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Primeiro-ministro da França renuncia após menos de um mês no cargo

O primeiro-ministro da França, Sébastian Lecornu, renunciou nesta segunda-feira (6/10) após menos de um mês no cargo. A informação foi confirmada pelo Palácio do Eliseu em comunicado.

O presidente Emmanuel Macron já aceitou a renúncia. Lecornu apresentou uma carta de demissão poucas horas após o gabinete Macron ter anunciado uma nova composição de governo, com uma reformulação de ministros para trabalharem sob Lecornu.

Segundo o primeiro-ministro, a intransigência dos partidos políticos do país, que colocariam seus interesses acima dos da França, teria sido a causa da renúncia. Em discurso no pátio do Palácio de Matignon, sede do gabinete do primeiro-ministro, ele disse:

“A composição do governo não foi tranquila e despertou certos apetites partidários — às vezes, de forma bastante legítima, ligados à próxima eleição presidencial. (…) Eu estava pronto para ceder, mas cada partido político queria que o outro adotasse todo o seu programa”.

Macron havia nomeado Lecornu, um ex-ministro da Defesa, como premiê em 9 de setembro, substituindo François Bayrou, que renunciou ao cargo de premiê após nove meses de gestão e após perder voto de confiança no Parlamento. Lecornu foi o quinto premiê do segundo mandato de Macron, que começou em 2022.


Leia mais:

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A saída de Lecornu vai ampliar a crise política no país, que se arrasta há alguns meses. Macron agora precisará buscar recompor o governo francês, o que pode ocorrer nomeando um novo premiê ou convocando novas eleições.

Autoridades francesas dos diversos espectros políticos reagiram à renúncia de Lecornu, e entre os pedidos estão a dissolução do Parlamento, o impeachment de Macron e explicações do presidente.

Após a renúncia de Lecornu, a líder do partido de extrema-direita Reunião Nacional (RN), Marine Le Pen, disse que as eleições legislativas antecipadas são “absolutamente necessárias” neste momento. “Eu conclamo o presidente da República a dissolver a Assembleia Nacional (…) chegamos ao fim da piada, a farsa já durou tempo demais”, disse Le Pen à TV francesa “BFM”.

Já o líder partido de extrema-esquerda França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, disse que solicitará ao Parlamento francês o voto de uma moção de impeachment de Macron.

O presidente francês tem rejeitado repetidamente a noção de renunciar. Não está claro quem venceria uma eleição presidencial, mas as pesquisas indicam que o RN teria boas chances de vitória.

A instabilidade no governo francês se deve, principalmente, a uma grande crise econômica no país: nenhum outro país da União Europeia (UE) está tão endividado em termos absolutos quanto a França.

*Com informações de G1

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O primeiro-ministro da França, Sébastian Lecornu, renunciou nesta segunda-feira (6/10) após menos de um mês no cargo. A informação foi confirmada pelo Palácio do Eliseu em comunicado.

O presidente Emmanuel Macron já aceitou a renúncia. Lecornu apresentou uma carta de demissão poucas horas após o gabinete Macron ter anunciado uma nova composição de governo, com uma reformulação de ministros para trabalharem sob Lecornu.

Segundo o primeiro-ministro, a intransigência dos partidos políticos do país, que colocariam seus interesses acima dos da França, teria sido a causa da renúncia. Em discurso no pátio do Palácio de Matignon, sede do gabinete do primeiro-ministro, ele disse:

“A composição do governo não foi tranquila e despertou certos apetites partidários — às vezes, de forma bastante legítima, ligados à próxima eleição presidencial. (…) Eu estava pronto para ceder, mas cada partido político queria que o outro adotasse todo o seu programa”.

Macron havia nomeado Lecornu, um ex-ministro da Defesa, como premiê em 9 de setembro, substituindo François Bayrou, que renunciou ao cargo de premiê após nove meses de gestão e após perder voto de confiança no Parlamento. Lecornu foi o quinto premiê do segundo mandato de Macron, que começou em 2022.


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Autoridades francesas dos diversos espectros políticos reagiram à renúncia de Lecornu, e entre os pedidos estão a dissolução do Parlamento, o impeachment de Macron e explicações do presidente.

Após a renúncia de Lecornu, a líder do partido de extrema-direita Reunião Nacional (RN), Marine Le Pen, disse que as eleições legislativas antecipadas são “absolutamente necessárias” neste momento. “Eu conclamo o presidente da República a dissolver a Assembleia Nacional (…) chegamos ao fim da piada, a farsa já durou tempo demais”, disse Le Pen à TV francesa “BFM”.

Já o líder partido de extrema-esquerda França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, disse que solicitará ao Parlamento francês o voto de uma moção de impeachment de Macron.

O presidente francês tem rejeitado repetidamente a noção de renunciar. Não está claro quem venceria uma eleição presidencial, mas as pesquisas indicam que o RN teria boas chances de vitória.

A instabilidade no governo francês se deve, principalmente, a uma grande crise econômica no país: nenhum outro país da União Europeia (UE) está tão endividado em termos absolutos quanto a França.

*Com informações de G1

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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