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Navios petroleiros rompem bloqueio dos EUA e saem da Venezuela em “modo escuro”

Mais de uma dezena de navios petroleiros deixaram as águas da Venezuela nos últimos dias em uma ação coordenada para romper o bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos ao petróleo venezuelano, segundo informações publicadas pelo jornal The New York Times nesta segunda-feira (5/1).

De acordo com a reportagem, ao menos 16 embarcações alvo de sanções norte-americanas partiram do país após a ofensiva militar dos EUA que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro. O bloqueio naval segue em vigor mesmo após a retirada de Maduro do poder, conforme reafirmou no fim de semana o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

O movimento foi confirmado pelo site de monitoramento marítimo TankerTrackers, que identificou cerca de 12 navios carregados de petróleo cru deixando a Venezuela com os sistemas de rastreamento desligados, prática incomum na navegação comercial. Segundo a plataforma, as embarcações navegaram em “modo escuro” para evitar a identificação em tempo real.

Ainda conforme o New York Times, os petroleiros desligaram sinais de transmissão, utilizaram bandeiras falsas e informaram localizações incorretas para dificultar o monitoramento. Quatro navios; Veronica III, Vesna, Bertha e Aquila II, foram identificados por imagens de satélite a cerca de 50 quilômetros da costa venezuelana, operando sob nomes e dados falsos. A publicação afirma que as saídas ocorreram sem autorização do governo interino de Delcy Rodríguez.

Outras 12 embarcações permaneceram sem sinal de geolocalização e ainda não foram localizadas por imagens de satélite recentes. Para um dos cofundadores do TankerTrackers, Samir Madani, o deslocamento simultâneo teria como objetivo sobrecarregar a capacidade de resposta das forças norte-americanas, sendo, segundo ele, a forma mais eficaz de tentar romper o bloqueio naval.


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Embora o TankerTrackers indique que os navios estavam carregados de petróleo, o New York Times relata que parte das embarcações teria partido vazia para ganhar velocidade durante a navegação.

Nicolás Maduro é acusado pelos Estados Unidos de liderar uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas. Ele e a esposa, Cilia Flores, foram levados para Nova York e passam por audiência judicial nesta segunda-feira.

No domingo (4/1), Marco Rubio afirmou que os Estados Unidos não pretendem atuar diretamente na administração cotidiana da Venezuela, limitando-se à manutenção da chamada “quarentena do petróleo”, já aplicada antes da deposição de Maduro. Em entrevista à emissora CBS, o secretário afirmou que a medida será usada como instrumento de pressão para promover mudanças na gestão da indústria petrolífera e no combate ao tráfico de drogas.

As declarações de Rubio contrastam com falas do presidente Donald Trump, que afirmou no domingo que os Estados Unidos estão “no comando” da Venezuela após a captura de Maduro. Questionado sobre o contato com a nova liderança em Caracas, Trump afirmou que Washington lida com o governo interino e reforçou que o país exerce controle sobre a situação.

(*)Com informações do G1

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Mais de uma dezena de navios petroleiros deixaram as águas da Venezuela nos últimos dias em uma ação coordenada para romper o bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos ao petróleo venezuelano, segundo informações publicadas pelo jornal The New York Times nesta segunda-feira (5/1).

De acordo com a reportagem, ao menos 16 embarcações alvo de sanções norte-americanas partiram do país após a ofensiva militar dos EUA que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro. O bloqueio naval segue em vigor mesmo após a retirada de Maduro do poder, conforme reafirmou no fim de semana o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

O movimento foi confirmado pelo site de monitoramento marítimo TankerTrackers, que identificou cerca de 12 navios carregados de petróleo cru deixando a Venezuela com os sistemas de rastreamento desligados, prática incomum na navegação comercial. Segundo a plataforma, as embarcações navegaram em “modo escuro” para evitar a identificação em tempo real.

Ainda conforme o New York Times, os petroleiros desligaram sinais de transmissão, utilizaram bandeiras falsas e informaram localizações incorretas para dificultar o monitoramento. Quatro navios; Veronica III, Vesna, Bertha e Aquila II, foram identificados por imagens de satélite a cerca de 50 quilômetros da costa venezuelana, operando sob nomes e dados falsos. A publicação afirma que as saídas ocorreram sem autorização do governo interino de Delcy Rodríguez.

Outras 12 embarcações permaneceram sem sinal de geolocalização e ainda não foram localizadas por imagens de satélite recentes. Para um dos cofundadores do TankerTrackers, Samir Madani, o deslocamento simultâneo teria como objetivo sobrecarregar a capacidade de resposta das forças norte-americanas, sendo, segundo ele, a forma mais eficaz de tentar romper o bloqueio naval.


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As declarações de Rubio contrastam com falas do presidente Donald Trump, que afirmou no domingo que os Estados Unidos estão “no comando” da Venezuela após a captura de Maduro. Questionado sobre o contato com a nova liderança em Caracas, Trump afirmou que Washington lida com o governo interino e reforçou que o país exerce controle sobre a situação.

(*)Com informações do G1

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