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Usina no Japão palco de acidente nuclear prepara despejo de água radioativa no mar

Tanques dedicados ao armazenamento de água radioativa ficarão cheios em 2023; Fukushima prepara despejo seguro no mar.

A usina nuclear de Fukushima, no Japão, situada na cidade de mesmo nome, prepara uma operação de despejo de águas contaminadas com radioatividade no mar. Fukushima foi palco de um dos maiores acidentes nucleares da História, em 2011, quando a cidade foi atingida por um maremoto.

Em 11 de março daquele ano, o maior terremoto já registrado no país (9 na escala de magnitude) provocou um tsunami com ondas acima dos 15 metros e explosões em três reatores da usina nuclear de Fukushima. Foi o mais grave acidente nuclear registrado desde o de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

Desde então, a comunidade foi reconstruída. Uma central da Companhia de Energia Elétrica de Tóquio (TEPCO) teve como missão filtrar a água contaminada pela radioatividade, que depois é armazenada em tanques. O problema é que esses tanques atingirão sua capacidade máxima em 2023.


Leia mais:

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Terremoto no Japão afeta cidade de Fukushima, onde houve acidente nuclear em 2011


Devido a isso, o despejo da água contaminada para o mar está previsto para este primeiro trimestre de 2023. O porta-voz da companhia elétrica, Takahiro Kimoto, afirmou:

“A água tratada será misturada com água do mar para ser diluída. Uma vez diluída, será descarregada para o mar a um quilômetro de distância através de um túnel”.

Os cientistas afirmam que esse processo vai eliminar quase todas as substâncias radioativas, exceto o trítio, que é inseparável da água. No entanto, estão confiantes que esse elemento, em sua presente condição, oferece pouco perigo.

E as autoridades garantem a qualidade dos produtos agrícolas e do pescado local. Ainda assim, a percepção generalizada com relação a itens provenientes de Fukushima ainda é negativa. Tatsuya Watanabe, chef de cozinha que possui um restaurante em Iwaki, declarou:

“Houve muitos rumores falsos desde o início. Amigos de amigos disseram que havia peixes deformados. Apesar de lhes ter dito que não era o caso, mandei fazer testes e gradualmente comecei a servir mais produtos locais. Se em abril houver descargas de água tratada, vou continuar a usar peixe de Iwaki”.

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A usina nuclear de Fukushima, no Japão, situada na cidade de mesmo nome, prepara uma operação de despejo de águas contaminadas com radioatividade no mar. Fukushima foi palco de um dos maiores acidentes nucleares da História, em 2011, quando a cidade foi atingida por um maremoto.

Em 11 de março daquele ano, o maior terremoto já registrado no país (9 na escala de magnitude) provocou um tsunami com ondas acima dos 15 metros e explosões em três reatores da usina nuclear de Fukushima. Foi o mais grave acidente nuclear registrado desde o de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

Desde então, a comunidade foi reconstruída. Uma central da Companhia de Energia Elétrica de Tóquio (TEPCO) teve como missão filtrar a água contaminada pela radioatividade, que depois é armazenada em tanques. O problema é que esses tanques atingirão sua capacidade máxima em 2023.


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“A água tratada será misturada com água do mar para ser diluída. Uma vez diluída, será descarregada para o mar a um quilômetro de distância através de um túnel”.

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E as autoridades garantem a qualidade dos produtos agrícolas e do pescado local. Ainda assim, a percepção generalizada com relação a itens provenientes de Fukushima ainda é negativa. Tatsuya Watanabe, chef de cozinha que possui um restaurante em Iwaki, declarou:

“Houve muitos rumores falsos desde o início. Amigos de amigos disseram que havia peixes deformados. Apesar de lhes ter dito que não era o caso, mandei fazer testes e gradualmente comecei a servir mais produtos locais. Se em abril houver descargas de água tratada, vou continuar a usar peixe de Iwaki”.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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