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Relatório da ONU conclui que eleições na Venezuela foram marcadas por “irregularidades sem precedentes”

Painel da ONU que acompanhou eleições questionou processo e afirma que atas divulgadas pela oposição apresentam segurança.

Um relatório preliminar da ONU sobre a eleição na Venezuela constatou que o processo foi marcado por irregularidades e falta de transparência. O texto foi elaborado por uma equipe de quatro especialistas da entidade que foram até Caracas a convite do governo de Nicolás Maduro para acompanhar a eleição, e suas conclusões estão sendo publicadas nesta quarta (14/8).

O relatório diz:

“O processo de gerenciamento de resultados do Conselho Nacional Eleitoral ficou aquém das medidas básicas de transparência e integridade que são essenciais para a realização de eleições confiáveis. Ele não seguiu as disposições legais e regulamentares nacionais, e todos os prazos estipulados não foram cumpridos”.

O documento ainda completa:

“De acordo com a experiência do Painel [da ONU], o anúncio do resultado de uma eleição sem a publicação de seus detalhes ou a divulgação dos resultados tabulados aos candidatos não tem precedentes nas eleições democráticas contemporâneas”.


Leia mais:

Venezuela: Líder da oposição diz que Edmundo González assumirá presidência em 10 de janeiro

VÍDEO: Presidente do Chile não reconhece Maduro e se diz convencido de fraude na eleição da Venezuela


A ONU ainda “lamentou” que sua equipe, apesar de um pedido enviado, “não pôde se reunir com a Diretoria do CNE antes do encerramento do processo eleitoral”.

O relatório ainda incluiu números de fontes nacionais que, embora não pudessem ter sido verificados, apontam que mais de 20 pessoas – incluindo um soldado – foram mortas e mais de 1.000 pessoas foram detidas entre 29 de julho e 2 de agosto de 2024, por causa dos protestos após a proclamação de Nicolás Maduro como vencedor do pleito e presidente da Venezuela.

Na madrugada de 29 de julho de 2024, o CNE anunciou oralmente que Maduro havia vencido a eleição com 5.150.092 votos (51,2%). Em 2 de agosto, o CNE confirmou o presidente Maduro como o vencedor com 6.408.844 votos (51,95%), seguido por Edmundo González, com 5.326.104 votos (43,18%), com base no que disse ser 96,97% dos resultados das pesquisas.

A oposição, no entanto, apresentou outros números, que apontam a vitória de González com 67% dos votos. As atas eleitorais, documentos com os números da eleição, foram apresentadas à Suprema Corte do país, mas ainda não foram mostradas publicamente.

Em relação às atas publicadas pela oposição, que dão vitória a Edmundo González, o documento afirmou que os dados exibem características de segurança. O relatório diz:

“O Painel revisou uma pequena amostra dos documentos que estão atualmente no domínio público (incluindo aqueles postados online pela oposição) e que são relatados como sendo protocolos de resultados de várias urnas. Todos os documentos revisados exibem todos os recursos de segurança dos protocolos de resultados originais”.

Com informações de UOL e G1

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Um relatório preliminar da ONU sobre a eleição na Venezuela constatou que o processo foi marcado por irregularidades e falta de transparência. O texto foi elaborado por uma equipe de quatro especialistas da entidade que foram até Caracas a convite do governo de Nicolás Maduro para acompanhar a eleição, e suas conclusões estão sendo publicadas nesta quarta (14/8).

O relatório diz:

“O processo de gerenciamento de resultados do Conselho Nacional Eleitoral ficou aquém das medidas básicas de transparência e integridade que são essenciais para a realização de eleições confiáveis. Ele não seguiu as disposições legais e regulamentares nacionais, e todos os prazos estipulados não foram cumpridos”.

O documento ainda completa:

“De acordo com a experiência do Painel [da ONU], o anúncio do resultado de uma eleição sem a publicação de seus detalhes ou a divulgação dos resultados tabulados aos candidatos não tem precedentes nas eleições democráticas contemporâneas”.


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A ONU ainda “lamentou” que sua equipe, apesar de um pedido enviado, “não pôde se reunir com a Diretoria do CNE antes do encerramento do processo eleitoral”.

O relatório ainda incluiu números de fontes nacionais que, embora não pudessem ter sido verificados, apontam que mais de 20 pessoas – incluindo um soldado – foram mortas e mais de 1.000 pessoas foram detidas entre 29 de julho e 2 de agosto de 2024, por causa dos protestos após a proclamação de Nicolás Maduro como vencedor do pleito e presidente da Venezuela.

Na madrugada de 29 de julho de 2024, o CNE anunciou oralmente que Maduro havia vencido a eleição com 5.150.092 votos (51,2%). Em 2 de agosto, o CNE confirmou o presidente Maduro como o vencedor com 6.408.844 votos (51,95%), seguido por Edmundo González, com 5.326.104 votos (43,18%), com base no que disse ser 96,97% dos resultados das pesquisas.

A oposição, no entanto, apresentou outros números, que apontam a vitória de González com 67% dos votos. As atas eleitorais, documentos com os números da eleição, foram apresentadas à Suprema Corte do país, mas ainda não foram mostradas publicamente.

Em relação às atas publicadas pela oposição, que dão vitória a Edmundo González, o documento afirmou que os dados exibem características de segurança. O relatório diz:

“O Painel revisou uma pequena amostra dos documentos que estão atualmente no domínio público (incluindo aqueles postados online pela oposição) e que são relatados como sendo protocolos de resultados de várias urnas. Todos os documentos revisados exibem todos os recursos de segurança dos protocolos de resultados originais”.

Com informações de UOL e G1

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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