Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Potências rejeitam proposta de Trump de ocupar Gaza; ONU diz que medida é ilegal

Proposta de Trump de ocupar Gaza já recebeu oposição da China, França, Reino Unido, Rússia e da ONU, mas organização pode não ter poder para impedir.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça (4/2), junto com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, um plano para que os EUA assumam o controle da Faixa de Gaza, o território palestino que foi praticamente destruído na recente guerra entre as forças israelenses e Hamas. Já nesta quarta (5), as potências do mundo já começaram a reagir.

Na França, porta-voz do governo do presidente Emmanuel Macron afirmou: “A França reitera sua oposição a qualquer deslocamento forçado da população palestina de Gaza, o que constituiria uma grave violação do direito internacional, um ataque às legítimas aspirações dos palestinos, mas também um grande obstáculo à solução de dois Estados e um grande fator de desestabilização para nossos parceiros próximos, Egito e Jordânia, bem como para toda a região”.

No Reino Unido, tradicional aliado americano, a reação foi de rejeitar imediatamente a noção. “Precisamos ver os palestinos capazes de viver e prosperar em suas terras natais em Gaza e na Cisjordânia. É a isso que queremos chegar”, disse David Lammy, chefe da diplomacia britânica, em uma coletiva de imprensa em Kiev, capital da Ucrânia. Horas depois, o primeiro-ministro Keir Starmer defendeu que os palestinos “devem ter permissão para voltar para casa”.

A China alertou que irá se opor à “transferência forçada” de palestinos da Faixa de Gaza. “A China sempre defendeu que o governo palestino sobre os palestinos é o princípio básico da governança de Gaza no pós-guerra, e nos opomos à transferência forçada dos residentes de Gaza”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian.

Na Rússia, Vladimir Putin rejeitou a iniciativa. A Rússia acredita que um acordo no Oriente Médio só é possível com base em uma solução de dois Estados, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.


Leia mais:

Lula critica plano de Trump de assumir Faixa de Gaza: “Não sei se EUA seria o país para cuidar”

Trump ordena e hospitais suspendem tratamentos para jovens trans


A ONU (Organização das Nações Unidas) afirmou que qualquer plano para esvaziar Gaza de palestinos e tomar o território é ilegal e fere o direito internacional humanitário.

“O direito à autodeterminação é um princípio fundamental do direito internacional e deve ser protegido por todos os Estados, como a Corte Internacional de Justiça recentemente enfatizou. Qualquer transferência forçada ou deportação de pessoas do território ocupado é estritamente proibida”, disse o alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Türk, em um comunicado.

Apesar de declarar a ilegalidade da proposta, a ONU tem poderes limitados para impedir uma eventual ocupação, devido às suas próprias regras. O governo americano tem o poder de veto e, portanto, o Conselho de Segurança será incapaz de colocar qualquer tipo de sanção contra Trump, mesmo que haja um acordo entre todos os demais países.

O alerta da ONU ocorre no momento em que a comunidade se organiza para que, em meados do ano, uma conferência internacional seja convocada para estabelecer um Estado palestino. Ela deverá ocorrer em junho, em Nova York, e visa tentar estabelecer a solução de dois estados, um israelense e um palestino, com fronteiras internacionais reconhecidas.

Entenda o caso

O anúncio de Trump, ao lado de Netanyahu, chocou o mundo. Desde 19 de janeiro, um acordo de cessar-fogo de três fases entrou em vigor entre Israel e Hamas, que tem permitido a libertação de reféns e de prisioneiros palestinos.

Trump ao lado de primeiro-ministro israelense, Netanyahu, na Casa Branca (Foto: Getty Images).

Sem dar maiores detalhes, Trump falou em “ocupação a longo prazo” para levar estabilidade ao enclave palestino. O americano disse:

“Os EUA vão assumir o controle da Faixa de Gaza, e faremos um trabalho lá também. Seremos responsáveis por desmontar todas as bombas não detonadas e outras armas no local, nivelar a área, remover os edifícios destruídos, criar um desenvolvimento econômico que fornecerá um número ilimitado de empregos e moradias para a população da região”.

Após a polêmica fala de Trump, Netanyahu classificou a declaração do líder norte-americano como uma “ideia diferente” e disse que “vale a pena” levar em consideração os planos dos EUA para Gaza.

*Com informações de UOL e Metrópoles

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça (4/2), junto com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, um plano para que os EUA assumam o controle da Faixa de Gaza, o território palestino que foi praticamente destruído na recente guerra entre as forças israelenses e Hamas. Já nesta quarta (5), as potências do mundo já começaram a reagir.

Na França, porta-voz do governo do presidente Emmanuel Macron afirmou: “A França reitera sua oposição a qualquer deslocamento forçado da população palestina de Gaza, o que constituiria uma grave violação do direito internacional, um ataque às legítimas aspirações dos palestinos, mas também um grande obstáculo à solução de dois Estados e um grande fator de desestabilização para nossos parceiros próximos, Egito e Jordânia, bem como para toda a região”.

No Reino Unido, tradicional aliado americano, a reação foi de rejeitar imediatamente a noção. “Precisamos ver os palestinos capazes de viver e prosperar em suas terras natais em Gaza e na Cisjordânia. É a isso que queremos chegar”, disse David Lammy, chefe da diplomacia britânica, em uma coletiva de imprensa em Kiev, capital da Ucrânia. Horas depois, o primeiro-ministro Keir Starmer defendeu que os palestinos “devem ter permissão para voltar para casa”.

A China alertou que irá se opor à “transferência forçada” de palestinos da Faixa de Gaza. “A China sempre defendeu que o governo palestino sobre os palestinos é o princípio básico da governança de Gaza no pós-guerra, e nos opomos à transferência forçada dos residentes de Gaza”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian.

Na Rússia, Vladimir Putin rejeitou a iniciativa. A Rússia acredita que um acordo no Oriente Médio só é possível com base em uma solução de dois Estados, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.


Leia mais:

Lula critica plano de Trump de assumir Faixa de Gaza: “Não sei se EUA seria o país para cuidar”

Trump ordena e hospitais suspendem tratamentos para jovens trans


A ONU (Organização das Nações Unidas) afirmou que qualquer plano para esvaziar Gaza de palestinos e tomar o território é ilegal e fere o direito internacional humanitário.

“O direito à autodeterminação é um princípio fundamental do direito internacional e deve ser protegido por todos os Estados, como a Corte Internacional de Justiça recentemente enfatizou. Qualquer transferência forçada ou deportação de pessoas do território ocupado é estritamente proibida”, disse o alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Türk, em um comunicado.

Apesar de declarar a ilegalidade da proposta, a ONU tem poderes limitados para impedir uma eventual ocupação, devido às suas próprias regras. O governo americano tem o poder de veto e, portanto, o Conselho de Segurança será incapaz de colocar qualquer tipo de sanção contra Trump, mesmo que haja um acordo entre todos os demais países.

O alerta da ONU ocorre no momento em que a comunidade se organiza para que, em meados do ano, uma conferência internacional seja convocada para estabelecer um Estado palestino. Ela deverá ocorrer em junho, em Nova York, e visa tentar estabelecer a solução de dois estados, um israelense e um palestino, com fronteiras internacionais reconhecidas.

Entenda o caso

O anúncio de Trump, ao lado de Netanyahu, chocou o mundo. Desde 19 de janeiro, um acordo de cessar-fogo de três fases entrou em vigor entre Israel e Hamas, que tem permitido a libertação de reféns e de prisioneiros palestinos.

Trump ao lado de primeiro-ministro israelense, Netanyahu, na Casa Branca (Foto: Getty Images).

Sem dar maiores detalhes, Trump falou em “ocupação a longo prazo” para levar estabilidade ao enclave palestino. O americano disse:

“Os EUA vão assumir o controle da Faixa de Gaza, e faremos um trabalho lá também. Seremos responsáveis por desmontar todas as bombas não detonadas e outras armas no local, nivelar a área, remover os edifícios destruídos, criar um desenvolvimento econômico que fornecerá um número ilimitado de empregos e moradias para a população da região”.

Após a polêmica fala de Trump, Netanyahu classificou a declaração do líder norte-americano como uma “ideia diferente” e disse que “vale a pena” levar em consideração os planos dos EUA para Gaza.

*Com informações de UOL e Metrópoles

- Publicidade -[adrotate group="9"]
Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

Mais lidas

Bloqueios do WhatsApp deixam usuários sem acesso a contas

Usuários do WhatsApp em diferentes países, incluindo o Brasil, relatam bloqueios de contas que, segundo eles, ocorreram sem explicação clara. Parte das pessoas afirma...

Parasita da malária fica mais resistente a remédios, aponta estudo

Um estudo publicado na revista Nature Microbiology identificou alterações genéticas no Plasmodium falciparum, parasita responsável pela forma mais grave da malária, que podem estar...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Câncer de Joe Biden espalhou pelo corpo e provoca fortes dores, revela filho do ex-presidente

O câncer de próstata de Joe Biden, ex-presidente dos Estados Unidos, avançou para outras regiões do corpo e tem provocado fortes dores. A informação...

Pai de Lionel Messi morre aos 68 anos na Argentina

Jorge Horacio Messi, pai e empresário de Lionel Messi, morreu aos 68 anos na noite de sexta-feira (7), em um hospital de Rosário, na...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

EUA divulgam documentos sobre suposto OVNI que teria caído na Bahia

O governo dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira (7/8) documentos relacionados à investigação de um suposto objeto voador não identificado (OVNI) que teria caído...

Casa Branca posta imagem do Homem-Aranha prendendo imigrantes

O perfil oficial da Casa Branca no Instagram publicou nesta sexta-feira (7/8) uma montagem do Homem-Aranha prendendo imigrantes irregulares apontados como criminosos. O herói...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Bloqueios do WhatsApp deixam usuários sem acesso a contas

Usuários do WhatsApp em diferentes países, incluindo o Brasil, relatam bloqueios de contas que, segundo eles, ocorreram sem explicação clara. Parte das pessoas afirma...

Parasita da malária fica mais resistente a remédios, aponta estudo

Um estudo publicado na revista Nature Microbiology identificou alterações genéticas no Plasmodium falciparum, parasita responsável pela forma mais grave da malária, que podem estar...

Câncer de Joe Biden espalhou pelo corpo e provoca fortes dores, revela filho do ex-presidente

O câncer de próstata de Joe Biden, ex-presidente dos Estados Unidos, avançou para outras regiões do corpo e tem provocado fortes dores. A informação...

Pai de Lionel Messi morre aos 68 anos na Argentina

Jorge Horacio Messi, pai e empresário de Lionel Messi, morreu aos 68 anos na noite de sexta-feira (7), em um hospital de Rosário, na...

EUA divulgam documentos sobre suposto OVNI que teria caído na Bahia

O governo dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira (7/8) documentos relacionados à investigação de um suposto objeto voador não identificado (OVNI) que teria caído...

Casa Branca posta imagem do Homem-Aranha prendendo imigrantes

O perfil oficial da Casa Branca no Instagram publicou nesta sexta-feira (7/8) uma montagem do Homem-Aranha prendendo imigrantes irregulares apontados como criminosos. O herói...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]