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Trump sugere prender governador da Califórnia, que reage: “Autoritário”

Crise política entre presidente e governador da Califórnia teve como estopim protestos contra deportação

Nos últimos dias, protestos contrários à política de deportação do governo Donald Trump tornaram o estado da Califórnia o palco de um conflito político nos Estados Unidos. Nesta terça (10/6), Trump escalou as tensões ao afirmar que apoiará a prisão do governador californiano Gavin Newsom, caso ele interfira diretamente na ação do Serviço de Imigração, da Guarda Nacional ou de fuzileiros navais enviados para conter os protestos contra as batidas anti-imigração.

Questionado por repórteres se Tom Homan, o “czar da fronteira” do governo, deveria prender Newsom, Trump respondeu:

“Eu faria isso, se fosse Tom. Acho ótimo”.

A fala de Trump vem em decorrência da sugestão de Homan, que afirmou, no final de semana, que autoridades estaduais e locais poderiam ser presas caso interfiram no trabalho de agentes federais que realizam operações anti-imigração. Questionado especificamente se isso incluiria o governador da Califórnia ou a prefeita de Los Angeles, Karen Bass, o “czar da fronteira” não descartou a possibilidade.

No fim de semana, Homan disse:

“Eu digo isso sobre qualquer pessoa. Se você cruzar essa linha, é crime abrigar e ocultar conscientemente um estrangeiro ilegal. É crime impedir que as autoridades policiais façam seu trabalho”.

Em resposta à fala do presidente, o governador da Califórnia repostou o vídeo de Trump sugerindo sua prisão e acusando o republicano de autoritarismo. Newsom escreveu:

“O presidente dos Estados Unidos acaba de pedir a prisão de um governador em exercício. Este é um dia que eu esperava nunca ver nos Estados Unidos. Não importa se você é democrata ou republicano, esta é uma linha que não podemos cruzar como nação — este é um passo inconfundível em direção ao autoritarismo”.


Leia mais:

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Entenda o caso: crise na Califórnia

As manifestações começaram na sexta-feira (6/6) em Los Angeles e cidades próximas, em resposta à intensificação das ações de imigração promovidas pelo governo federal. Houve episódios de violência e pessoas ficaram feridas.

Em resposta aos protestos, Trump ordenou o envio de 4,1 mil soldados da Guarda Nacional e 700 fuzileiros navais à cidade, sem o aval do governador da Califórnia, Gavin Newsom.

A medida foi contestada por Newsom, que a classificou como inconstitucional e afirmou que o estado tem capacidade de lidar com os protestos sem ajuda externa. E entrou com uma ação judicial contra o presidente Donald Trump nessa segunda-feira (9), contestando a legalidade do envio das tropas.

Essa é a primeira vez em décadas que um presidente dos EUA envia tropas da Guarda Nacional a um estado sem a solicitação ou consentimento do governador.

*com informações de Metrópoles

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Nos últimos dias, protestos contrários à política de deportação do governo Donald Trump tornaram o estado da Califórnia o palco de um conflito político nos Estados Unidos. Nesta terça (10/6), Trump escalou as tensões ao afirmar que apoiará a prisão do governador californiano Gavin Newsom, caso ele interfira diretamente na ação do Serviço de Imigração, da Guarda Nacional ou de fuzileiros navais enviados para conter os protestos contra as batidas anti-imigração.

Questionado por repórteres se Tom Homan, o “czar da fronteira” do governo, deveria prender Newsom, Trump respondeu:

“Eu faria isso, se fosse Tom. Acho ótimo”.

A fala de Trump vem em decorrência da sugestão de Homan, que afirmou, no final de semana, que autoridades estaduais e locais poderiam ser presas caso interfiram no trabalho de agentes federais que realizam operações anti-imigração. Questionado especificamente se isso incluiria o governador da Califórnia ou a prefeita de Los Angeles, Karen Bass, o “czar da fronteira” não descartou a possibilidade.

No fim de semana, Homan disse:

“Eu digo isso sobre qualquer pessoa. Se você cruzar essa linha, é crime abrigar e ocultar conscientemente um estrangeiro ilegal. É crime impedir que as autoridades policiais façam seu trabalho”.

Em resposta à fala do presidente, o governador da Califórnia repostou o vídeo de Trump sugerindo sua prisão e acusando o republicano de autoritarismo. Newsom escreveu:

“O presidente dos Estados Unidos acaba de pedir a prisão de um governador em exercício. Este é um dia que eu esperava nunca ver nos Estados Unidos. Não importa se você é democrata ou republicano, esta é uma linha que não podemos cruzar como nação — este é um passo inconfundível em direção ao autoritarismo”.


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Em resposta aos protestos, Trump ordenou o envio de 4,1 mil soldados da Guarda Nacional e 700 fuzileiros navais à cidade, sem o aval do governador da Califórnia, Gavin Newsom.

A medida foi contestada por Newsom, que a classificou como inconstitucional e afirmou que o estado tem capacidade de lidar com os protestos sem ajuda externa. E entrou com uma ação judicial contra o presidente Donald Trump nessa segunda-feira (9), contestando a legalidade do envio das tropas.

Essa é a primeira vez em décadas que um presidente dos EUA envia tropas da Guarda Nacional a um estado sem a solicitação ou consentimento do governador.

*com informações de Metrópoles

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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