enviando uma mensagem a todas as mulheres: seu corpo pertence a você”, acrescentou Attal. A votação marca a 25ª vez que o governo francês altera a sua Constituição desde a fundação da quinta República em 1958.

Ativistas pelos direitos ao aborto reunidos no centro de Paris aplaudiram enquanto a Torre Eiffel brilhava ao fundo e exibia a mensagem “MyBodyMyChoice” (“MeuCorpoMinhaEscolha”, em tradução livre), enquanto o resultado da votação era anunciado em uma tela gigante. O presidente francês, Emmanuel Macron, também comemorou a aprovação do projeto, afirmando que vai realizar uma cerimônia para celebrar a alteração da Constituição na sexta-feira (08/03) o Dia Internacional da Mulher.

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Em uma medida histórica, a França se tornou, nesta segunda-feira (04/04), o primeiro país do mundo a consagrar o direito ao aborto em sua Constituição. A nova legislação teve 780 votos a favor e apenas 72 contra, alcançando a maioria de três quintos necessários da Assembleia Nacional e do Senado.

Em meio aos retrocessos ao direito ao aborto, como nos Estados Unidos, a garantia da interrupção da gravidez se tornou uma prioridade do governo francês. O primeiro-ministro francês, Gabriel Attal, afirmou que os legisladores tinham “dívida moral” com todas as mulheres que foram forçadas a suportar abortos ilegais no passado.


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