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Putin diz que 50 mil mobilizados já estão a combater na Ucrânia

Uma semana depois de a Rússia ter dado por terminada a “mobilização parcial” de tropa para a Ucrânia, Vladimir Putin afirmou que 80 mil dos cerca de 320 mil homens chamados estão “na zona da operação militar especial” e que, desses, 50 mil estão já na linha da frente.

“Os outros ainda não tomam parte nos combates”, disse o Presidente russo, que acrescentou que os restantes 240 mil soldados ainda se encontram na Rússia a receber formação.

Numa visita à região de Tver, que faz fronteira com a de Moscovo, Putin ouviu o governador regional Igor Rudenia alertar que é preciso atender às necessidades dos mobilizados, nomeadamente no que aos pagamentos diz respeito. Numa declaração gravada em vídeo e mais tarde divulgada pelas redes sociais do Kremlin, o chefe de Estado manifesta a sua vontade de se “encontrar com as pessoas para falar sobre isto, para as ouvir e ter feedback.

Ambas as afirmações de Putin são feitas num contexto em que continuam a surgir relatos de homens mobilizados e de famílias a protestar localmente contra as más condições em que se encontram. Durante o fim-de-semana, as imagens de uma manifestação que terá juntado cerca de dois mil soldados em Kazan chegaram às redes sociais. Queixam-se de não terem água, comida e aquecimento.Vladimir Putin prometeu em meados de Outubro que o Estado pagaria 195 mil rublos (cerca de 3181 euros) a cada soldado mobilizado, mas esse custo recai sobre os governos regionais, que estão já a braços com grandes dificuldades orçamentais e vêem as populações locais baterem à porta em busca de explicações (e do dinheiro).

“Porque devemos ir para a guerra por este estado, deixando as nossas famílias desamparadas? Recusamos tomar parte na ‘operação militar especial’ e vamos recorrer à justiça até que nos paguem o dinheiro que nos foi prometido pelo governo liderado pelo Presidente da Federação Russa!”, disseram soldados na região de Chuváchia, na semana passada, citados pelo jornal independente Meduza.

O processo de recrutamento militar nesta mobilização ficou marcado desde o início por uma fuga maciça de homens para os países vizinhos da Rússia e, em menor número, por manifestações contra a guerra e actos de vandalismo contra edifícios das Forças Armadas e ataques contra oficiais.

No seu habitual relatório diário, os serviços secretos militares britânicos disseram no sábado que “os soldados recentemente mobilizados provavelmente têm pouco ou nenhum treino” porque “os oficiais experientes e treinadores foram enviados para combater na Ucrânia e alguns devem ter morrido no conflito”.

Com informações de agências internacionais de notícias*

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Uma semana depois de a Rússia ter dado por terminada a “mobilização parcial” de tropa para a Ucrânia, Vladimir Putin afirmou que 80 mil dos cerca de 320 mil homens chamados estão “na zona da operação militar especial” e que, desses, 50 mil estão já na linha da frente.

“Os outros ainda não tomam parte nos combates”, disse o Presidente russo, que acrescentou que os restantes 240 mil soldados ainda se encontram na Rússia a receber formação.

Numa visita à região de Tver, que faz fronteira com a de Moscovo, Putin ouviu o governador regional Igor Rudenia alertar que é preciso atender às necessidades dos mobilizados, nomeadamente no que aos pagamentos diz respeito. Numa declaração gravada em vídeo e mais tarde divulgada pelas redes sociais do Kremlin, o chefe de Estado manifesta a sua vontade de se “encontrar com as pessoas para falar sobre isto, para as ouvir e ter feedback.

Ambas as afirmações de Putin são feitas num contexto em que continuam a surgir relatos de homens mobilizados e de famílias a protestar localmente contra as más condições em que se encontram. Durante o fim-de-semana, as imagens de uma manifestação que terá juntado cerca de dois mil soldados em Kazan chegaram às redes sociais. Queixam-se de não terem água, comida e aquecimento.Vladimir Putin prometeu em meados de Outubro que o Estado pagaria 195 mil rublos (cerca de 3181 euros) a cada soldado mobilizado, mas esse custo recai sobre os governos regionais, que estão já a braços com grandes dificuldades orçamentais e vêem as populações locais baterem à porta em busca de explicações (e do dinheiro).

“Porque devemos ir para a guerra por este estado, deixando as nossas famílias desamparadas? Recusamos tomar parte na ‘operação militar especial’ e vamos recorrer à justiça até que nos paguem o dinheiro que nos foi prometido pelo governo liderado pelo Presidente da Federação Russa!”, disseram soldados na região de Chuváchia, na semana passada, citados pelo jornal independente Meduza.

O processo de recrutamento militar nesta mobilização ficou marcado desde o início por uma fuga maciça de homens para os países vizinhos da Rússia e, em menor número, por manifestações contra a guerra e actos de vandalismo contra edifícios das Forças Armadas e ataques contra oficiais.

No seu habitual relatório diário, os serviços secretos militares britânicos disseram no sábado que “os soldados recentemente mobilizados provavelmente têm pouco ou nenhum treino” porque “os oficiais experientes e treinadores foram enviados para combater na Ucrânia e alguns devem ter morrido no conflito”.

Com informações de agências internacionais de notícias*

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