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Diplomacia em crise: Entenda o impasse entre EUA, Otan e Ásia no conflito contra o Irã

Aliados da Europa e Ásia deram respostas negativas ao pedido do presidente dos Estados Unidos Donald Trump de apoia a segurança do Estreito Ormuz. A rota, considerada uma das mais importantes para o transporte mundial de petróleo, foi fechado pelo Irã desde o inicio do conflito, que se iniciou com o ataque conjunto entre EUA e Israel no dia 28 de fevereiro deste ano. O bloqueio da rota elevou o risco para o comércio internacional e para o abastecimento de energia.

Trump solicitou que países da Europa e da Ásia enviem navios militares para ajudar a proteger a navegação na região. Segundo o presidente americano, ele já entrou em contato com pelo menos sete governos em busca de apoio. A proposta é formar uma presença naval internacional que ajude a restabelecer a circulação segura de embarcações pelo estreito.

No entanto, vários países reagiram negativamente à solicitação. A posição mais firme veio da Alemanha.

“O que Trump espera que um punhado de fragatas europeias consiga realizar no Estreito de Ormuz que a poderosa Marinha americana não possa alcançar sozinha? Essa não é a nossa guerra, nós não começamos esse conflito”, disse o ministro da Defesa alemão, reforçando ainda que não vê papel da Otan na crise.

Outros países europeus, como Itália, Espanha e Grécia, também recusaram participar da operação militar proposta pelos Estados Unidos.

O Reino Unido adotou uma posição mais cautelosa. O primeiro-ministro Keir Starmer declarou que o país não pretende se envolver em uma guerra mais ampla e defendeu a busca por uma solução diplomática para o conflito. Apesar disso, o governo britânico ainda avalia se enviará ou não embarcações militares para o Estreito de Ormuz.


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Na Ásia e na Oceania, a resposta também foi negativa. Japão e Austrália informaram que não pretendem enviar navios de guerra para o Golfo Pérsico. Já a China pediu que todas as partes suspendam ações militares, alertando para os riscos que o conflito representa para o comércio global e o fornecimento de energia.

Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi afirmou que embarcações de alguns países foram autorizadas a atravessar o Estreito de Ormuz, embora sem divulgar detalhes. Segundo ele, a passagem permanece aberta, exceto para países considerados inimigos.

Em entrevista ao jornal Financial Times, Trump criticou a falta de apoio internacional e chegou a afirmar que a ausência de cooperação pode afetar o futuro da Otan. Mais tarde, ao falar com jornalistas em Washington, o presidente demonstrou frustração com a postura de aliados que, segundo ele, foram beneficiados por décadas de apoio dos Estados Unidos.

*Com informações do G1 e InfoMoney

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Aliados da Europa e Ásia deram respostas negativas ao pedido do presidente dos Estados Unidos Donald Trump de apoia a segurança do Estreito Ormuz. A rota, considerada uma das mais importantes para o transporte mundial de petróleo, foi fechado pelo Irã desde o inicio do conflito, que se iniciou com o ataque conjunto entre EUA e Israel no dia 28 de fevereiro deste ano. O bloqueio da rota elevou o risco para o comércio internacional e para o abastecimento de energia.

Trump solicitou que países da Europa e da Ásia enviem navios militares para ajudar a proteger a navegação na região. Segundo o presidente americano, ele já entrou em contato com pelo menos sete governos em busca de apoio. A proposta é formar uma presença naval internacional que ajude a restabelecer a circulação segura de embarcações pelo estreito.

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