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Rússia exige controle de 20% de território ucraniano e novas eleições na Ucrânia para aceitar cessar-fogo total

Retirada total das tropas ucranianas é uma das exigências da Rússia

Em nova rodada de negociações realizadas em Istambul, na Turquia, a Rússia reiterou as exigências já apresentadas anteriormente para um cessar-fogo na guerra contra a Ucrânia. Entre as condições, está o reconhecimento da anexação de 20% do território ucraniano — incluindo as regiões de Crimeia, Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson — como parte do território russo.

O encontro, que ocorreu nesta segunda-feira (2/6), marcou a segunda tentativa de diálogo direto entre as delegações dos dois países. Apesar da iniciativa, as posições seguem distantes e o impasse permanece.

De acordo com as agências estatais russas Tass, Interfax e RIA Novosti, a proposta russa prevê:

  • Reconhecimento das cinco regiões ocupadas como território russo;
  • Retirada total das tropas ucranianas dessas áreas;
  • Fim do envio de armas e apoio de inteligência do Ocidente à Ucrânia;
  • Limitação das Forças Armadas ucranianas;
  • Proibição do uso ou armazenamento de armas nucleares em solo ucraniano;
  • Realização de novas eleições na Ucrânia.

Caso as exigências sejam atendidas, o Kremlin propõe um acordo de paz, a suspensão mútua de sanções econômicas e o restabelecimento das relações comerciais — incluindo o fornecimento de gás à Ucrânia.

Ucrânia rejeita anexações e exige retirada russa

O governo ucraniano já havia rejeitado essas exigências em encontros anteriores e considera inaceitável qualquer proposta que envolva a perda de território ou o abandono de sua soberania. O presidente Volodymyr Zelensky defende um “cessar-fogo completo e incondicional”, além da devolução de prisioneiros de guerra e de crianças ucranianas deportadas para a Rússia.


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Segundo Zelensky, Kiev também busca garantias de segurança concretas com apoio internacional, como a presença de tropas estrangeiras e maior proximidade com a Otan — algo que Moscou considera inadmissível.

Troca de prisioneiros e tensão após ofensivas inéditas

Apesar do clima hostil, ambos os lados concordaram com uma nova troca de prisioneiros de guerra. A medida inclui a libertação de todos os combatentes capturados com menos de 25 anos, além de feridos, doentes e a devolução de 6 mil corpos de soldados de cada lado.

O momento das negociações foi marcado por ações militares inéditas

A Ucrânia realizou um ataque em solo russo, utilizando drones escondidos em caminhões para atingir quatro bases militares e destruir cerca de 40 aeronaves, incluindo caças estratégicos. O ataque teria causado prejuízos estimados em US$ 7 bilhões, segundo Kiev.

A Rússia, por sua vez, lançou 472 drones contra cidades ucranianas, no maior bombardeio do tipo desde o início do conflito, em fevereiro de 2022.

Próximos passos

A delegação ucraniana, liderada pelo ministro da Defesa Rustem Umerov, deve analisar a proposta russa em até uma semana. Ele afirmou que uma terceira rodada de negociações está prevista para o fim de junho.

Do lado russo, o negociador principal é Vladimir Medinski, conselheiro do presidente Vladimir Putin e conhecido por declarações polêmicas sobre a legitimidade do Estado ucraniano.

A guerra, que já dura mais de três anos, deixou dezenas de milhares de mortos e mantém a Europa em alerta permanente. Sem avanço nas negociações, uma solução diplomática parece distante.

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Em nova rodada de negociações realizadas em Istambul, na Turquia, a Rússia reiterou as exigências já apresentadas anteriormente para um cessar-fogo na guerra contra a Ucrânia. Entre as condições, está o reconhecimento da anexação de 20% do território ucraniano — incluindo as regiões de Crimeia, Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson — como parte do território russo.

O encontro, que ocorreu nesta segunda-feira (2/6), marcou a segunda tentativa de diálogo direto entre as delegações dos dois países. Apesar da iniciativa, as posições seguem distantes e o impasse permanece.

De acordo com as agências estatais russas Tass, Interfax e RIA Novosti, a proposta russa prevê:

  • Reconhecimento das cinco regiões ocupadas como território russo;
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  • Fim do envio de armas e apoio de inteligência do Ocidente à Ucrânia;
  • Limitação das Forças Armadas ucranianas;
  • Proibição do uso ou armazenamento de armas nucleares em solo ucraniano;
  • Realização de novas eleições na Ucrânia.

Caso as exigências sejam atendidas, o Kremlin propõe um acordo de paz, a suspensão mútua de sanções econômicas e o restabelecimento das relações comerciais — incluindo o fornecimento de gás à Ucrânia.

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A Rússia, por sua vez, lançou 472 drones contra cidades ucranianas, no maior bombardeio do tipo desde o início do conflito, em fevereiro de 2022.

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