Home Destaque MPAM aponta feriado como motivo para falta de Promotor de Justiça em caso de bebê morto em Eirunepé

MPAM aponta feriado como motivo para falta de Promotor de Justiça em caso de bebê morto em Eirunepé

0
MPAM aponta feriado como motivo para falta de Promotor de Justiça em caso de bebê morto em Eirunepé
Foto: Divulgação

A proximidade do feriado e o curto prazo para análise do caso impediram a atuação de um promotor de Justiça na audiência do médico Humberto Fuertes Estrada, investigado pela morte de um bebê em Eirunepé, no interior do Amazonas, A informação foi divulgada em nota, nesta quarta-feira (8/4), pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM).

Segundo o órgão, a Justiça acionou o MP na tarde do dia 1º de abril, véspera de feriado, com tempo considerado insuficiente para análise e designação de um membro para atuar no processo. Antes que houvesse manifestação do Ministério Público, a audiência foi remarcada e, na sequência, a decisão judicial foi tomada sem o parecer do órgão.

O MPAM também informou que o promotor titular da comarca, Cláudio Moisés, está afastado por motivos de saúde após sofrer um grave acidente no mês de março. No episódio, o assessor jurídico dele morreu. O afastamento contribuiu para a ausência de um representante no momento.


Leia mais

Médico investigado por morte de bebê durante parto em Eirunepé é solto

Médico é preso em Manaus após morte de bebê em parto em Eirunepé


Apesar disso, o Ministério Público afirmou que acompanha o caso desde o início e destacou que sua atuação foi responsável pela prisão do investigado em momento anterior.

O órgão ressaltou ainda que existem mecanismos para atuação emergencial, mas que, neste caso, não houve tempo hábil para adoção dessas medidas antes da decisão da Justiça. Por fim, o MPAM reiterou o compromisso com a continuidade dos trabalhos e a defesa dos interesses da sociedade.

O caso

A mãe da criança chegou a unidade de saúde em trabalho de parto, mas o médico Humberto Fuertes não estava no hospital. Segundo as investigações, a equipe de saúde tentou várias vezes entrar em contato com o médico e chegou a enviar uma ambulância até a casa do profissional, mas ele não atendeu.

A prefeitura também tentou contato, sem sucesso. O médico só apareceu no hospital cerca de cinco horas depois da entrada da paciente. O parto foi realizado, mas o bebê não resistiu e morreu cerca de uma hora após nascer. Testemunhas relataram que a criança teria aspirado fezes e restos de placenta.

A Justiça chegou a decretar a prisão preventiva, mas ele foi solto nesta segunda-feira (06/04). O juiz considerou que houve demora no andamento do processo por motivos alheios à defesa, como a falta de promotor de Justiça em audiência, o que levou ao adiamento da instrução sem nova data definida.

Confira a nota do MPAM na íntegra;

Sobre o caso de Eirunepé, que envolve a morte de um recém-nascido, o MPAM esclarece que a decisão de conceder prisão domiciliar ao investigado foi tomada pela Justiça sem a manifestação prévia do Ministério Público.  

O juiz enviou um ofício à Secretaria-Geral do MPAM solicitando a atuação de um promotor na tarde do dia 1º de abril (quarta-feira), véspera de feriado, com prazo exíguo para análise e designação de um membro. No entanto, antes que o Ministério Público pudesse se manifestar, a audiência foi remarcada e, em seguida, a decisão foi tomada sem o parecer do MP.  

É importante informar que o promotor titular da comarca, Cláudio Moisés, encontra-se afastado por motivo de saúde, vítima de um grave acidente no mês de março, no qual, infelizmente, o seu assessor jurídico faleceu.  

Mesmo assim, o MPAM acompanha o caso desde o início, e foi a atuação do Ministério Público que garantiu, naquele momento, a prisão do investigado.  

O Ministério Público destaca que, em situações urgentes, existem mecanismos para garantir a atuação rápida de outros promotores. Porém, neste caso, não houve tempo suficiente para que o MP se manifestasse antes da decisão da Justiça, em decorrência do feriado.

O MPAM reafirma seu compromisso com a população do Amazonas, garantindo atuação contínua em todas as comarcas, inclusive no interior, com o objetivo de proteger os direitos da sociedade e dar andamento aos processos de forma responsável e resolutiva.