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Operação desarticula esquema milionário de agiotagem com extorsão e ameaças no AM

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), deflagrou a Operação Tormenta, que resultou na desarticulação de um esquema milionário de agiotagem envolvendo práticas de extorsão, ameaças e lavagem de dinheiro no estado. A ação foi apresentada em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (13) pelo delegado Cícero Túlio.

As investigações tiveram início há aproximadamente 20 dias, a partir de denúncias de servidoras de tribunais do Amazonas sobre grupos criminosos que operavam empréstimos clandestinos com juros exorbitantes. Ao todo, nove pessoas foram identificadas como diretamente envolvidas no esquema, entre empresários, cobradores e um funcionário de uma instituição religiosa.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de ativos financeiros e do sequestro de veículos de luxo utilizados na lavagem de capitais. Seis pessoas foram presas nos primeiros dias da ação, e uma sétima foi capturada nesta sexta. Permanecem foragidos Bruno Luan e Gustavo Albuquerque, contra quem a polícia segue em diligências.

Fogragidos ameaçam vítimas

De acordo com o delegado Cícero Túlio, os foragidos continuam ameaçando as vítimas. “Eles relatam que irão cometer atentados em desfavor não só das vítimas, como também de veículos oficiais do Estado”, afirmou. Gustavo se intitula “soldado” de narcotraficantes conhecidos como Sandrinho e Cara de Galinha , este último já possui mandado de prisão em aberto.

Foragidos Bruno Luan, Gustavo Albuquerque e Paulo Xaud, o “cara de galinha” (Fotos: Divulgação)

Durante as buscas, foram apreendidas cinco armas de fogo utilizadas pelo grupo para realizar ameaças, além de centenas de documentos de vítimas, comprovantes de endereço, cartões de crédito e cartões do Bolsa Família com respectivas senhas, que eram usados pelos criminosos para sacar valores como se fossem os beneficiários.

A investigação identificou pelo menos dois grupos empresariais de maior expressão envolvidos no esquema: um atuante no ramo de aluguéis de veículos, com dez veículos sequestrados pela Justiça, e outro que operava uma financeira clandestina chamada “Banco Life”, no bairro Cachoeirinha, utilizada para conceder empréstimos fraudulentos e lavar dinheiro por meio de contratos de compra e venda de imóveis dados como garantia.

Carros apreendidos (Foto: Divulgação / PC-AM)

Pelo menos oito vítimas que atuam em tribunais estaduais e outros órgãos públicos foram identificadas. No entanto, a polícia acredita que o número real seja muito maior. “Existe uma certa resistência de outras vítimas, que acabam sendo condensadas no que se chama de cifra negra, pessoas que têm medo de procurar a polícia para relatar esses abusos”, explicou o delegado, que pediu que novas vítimas procurem a delegacia para contribuir com as investigações.

Em posse de um dos suspeitos, Elton, funcionário de uma igreja da região metropolitana, foram encontrados documentos de centenas de vítimas. Estima-se que pelo menos duas mil pessoas tenham seus imóveis dados como garantia em empréstimos clandestinos.

O montante movimentado pelo esquema pode ultrapassar R$ 10 milhões, considerando empréstimos fraudulentos e a lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada. Dos nove envolvidos, oito já possuíam passagens pela polícia por crimes como homicídio tentado, extorsão, roubo, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros agiotas que atuam como mandantes do esquema e planeja novas fases da Operação Tormenta.

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A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), deflagrou a Operação Tormenta, que resultou na desarticulação de um esquema milionário de agiotagem envolvendo práticas de extorsão, ameaças e lavagem de dinheiro no estado. A ação foi apresentada em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (13) pelo delegado Cícero Túlio.

As investigações tiveram início há aproximadamente 20 dias, a partir de denúncias de servidoras de tribunais do Amazonas sobre grupos criminosos que operavam empréstimos clandestinos com juros exorbitantes. Ao todo, nove pessoas foram identificadas como diretamente envolvidas no esquema, entre empresários, cobradores e um funcionário de uma instituição religiosa.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de ativos financeiros e do sequestro de veículos de luxo utilizados na lavagem de capitais. Seis pessoas foram presas nos primeiros dias da ação, e uma sétima foi capturada nesta sexta. Permanecem foragidos Bruno Luan e Gustavo Albuquerque, contra quem a polícia segue em diligências.

Fogragidos ameaçam vítimas

De acordo com o delegado Cícero Túlio, os foragidos continuam ameaçando as vítimas. “Eles relatam que irão cometer atentados em desfavor não só das vítimas, como também de veículos oficiais do Estado”, afirmou. Gustavo se intitula “soldado” de narcotraficantes conhecidos como Sandrinho e Cara de Galinha , este último já possui mandado de prisão em aberto.

Foragidos Bruno Luan, Gustavo Albuquerque e Paulo Xaud, o “cara de galinha” (Fotos: Divulgação)

Durante as buscas, foram apreendidas cinco armas de fogo utilizadas pelo grupo para realizar ameaças, além de centenas de documentos de vítimas, comprovantes de endereço, cartões de crédito e cartões do Bolsa Família com respectivas senhas, que eram usados pelos criminosos para sacar valores como se fossem os beneficiários.

A investigação identificou pelo menos dois grupos empresariais de maior expressão envolvidos no esquema: um atuante no ramo de aluguéis de veículos, com dez veículos sequestrados pela Justiça, e outro que operava uma financeira clandestina chamada “Banco Life”, no bairro Cachoeirinha, utilizada para conceder empréstimos fraudulentos e lavar dinheiro por meio de contratos de compra e venda de imóveis dados como garantia.

Carros apreendidos (Foto: Divulgação / PC-AM)

Pelo menos oito vítimas que atuam em tribunais estaduais e outros órgãos públicos foram identificadas. No entanto, a polícia acredita que o número real seja muito maior. “Existe uma certa resistência de outras vítimas, que acabam sendo condensadas no que se chama de cifra negra, pessoas que têm medo de procurar a polícia para relatar esses abusos”, explicou o delegado, que pediu que novas vítimas procurem a delegacia para contribuir com as investigações.

Em posse de um dos suspeitos, Elton, funcionário de uma igreja da região metropolitana, foram encontrados documentos de centenas de vítimas. Estima-se que pelo menos duas mil pessoas tenham seus imóveis dados como garantia em empréstimos clandestinos.

O montante movimentado pelo esquema pode ultrapassar R$ 10 milhões, considerando empréstimos fraudulentos e a lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada. Dos nove envolvidos, oito já possuíam passagens pela polícia por crimes como homicídio tentado, extorsão, roubo, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros agiotas que atuam como mandantes do esquema e planeja novas fases da Operação Tormenta.

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