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Projeções apontam vitória da coalizão de esquerda nas eleições da França

Estratégia de Emmanunel Macron deu certo: coalizão de esquerda vai ganhar eleições legislativas; extrema-direita já admitiu derrota.

Pesquisas de boca de urna apontam vitória da esquerda no segundo turno das eleições legislativas na França, realizadas neste domingo (7/7). A informação é da pesquisa Ipsos-Talan para a rede estatal de rádio e TV.

O partido Reunião Nacional, de extrema-direita comandado por Marine LePen, estaria em terceiro lugar nos votos. Veja abaixo:

  • Nova Frente Popular (esquerda): entre 172 e 192 assentos
  • Juntos (coalizão governista, de centro): entre 150 e 170 assentos
  • Reunião Nacional (extrema direita): entre 132 e 152 assentos

Os resultados oficiais ainda não foram divulgados, enquanto a apuração segue rumo ao seu final. A Assembleia Nacional possui 577 assentos; são necessários 289 cadeiras para a formação de uma maioria capaz de definir o primeiro-ministro.


Leia mais:

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No mês passado, o Reunião Nacional venceu a eleição para o Parlamento Europeu. Isso motivou uma coalizão de esquerda, coordenada pelo presidente Emmanuel Macron, para se mobilizar para as eleições legislativas de hoje. Macron dissolveu a Assembleia Nacional após a vitória da extrema-direita, o que motivou as eleições de hoje.

Na coalizão, candidatos de esquerda e centro-esquerda que tivessem menos chances de serem eleitos foram incentivados a abrir mão da candidatura para apoiar aqueles que estivessem em segundo ou primeiro lugar. A iniciativa ganhou apoio de personalidades como o jogador de futebol Mbappé, e o brasileiro Raí, que se posicionaram contra as ideias anti-imigração do Reunião Nacional.

Embora ainda não tenham batido o martelo sobre a união, líderes do bloco esquerdista indicaram que poderiam se aliar ao centro para obter maioria — apesar das pautas distantes e até opostas em muitas questões de ambos.

Em discurso, o primeiro-ministro, Gabriel Attal, aliado de Macron, disse que vai colocar seu cargo à disposição na manhã desta segunda-feira (8).

Pelo sistema político da França, semipresidencialista, o primeiro-ministro, indicado pelo partido ou coalizão que conquistam maioria no Parlamento, governa em conjunto com o presidente – este eleito em eleições presidenciais diretas e separadas das legislativas e que, na prática, é quem ganha mais protagonismo à frente do governo.

LePen já admitiu a derrota: Ela afirmou que a sua vitória foi “apenas adiada”. Com uma vitória, ela esperava indicar seu correligionário Jordan Bardella como primeiro-ministro.

Com informações de G1.

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Pesquisas de boca de urna apontam vitória da esquerda no segundo turno das eleições legislativas na França, realizadas neste domingo (7/7). A informação é da pesquisa Ipsos-Talan para a rede estatal de rádio e TV.

O partido Reunião Nacional, de extrema-direita comandado por Marine LePen, estaria em terceiro lugar nos votos. Veja abaixo:

  • Nova Frente Popular (esquerda): entre 172 e 192 assentos
  • Juntos (coalizão governista, de centro): entre 150 e 170 assentos
  • Reunião Nacional (extrema direita): entre 132 e 152 assentos

Os resultados oficiais ainda não foram divulgados, enquanto a apuração segue rumo ao seu final. A Assembleia Nacional possui 577 assentos; são necessários 289 cadeiras para a formação de uma maioria capaz de definir o primeiro-ministro.


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No mês passado, o Reunião Nacional venceu a eleição para o Parlamento Europeu. Isso motivou uma coalizão de esquerda, coordenada pelo presidente Emmanuel Macron, para se mobilizar para as eleições legislativas de hoje. Macron dissolveu a Assembleia Nacional após a vitória da extrema-direita, o que motivou as eleições de hoje.

Na coalizão, candidatos de esquerda e centro-esquerda que tivessem menos chances de serem eleitos foram incentivados a abrir mão da candidatura para apoiar aqueles que estivessem em segundo ou primeiro lugar. A iniciativa ganhou apoio de personalidades como o jogador de futebol Mbappé, e o brasileiro Raí, que se posicionaram contra as ideias anti-imigração do Reunião Nacional.

Embora ainda não tenham batido o martelo sobre a união, líderes do bloco esquerdista indicaram que poderiam se aliar ao centro para obter maioria — apesar das pautas distantes e até opostas em muitas questões de ambos.

Em discurso, o primeiro-ministro, Gabriel Attal, aliado de Macron, disse que vai colocar seu cargo à disposição na manhã desta segunda-feira (8).

Pelo sistema político da França, semipresidencialista, o primeiro-ministro, indicado pelo partido ou coalizão que conquistam maioria no Parlamento, governa em conjunto com o presidente – este eleito em eleições presidenciais diretas e separadas das legislativas e que, na prática, é quem ganha mais protagonismo à frente do governo.

LePen já admitiu a derrota: Ela afirmou que a sua vitória foi “apenas adiada”. Com uma vitória, ela esperava indicar seu correligionário Jordan Bardella como primeiro-ministro.

Com informações de G1.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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