Imagens que circulam nas redes sociais mostram uma suposta agressão contra um adolescente autista. O homem envolvido foi identificado como o professor de jiu-jítsu Ângelo Carioca. O vídeo registra cenas de violência contra o jovem, o que levou o deputado federal Amom Mandel (Republicanos-AM) a anunciar que encaminhará o material ao Ministério Público.
Segundo o gabinete do deputado, as imagens serão apresentadas às autoridades competentes para que a conduta seja investigada e, caso as responsabilidades sejam confirmadas, sejam adotadas as providências previstas em lei. A identidade do adolescente está sendo preservada para evitar sua exposição.
Para o parlamentar, a condição de professor de uma arte marcial agrava o episódio, pois quem ensina jiu-jítsu assume o dever de transmitir disciplina, respeito, equilíbrio e autocontrole, e a força e a técnica não podem ser usadas para intimidar, humilhar ou ferir uma criança ou um adolescente.
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“Essas imagens causam indignação. Um adulto não pode usar sua superioridade física contra um adolescente, muito menos quando deveria ser responsável por ensinar disciplina e respeito. Vou levar o caso ao Ministério Público para que tudo seja investigado com seriedade. Comprovados os fatos, o responsável precisa responder com o rigor da lei. Crianças e adolescentes autistas são sujeitos de direitos e não podem ser tratados como alvos fáceis”, afirmou Mandel.
Professor de jiu-jitsu de pronuncia
Com a repercussão do caso, o professor de jiu-jítsu Ângelo Carioca veio a público, por meio de suas redes sociais, e afirmou ter agido “no calor da emoção”, após presenciar uma suposta cena de agressão animal no local.
“Quero esclarecer que tudo começou porque eu presenciei um animal sendo agredido. Além da agressão, ouvi ameaças de que ele seria morto. Naquele momento, meu instinto foi proteger um ser indefeso. Agi movido pela emoção e pelo coração”, diz Carioca.
procurada pela reportagem, a Polícia Civil do Amazonas afirmou, por meio de nota, que um boletim de ocorrência foi protoclado no 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP). No entanto, mais informações não poderão ser divulgadas, a fim de não comprometer as investigações.
