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Pobreza na Venezuela se manteve acima de 50% em 2023

Mais da metade da população da Venezuela ainda vive na pobreza até final do ano de 2023, devido a um contexto persistente de desigualdade de renda e enfraquecimento dos efeitos de uma recuperação econômica

Mais da metade da população da Venezuela ainda vive na pobreza até final do ano de 2023, devido a um contexto persistente de desigualdade de renda e enfraquecimento dos efeitos de uma recuperação econômica, segundo pesquisa de um instituto universitário.

A Pesquisa Nacional de Condições de Vida (Encovi), publicada nesta quarta-feira (13/03), pelo Instituto de Pesquisas Sociais da Universidade Católica Andrés Bello (UCAB), mostrou que 51,9% da população do país continuou vivendo na pobreza no ano passado, um número um pouco maior em relação a 2022.

Após anos de colapso econômico e elevada inflação que levaram sete milhões de pessoas a abandonarem o país, houve uma leve recuperação econômica, mas a quantidade de pobres não foi substancialmente reduzida. Em 2022, a pobreza multidimensional, que reflete nível de renda, acesso a serviços, educação e saúde, foi de 50,5%.

De acordo com o estudo, a melhora desacelerou no ano passado e algumas famílias conseguiram sair da pobreza, apesar da existência de alguns programas sociais de transferência de renda e distribuição de comida.

“É verdade que as transferências (diretas do Estado) aumentaram, mas deveriam se concentrar nos setores vulneráveis”, disse Luis Pedro España, sociólogo e pesquisador da Encovi.


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A economia venezuelana se recuperou no final de 2021, após o governo do presidente Nicolás Maduro flexibilizar os controles da economia e permitir transações em moedas estrangeiras em 2019, dando oxigênio a vários setores. No entanto, desde o ano passado, algumas atividades econômicas exibiram sinais de desaceleração devido ao consumo menor no país.

Analistas apontaram que a dolarização informal e as desregulamentações não foram suficientes para a recuperação total da economia e disseram que a política ortodoxa de ancoragem da taxa de câmbio e controle do gasto público para conter o aumento dos preços não é sustentável.

As desigualdades de renda continuam na Venezuela. A diferença entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres é de quase 35 vezes. A renda per capita do estrato mais pobre é de 10 dólares por mês. Do mais alto, é de 347,2 dólares, segundo a Encovi.

O estudo, realizado desde 2014 para suprir a ausência de dados oficiais, entrevistou famílias em 16.212 domicílios do país entre março e maio de 2023.

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Mais da metade da população da Venezuela ainda vive na pobreza até final do ano de 2023, devido a um contexto persistente de desigualdade de renda e enfraquecimento dos efeitos de uma recuperação econômica, segundo pesquisa de um instituto universitário.

A Pesquisa Nacional de Condições de Vida (Encovi), publicada nesta quarta-feira (13/03), pelo Instituto de Pesquisas Sociais da Universidade Católica Andrés Bello (UCAB), mostrou que 51,9% da população do país continuou vivendo na pobreza no ano passado, um número um pouco maior em relação a 2022.

Após anos de colapso econômico e elevada inflação que levaram sete milhões de pessoas a abandonarem o país, houve uma leve recuperação econômica, mas a quantidade de pobres não foi substancialmente reduzida. Em 2022, a pobreza multidimensional, que reflete nível de renda, acesso a serviços, educação e saúde, foi de 50,5%.

De acordo com o estudo, a melhora desacelerou no ano passado e algumas famílias conseguiram sair da pobreza, apesar da existência de alguns programas sociais de transferência de renda e distribuição de comida.

“É verdade que as transferências (diretas do Estado) aumentaram, mas deveriam se concentrar nos setores vulneráveis”, disse Luis Pedro España, sociólogo e pesquisador da Encovi.


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