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Rússia vai apoiar Venezuela contra bloqueio dos EUA, diz ministro venezuelano

O governo russo prometeu apoiar a Venezuela contra o bloqueio anunciado pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (22/12) pelo ministro das Relações Exteriores venezuelano, Yván Gil Pinto por meio de uma publicação no Telegram, que afirmou ter conversado por telefone com o chanceler russo, Sergey Lavrov.

Segundo Gil, Lavrov manifestou “solidariedade firme” ao povo venezuelano e garantiu que Moscou prestará cooperação e apoio diante das medidas adotadas por Washington, além de respaldar ações no âmbito do Conselho de Segurança da ONU.

O chanceler afirmou que discutiu com o representante russo o que classificou como “agressões e violações flagrantes do direito internacional” cometidas pelos Estados Unidos no Caribe. A conversa ocorre em meio à escalada de tensões após o anúncio, feito na semana passada por Trump, de um “bloqueio total” contra petroleiros sancionados que operam na Venezuela.

Na terça-feira (16/12), o presidente americano declarou que a Venezuela estaria “cercada” pela “maior armada já reunida na história da América do Sul” e justificou a medida como parte de ações de combate ao narcotráfico. Até o momento, os Estados Unidos apreenderam dois petroleiros e trabalham para interceptar uma terceira embarcação.

O governo russo já havia demonstrado preocupação com a ofensiva americana. Em coletiva recente, Lavrov classificou como “beligerantes” os anúncios sobre um possível bloqueio naval e disse estar alarmado com a atuação da Marinha dos EUA na região.


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Além da Rússia, o governo venezuelano afirmou no sábado que o Irã ofereceu assistência para enfrentar o que chamou de “pirataria” americana. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores iraniano defendeu uma reação firme da comunidade internacional contra ações consideradas ilegais e unilaterais.

Apelo à ONU

Também nesta segunda-feira, Yván Gil informou que o presidente Nicolás Maduro enviou uma nota diplomática a líderes da América Latina e a países membros da ONU pedindo condenação às ações dos Estados Unidos e o fim do bloqueio e da mobilização militar contra a Venezuela.

No texto, lido pelo chanceler na televisão estatal, Maduro solicita a ativação de mecanismos multilaterais para investigar e coibir o que classifica como agressões, além de exigir a interrupção imediata das operações militares e das apreensões de navios.

Segundo o governo venezuelano, os dois petroleiros retidos pelos Estados Unidos transportavam cerca de quatro milhões de barris de petróleo. Maduro descreveu as ações como “sequestro e roubo” e afirmou que o país não cometeu nenhum ato que justificasse, segundo ele, a intimidação militar promovida por Washington.

*Com informações da CNN Brasil.

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O governo russo prometeu apoiar a Venezuela contra o bloqueio anunciado pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (22/12) pelo ministro das Relações Exteriores venezuelano, Yván Gil Pinto por meio de uma publicação no Telegram, que afirmou ter conversado por telefone com o chanceler russo, Sergey Lavrov.

Segundo Gil, Lavrov manifestou “solidariedade firme” ao povo venezuelano e garantiu que Moscou prestará cooperação e apoio diante das medidas adotadas por Washington, além de respaldar ações no âmbito do Conselho de Segurança da ONU.

O chanceler afirmou que discutiu com o representante russo o que classificou como “agressões e violações flagrantes do direito internacional” cometidas pelos Estados Unidos no Caribe. A conversa ocorre em meio à escalada de tensões após o anúncio, feito na semana passada por Trump, de um “bloqueio total” contra petroleiros sancionados que operam na Venezuela.

Na terça-feira (16/12), o presidente americano declarou que a Venezuela estaria “cercada” pela “maior armada já reunida na história da América do Sul” e justificou a medida como parte de ações de combate ao narcotráfico. Até o momento, os Estados Unidos apreenderam dois petroleiros e trabalham para interceptar uma terceira embarcação.

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No texto, lido pelo chanceler na televisão estatal, Maduro solicita a ativação de mecanismos multilaterais para investigar e coibir o que classifica como agressões, além de exigir a interrupção imediata das operações militares e das apreensões de navios.

Segundo o governo venezuelano, os dois petroleiros retidos pelos Estados Unidos transportavam cerca de quatro milhões de barris de petróleo. Maduro descreveu as ações como “sequestro e roubo” e afirmou que o país não cometeu nenhum ato que justificasse, segundo ele, a intimidação militar promovida por Washington.

*Com informações da CNN Brasil.

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