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Papa denuncia indiferença diante da guerra em Gaza e pede paz: “Não há futuro baseado na violência”

Durante a homilia da Missa celebrada na Paróquia Pontifícia Santa Ana, antes da oração do Angelus, o Papa Leão XIV criticou a violência e a indiferença que assolam povos em diferentes partes do mundo.

“Povos inteiros são hoje esmagados pela violência e, mais ainda, por uma despudorada indiferença, que os abandona a um destino de miséria”, disse o Pontífice. Ele acrescentou que os fiéis não devem se resignar diante desses dramas, mas testemunhar com palavras e obras que “Jesus é o Salvador do mundo, Aquele que nos liberta de todo mal”.

Após a oração mariana do Angelus, o Papa dirigiu-se especialmente aos representantes de associações católicas que atuam em solidariedade ao povo da Faixa de Gaza.

Caríssimos, aprecio a vossa iniciativa e as muitas outras, que em toda a Igreja expressam proximidade aos nossos irmãos e irmãs que sofrem naquela martirizada terra. Repito: não há futuro baseado na violência, no exílio forçado, na vingança. Os povos têm necessidade de paz: quem os ama verdadeiramente trabalha pela paz”, afirmou.

Crise humanitária em Gaza

Segundo estimativas, 90% da população da Faixa de Gaza foi forçada a deixar suas casas ao longo dos mais de 23 meses de guerra. Mais de 450 mil pessoas já fugiram da Cidade de Gaza, enquanto milhares de idosos, pessoas com deficiência e famílias inteiras permanecem sem condições de se deslocar.

A região enfrenta fome generalizada, infraestrutura devastada e hospitais em colapso, sem medicamentos e equipes suficientes.

Estamos caminhando para o desconhecido. Nenhum de nós sabe realmente para onde ir”, disse Faris Swafiri à Agência Associated Press.

Autoridades israelenses afirmam que há uma zona humanitária de 42 km² ao sul de Khan Younis para abrigar refugiados. Porém, segundo Médicos Sem Fronteiras, o espaço é insuficiente para comportar a população deslocada.

Esperam que mais de 2 milhões de pessoas sejam abrigadas em uma área do tamanho de Manhattan, que tem 1,6 milhão de habitantes em 58 km²”, criticou Jacob Granger, coordenador de emergência da organização em Gaza.

Reino Unido, Canadá e Austrália reconhecem Estado Palestino

No mesmo dia, Reino Unido, Canadá e Austrália anunciaram o reconhecimento oficial do Estado Palestino. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, declarou que a decisão visa “construir a promessa de um futuro pacífico tanto para o Estado da Palestina quanto para o Estado de Israel”.

Poucos minutos depois, a Austrália formalizou sua decisão por meio do primeiro-ministro Anthony Albanese. Já o britânico Keir Starmer afirmou que a medida busca “reavivar a esperança de paz e uma solução de dois Estados”. Atualmente, 150 países já reconhecem o Estado da Palestina.


Saiba mais: 

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Apoio aos doentes de Alzheimer e ataxia

Antes de encerrar o encontro, o Papa também fez uma menção especial às pessoas que convivem com Alzheimer e ataxia.

O dia 21 de setembro marca o Dia Mundial da Doença de Alzheimer, celebrado em diversos países, e integra o Setembro Lilás, mês dedicado à conscientização da doença no Brasil. Já no dia 25 é lembrado o Dia Internacional da Conscientização sobre a Ataxia, que busca ampliar o conhecimento sobre essa condição neurológica rara.

*Com informações do Vatican News

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Durante a homilia da Missa celebrada na Paróquia Pontifícia Santa Ana, antes da oração do Angelus, o Papa Leão XIV criticou a violência e a indiferença que assolam povos em diferentes partes do mundo.

“Povos inteiros são hoje esmagados pela violência e, mais ainda, por uma despudorada indiferença, que os abandona a um destino de miséria”, disse o Pontífice. Ele acrescentou que os fiéis não devem se resignar diante desses dramas, mas testemunhar com palavras e obras que “Jesus é o Salvador do mundo, Aquele que nos liberta de todo mal”.

Após a oração mariana do Angelus, o Papa dirigiu-se especialmente aos representantes de associações católicas que atuam em solidariedade ao povo da Faixa de Gaza.

Caríssimos, aprecio a vossa iniciativa e as muitas outras, que em toda a Igreja expressam proximidade aos nossos irmãos e irmãs que sofrem naquela martirizada terra. Repito: não há futuro baseado na violência, no exílio forçado, na vingança. Os povos têm necessidade de paz: quem os ama verdadeiramente trabalha pela paz”, afirmou.

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Segundo estimativas, 90% da população da Faixa de Gaza foi forçada a deixar suas casas ao longo dos mais de 23 meses de guerra. Mais de 450 mil pessoas já fugiram da Cidade de Gaza, enquanto milhares de idosos, pessoas com deficiência e famílias inteiras permanecem sem condições de se deslocar.

A região enfrenta fome generalizada, infraestrutura devastada e hospitais em colapso, sem medicamentos e equipes suficientes.

Estamos caminhando para o desconhecido. Nenhum de nós sabe realmente para onde ir”, disse Faris Swafiri à Agência Associated Press.

Autoridades israelenses afirmam que há uma zona humanitária de 42 km² ao sul de Khan Younis para abrigar refugiados. Porém, segundo Médicos Sem Fronteiras, o espaço é insuficiente para comportar a população deslocada.

Esperam que mais de 2 milhões de pessoas sejam abrigadas em uma área do tamanho de Manhattan, que tem 1,6 milhão de habitantes em 58 km²”, criticou Jacob Granger, coordenador de emergência da organização em Gaza.

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Poucos minutos depois, a Austrália formalizou sua decisão por meio do primeiro-ministro Anthony Albanese. Já o britânico Keir Starmer afirmou que a medida busca “reavivar a esperança de paz e uma solução de dois Estados”. Atualmente, 150 países já reconhecem o Estado da Palestina.


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