A República Democrática do Congo ultrapassou 7 mil casos confirmados de ebola, em meio à expansão do surto para novas áreas do país. Dados divulgados pelo governo congolês na sexta-feira (11) apontam 7.022 infecções e 3.398 mortes desde o início da epidemia.
O vírus já foi identificado em sete províncias, após a confirmação de um caso em Ubangi do Sul, no noroeste do país. Até 6 de setembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) contabilizava 6.686 casos e 3.226 mortes em seis províncias, indicando que os números governamentais representam uma atualização posterior.
O paciente diagnosticado em Ubangi do Sul era um homem de 23 anos que havia deixado Kivu do Sul em julho. Ele passou por diferentes localidades durante o deslocamento, morreu na última semana e teve a infecção pelo vírus Bundibugyo confirmada por exames.
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A chegada da doença a Ubangi do Sul aumenta a preocupação com a disseminação internacional, pois a província faz fronteira com a República do Congo e a República Centro-Africana. A OMS considera alto o risco para países que fazem fronteira terrestre com nações onde o vírus Bundibugyo foi detectado, principalmente devido à circulação de pessoas e às diferenças na capacidade de resposta sanitária.
O atual surto já é o segundo maior de ebola registrado no mundo, atrás apenas da epidemia que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016. A contenção enfrenta obstáculos como conflitos armados, dificuldades de deslocamento, limitações da infraestrutura de saúde e falta de profissionais e equipamentos de proteção.
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