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Operações nos rios do Amazonas causam prejuízo de mais de R$ 200 milhões ao crime organizado

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Operações nos rios do Amazonas causam prejuízo de mais de R$ 200 milhões ao crime organizado
Foto: Divulgação

Operações integradas das bases fluviais do Amazonas resultaram em prejuízos de mais de R$ 209 milhões à criminalidade em 2025. As ações, coordenadas pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), envolveram a apreensão de drogas, animais silvestres, pescado e minérios, além de resultarem em 140 prisões e na apreensão de 20 embarcações e mais de 228 mil litros de combustível.

O Gabinete de Gestão Integrada de Divisas e Fronteiras (GGI-F) informou que, somente em 2025, foram recolhidos cerca de R$ 25,9 mil em espécie, 15 armas de fogo, 252 munições e 79 aparelhos eletrônicos durante as atividades das bases flutuantes. O coordenador do GGI-F, Diego Magalhães, destacou que o trabalho diário das unidades ajuda a reforçar a sensação de segurança para a população ribeirinha, ao mesmo tempo em que inibe a atuação do crime organizado nos rios do estado.

“Tivemos um resultado muito expressivo e isso é fruto de um trabalho muito integrado. As nossas Bases se consolidaram como um modelo muito exitoso, que funciona 24 horas por dia para dar mais segurança a quem navega pelos nossos rios, como também para as comunidades próximas de onde estão instaladas”, frisou o coordenador.


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Apreensões

As operações resultaram na apreensão de mais de 2,9 toneladas de entorpecentes. Do total, cerca de 1,3 tonelada corresponde à maconha tipo skunk, mais de uma tonelada à pasta-base de cocaína, 491 quilos de cocaína e 52 quilos de oxi. O prejuízo financeiro ao narcotráfico ultrapassa R$ 117 milhões, conforme a estimativa do GGI-F.

No combate aos crimes ambientais, as bases fluviais apreenderam 8,4 toneladas de carne de caça e pescado ilegal, 370 animais vivos e cerca de 3,5 mil metros cúbicos de minérios extraídos de forma ilegal.

Bases Fluviais

Atualmente, existem quatro unidades fluviais, sendo as bases Arpão 2 e Arpão 3, além das bases Paulo Pinto Nery e Tiradentes. As estruturas operam nos municípios de Coari, Barcelos, Itacoatiara e Codajás, sendo as duas últimas de caráter itinerante. A Base Arpão 1 encontra-se em manutenção.