O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) abriu um inquérito civil para apurar a atuação do ex-delegado-geral do estado, Ulisses Gabriel, no caso do cão Orelha, um cachorro comunitário que morreu após suposta agressão na Praia Brava, em Florianópolis, no início de janeiro.
Segundo o MP, a 40ª Promotoria de Justiça da Capital, responsável pelo controle externo da atividade policial, iniciou a apuração após receber diversas denúncias sobre a conduta do delegado no episódio envolvendo cães da região. Inicialmente, foi aberto um procedimento preparatório para avaliar a necessidade de investigação mais aprofundada.
Leia mais
Corpo de cão Orelha será exumado para perícia
O inquérito também inclui o caso do cão Caramelo, que teria sido agredido por adolescentes na mesma praia. Após o episódio, o animal acabou sendo adotado por Ulisses Gabriel.
Depois de analisar os documentos e as denúncias recebidas, a promotoria decidiu transformar o procedimento inicial em inquérito civil. No entanto, o MP não detalhou quais condutas estão sendo investigadas.
Com a abertura do inquérito, o ex-delegado tem 15 dias para apresentar sua manifestação sobre o caso e sobre os documentos analisados pelo Ministério Público.