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Desembargador pede investigação sobre soltura de casal paulista que pagou R$ 500 por bebê em Manacapuru

Casal foi preso na sexta-feira (11/07) e solto no dia seguinte depois de passar por audiência de custódia

O presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador Jomar Fernandes, acionou a Corregedoria-Geral de Justiça para investigar as circunstâncias da soltura do casal paulista Luiz dos Santos, de 40 anos, e Wesley Lourenço, de 38 anos.

Eles são suspeitos de pagar R$ 500 na tentativa de comprar um recém-nascido, no município de Manacapuru, no interior do estado. O casal foi preso na sexta-feira (11/07) e solto no dia seguinte depois de passar por audiência de custódia.

Luiz e Wesley devem responder pelos crimes de tráfico de pessoas com a finalidade de adoção ilegal. Eles seguem à disposição da Justiça.


Leia mais:

Casal que tentou comprar bebê recém-nascido no AM é de São Paulo

Polícia investiga esquema de adoção ilegal após casal de SP pagar R$ 500 por bebê em Manacapuru


Investigações

De acordo com a delegada Joyce Coelho, da DEP de Manacapuru, a equipe recebeu uma denúncia anônima, via aplicativo de mensagem, na sexta-feira (11/07), com a imagem de um veículo circulando pela cidade com dois homens. A mensagem dizia que eles estariam negociando a compra de um bebê recém-nascido, na maternidade pública do município.

“Com base nessa informação, determinei que a equipe realizasse os levantamentos necessários e acionamos o Conselho Tutelar para acompanhar. Na maternidade, havia quatro mães que haviam dado à luz naquele dia. Após conversar com os enfermeiros, identificamos a mãe do bebê, de 31 anos, que não pôde ser ouvida porque estava recebendo cuidados médicos após o parto”, explicou Joyce Coelho.

Esquema de tráfico de pessoas

Durante as investigações, foi constatado que a mãe havia decidido entregar o bebê devido a uma dívida pendente. O casal estava no município desde junho, aguardando o nascimento da criança para levá-la a São Paulo. A investigação também apurou que, em São Paulo, uma mulher de Manacapuru, com histórico de facilitar adoções ilegais, ajudou no processo.

“Com base em tudo isso, confirmamos que existe um esquema de adoção ilegal, envolvendo pagamentos em dinheiro. Por isso, realizamos o flagrante e apreendemos os celulares dos três presos. A quebra de sigilo será solicitada para identificar todos os envolvidos e responsabilizá-los conforme a lei”, afirmou Joyce Coelho.

Fraude em processo de adoção

A delegada também informou que há indícios de que o casal tenha levado outra criança em uma ocasião anterior, embora isso ainda não tenha sido confirmado. Além disso, eles tiveram um processo de adoção arquivado por não apresentarem a documentação correta e por tentarem fraudá-lo.

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O presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador Jomar Fernandes, acionou a Corregedoria-Geral de Justiça para investigar as circunstâncias da soltura do casal paulista Luiz dos Santos, de 40 anos, e Wesley Lourenço, de 38 anos.

Eles são suspeitos de pagar R$ 500 na tentativa de comprar um recém-nascido, no município de Manacapuru, no interior do estado. O casal foi preso na sexta-feira (11/07) e solto no dia seguinte depois de passar por audiência de custódia.

Luiz e Wesley devem responder pelos crimes de tráfico de pessoas com a finalidade de adoção ilegal. Eles seguem à disposição da Justiça.


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“Com base nessa informação, determinei que a equipe realizasse os levantamentos necessários e acionamos o Conselho Tutelar para acompanhar. Na maternidade, havia quatro mães que haviam dado à luz naquele dia. Após conversar com os enfermeiros, identificamos a mãe do bebê, de 31 anos, que não pôde ser ouvida porque estava recebendo cuidados médicos após o parto”, explicou Joyce Coelho.

Esquema de tráfico de pessoas

Durante as investigações, foi constatado que a mãe havia decidido entregar o bebê devido a uma dívida pendente. O casal estava no município desde junho, aguardando o nascimento da criança para levá-la a São Paulo. A investigação também apurou que, em São Paulo, uma mulher de Manacapuru, com histórico de facilitar adoções ilegais, ajudou no processo.

“Com base em tudo isso, confirmamos que existe um esquema de adoção ilegal, envolvendo pagamentos em dinheiro. Por isso, realizamos o flagrante e apreendemos os celulares dos três presos. A quebra de sigilo será solicitada para identificar todos os envolvidos e responsabilizá-los conforme a lei”, afirmou Joyce Coelho.

Fraude em processo de adoção

A delegada também informou que há indícios de que o casal tenha levado outra criança em uma ocasião anterior, embora isso ainda não tenha sido confirmado. Além disso, eles tiveram um processo de adoção arquivado por não apresentarem a documentação correta e por tentarem fraudá-lo.

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