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Jornal diz que Irã retirou urânio de usinas nucleares antes de ataque americano; Trump nega

Reportagem do jornal Financial Times colocou em dúvida ataque americano e diz que urânio foi retirado das centrais

Uma reportagem do jornal “Financial Times” desta quinta-feira (26/6) afirmou que o  Irã retirou todo o urânio — elemento usado para produzir energia nuclear — de sua centrais antes de os Estados Unidos bombardearem as instalações no último final de semana. Após os ataques, o presidente americano Donald Trump conseguiu intermediar um cessar-fogo entre Israel e Irã, pondo fim ao conflito recente entre os dois países.

No entanto, o estoque do Irã de urânio enriquecido, que pode produzir bombas nucleares, permanece praticamente intacto, segundo disseram à reportagem fontes de inteligência de países da Europa.

De acordo com o jornal, agências de inteligência da União Europeia atestaram que o estoque de urânio já não estava em Fordow — a instalação nuclear iraniana que fica “dentro” de uma montanha e que foi um dos alvos dos bombardeios americanos.

Segundo a reportagem do Financial Times, com base em fontes de governos europeus, agências de inteligências de países da Europa constataram que o estoque iraniano de 408 quilos de urânio enriquecido próximo ao nível de desenvolver uma arma nuclear não estava mais concentrado em Fordow. O estoque de urânio teria sido redistribuído para outras instalações, antes do ataque.


Leia mais:

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Após a publicação da reportagem do Financial Times, o presidente dos EUA, Donald Trump, negou a informação e afirmou que nada foi retirado de Fordow. Ele publicou na rede Truth Social:

“Os carros e caminhões pequenos no local eram de operários de concreto tentando cobrir a parte superior dos poços. Nada foi retirado da instalação. Levaria muito tempo, seria muito perigoso e seria muito pesado e difícil de mover!”.

O presidente norte-americano se referia a caminhões que foram vistos por imagens de satélites posicionados na entrada de Fordow dias antes dos ataques.

Veja abaixo:

Imagem de satélite mostra caminhões posicionados perto da entrada da instalação de enriquecimento de combustível de Fordow, próxima a Qom, Irã, em 19 de junho de 2025 (Foto: Maxar Technologies/Divulgação via REUTERS).

Desde terça-feira (24), o presidente dos EUA, Donald Trump, vem afirmando que os bombardeios norte-americanos tiveram grande poder de destruição, principalmente sobre Fordow.

No entanto, relatório dos últimos dias vazado do Pentágono, e rejeitado por Trump, indica que os ataques do fim de semana apenas atrasaram o programa nuclear iraniano em alguns meses.

Nesta quinta, em pronunciamento à nação, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou que os EUA “não conseguiram muito” com sua ofensiva.

(*) Com informações de G1.

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Uma reportagem do jornal “Financial Times” desta quinta-feira (26/6) afirmou que o  Irã retirou todo o urânio — elemento usado para produzir energia nuclear — de sua centrais antes de os Estados Unidos bombardearem as instalações no último final de semana. Após os ataques, o presidente americano Donald Trump conseguiu intermediar um cessar-fogo entre Israel e Irã, pondo fim ao conflito recente entre os dois países.

No entanto, o estoque do Irã de urânio enriquecido, que pode produzir bombas nucleares, permanece praticamente intacto, segundo disseram à reportagem fontes de inteligência de países da Europa.

De acordo com o jornal, agências de inteligência da União Europeia atestaram que o estoque de urânio já não estava em Fordow — a instalação nuclear iraniana que fica “dentro” de uma montanha e que foi um dos alvos dos bombardeios americanos.

Segundo a reportagem do Financial Times, com base em fontes de governos europeus, agências de inteligências de países da Europa constataram que o estoque iraniano de 408 quilos de urânio enriquecido próximo ao nível de desenvolver uma arma nuclear não estava mais concentrado em Fordow. O estoque de urânio teria sido redistribuído para outras instalações, antes do ataque.


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“Os carros e caminhões pequenos no local eram de operários de concreto tentando cobrir a parte superior dos poços. Nada foi retirado da instalação. Levaria muito tempo, seria muito perigoso e seria muito pesado e difícil de mover!”.

O presidente norte-americano se referia a caminhões que foram vistos por imagens de satélites posicionados na entrada de Fordow dias antes dos ataques.

Veja abaixo:

Imagem de satélite mostra caminhões posicionados perto da entrada da instalação de enriquecimento de combustível de Fordow, próxima a Qom, Irã, em 19 de junho de 2025 (Foto: Maxar Technologies/Divulgação via REUTERS).

Desde terça-feira (24), o presidente dos EUA, Donald Trump, vem afirmando que os bombardeios norte-americanos tiveram grande poder de destruição, principalmente sobre Fordow.

No entanto, relatório dos últimos dias vazado do Pentágono, e rejeitado por Trump, indica que os ataques do fim de semana apenas atrasaram o programa nuclear iraniano em alguns meses.

Nesta quinta, em pronunciamento à nação, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou que os EUA “não conseguiram muito” com sua ofensiva.

(*) Com informações de G1.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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