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Presidente da França e nações da Europa reconhecem Estado Palestino na ONU; entenda a questão

O presidente da França, Emmanuel Macron, formalizou o reconhecimento do Estado da Palestina nesta segunda-feira (22/9). O anúncio foi feito em conferência na ONU voltada à solução de dois Estados, que propõe que Israel e Palestina coexistam de forma pacífica.

Na ONU, Macron disse:

“Chegou a hora. É por isso que, fiel ao compromisso histórico do meu país com o Oriente Médio, com a paz entre israelenses e palestinos, declaro que hoje a França reconhece o Estado da Palestina”.

A fala de Macron acontece após pronunciamentos do Reino Unido, Canadá, Portugal e Austrália, que no domingo (21) também reconheceram publicamente o estado palestino.

Ainda na reunião, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu pela libertação dos reféns israelenses presos pelo grupo Hamas, e disse:

“Sem dois Estados, não haverá paz no Oriente Médio, e o radicalismo se espalhará pelo mundo”.

Embora a cúpula em Nova York tenha um forte significado, não se espera que traga mudanças na prática. O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu continua irredutível à formação de um estado palestino, alegando que ele seria uma ameaça a Israel.

Israel e os Estados Unidos boicotaram a reunião, e o embaixador israelense na ONU, Danny Danon, classificou o evento como um “circo”.


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Entenda o caso: Israel e o Estado Palestino

Após o Holocausto na Segunda Guerra Mundial, onde seis milhões de judeus foram mortos pelos nazistas, começou a pressão pela criação de um estado judaico. Em 1948, a ONU instituiu o Estado de Israel, depois de décadas de lobby e de campanhas imigratórias promovidas pelos defensores do sionismo, movimento nacionalista judeu.

O problema é que o estado israelense dividiu o território da Palestina, que já existia na região. Muitos palestinos se opuseram à ideia e ao fato de perderem boa parte do seu território. Além disso, Israel invadiu militarmente e tomou mais territórios palestinos na chamada “Guerra dos Seis Dias” em 1967.

O resultado foi décadas de conflitos entre judeus e árabes na região. Insatisfeitos, se formaram grupos terroristas palestinos, como o Hamas, que se dedicam à destruição de Israel.

O atual conflito na região começou em 7 de outubro de 2023, quando membros do Hamas mataram e sequestraram cidadãos israelenses em territórios próximos à Faixa de Gaza. Desde então, Israel vem combatendo o Hamas e nos últimos meses, bombardeando Gaza, resultando em milhares de mortos.

*Com informações de CNN Brasil.

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O presidente da França, Emmanuel Macron, formalizou o reconhecimento do Estado da Palestina nesta segunda-feira (22/9). O anúncio foi feito em conferência na ONU voltada à solução de dois Estados, que propõe que Israel e Palestina coexistam de forma pacífica.

Na ONU, Macron disse:

“Chegou a hora. É por isso que, fiel ao compromisso histórico do meu país com o Oriente Médio, com a paz entre israelenses e palestinos, declaro que hoje a França reconhece o Estado da Palestina”.

A fala de Macron acontece após pronunciamentos do Reino Unido, Canadá, Portugal e Austrália, que no domingo (21) também reconheceram publicamente o estado palestino.

Ainda na reunião, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu pela libertação dos reféns israelenses presos pelo grupo Hamas, e disse:

“Sem dois Estados, não haverá paz no Oriente Médio, e o radicalismo se espalhará pelo mundo”.

Embora a cúpula em Nova York tenha um forte significado, não se espera que traga mudanças na prática. O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu continua irredutível à formação de um estado palestino, alegando que ele seria uma ameaça a Israel.

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O problema é que o estado israelense dividiu o território da Palestina, que já existia na região. Muitos palestinos se opuseram à ideia e ao fato de perderem boa parte do seu território. Além disso, Israel invadiu militarmente e tomou mais territórios palestinos na chamada “Guerra dos Seis Dias” em 1967.

O resultado foi décadas de conflitos entre judeus e árabes na região. Insatisfeitos, se formaram grupos terroristas palestinos, como o Hamas, que se dedicam à destruição de Israel.

O atual conflito na região começou em 7 de outubro de 2023, quando membros do Hamas mataram e sequestraram cidadãos israelenses em territórios próximos à Faixa de Gaza. Desde então, Israel vem combatendo o Hamas e nos últimos meses, bombardeando Gaza, resultando em milhares de mortos.

*Com informações de CNN Brasil.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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