Em uma entrevista concedida, na noite de sábado (10/1), ao canal CNN, o presidente da Argentina, Javier Milei, recusou qualquer tipo de diálogo com o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) que envolva o assunto Venezuela. De quebra ainda afirmou que prefere a vitória de um dos “Bolsonaros” (Jair ou Flávio) na eleição de outubro.
Javier Milei foi o único líder de um País Sulamericano que se posicionou favoravelmente a invasão dos Estados Unidos a Venezuela e extração do ex-presidente Nicolas Maduro do poder. Sobre a defesa que faz Lula de uma saída negociada para o conflito entre os EUA e o governo chavista da Venezuela, Milei foi enfático: “É uma solução alinhada ao socialismo do século 21!”, atacou.
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Histórico de conflitos, apesar dos gestos de Lula
O governo brasileiro comunicou ao argentino que, em face do apoio de Milei a invasão dos EUA, que agora supostamente governa, nas palavras do presidente Donald Trump, a Venezuela, deixará de cuidar e administrar a sede da embaixada da Argentina em Caracas.
A custodia da embaixada argentina, cuja representação diplomática havia sido expulsa por Nicolas Maduro após conflito com Milei, foi um gesto de Lula para conquistar a simpatia do presidente Milei.
Lula também foi determinante para salvar a Argentina de um “apagão” energético em meados do ano passado, quando o país vizinho ficou sem recursos para pagar a conta do gás que importa da Bolívia para mover suas usinas termoelétricas.
Mesmo com esses gestos, Javier Milei fez questão de na entrevista afirmar que a decisão é dos brasileiros, mas que “tem amigos” no País e que serão candidatos em outubro. “Esta claro que prefiro uma solução com os Bolsonaro e não uma solução com o socialismo do século 21”, disse o argentino.