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Delegado-geral da PC, Bruno Fraga, explica norma sobre entrevistas com delegados: “É uma portaria, não uma lei”

Bruno Fraga, esclareceu pontos fundamentais sobre a nova portaria interna que normatiza a comunicação entre delegados e a imprensa

Durante entrevista realizada ao Programa Pod Mais, na TV Onda Digital, realizada nesta quinta-feira (24/7), o delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Bruno Fraga, esclareceu pontos fundamentais sobre a nova portaria interna que normatiza a comunicação entre delegados e a imprensa. O ato administrativo, que gerou controvérsia nos últimos dias, foi apresentado como uma medida de organização interna, já adotada em outras instituições públicas.

Fraga também aproveitou para destacar os avanços no combate aos crimes de estupro de vulnerável no interior do estado, enfatizando que o aumento das prisões é reflexo da presença efetiva da polícia nos municípios e do fortalecimento das investigações.

Portaria interna visa padronizar comunicação e evitar vazamentos

Sobre a nova norma que gerou polêmica entre jornalistas e agentes públicos, Bruno Fraga foi direto: trata-se de “uma portaria, não uma lei”, e tem como único objetivo disciplinar a forma como as informações são divulgadas pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).

“É uma medida singela, que infelizmente acabou gerando uma polêmica desnecessária. É apenas um ato administrativo, uma regulamentação interna, que visa organizar a comunicação entre a instituição e a imprensa. Algo que já existe em outras polícias do Brasil desde os anos 2000”, disse Fraga.

(Foto: Onda Digital)

A motivação principal da medida, segundo ele, é garantir que a assessoria de comunicação da PC-AM tenha ciência de todas entrevistas, coletivas e informações repassadas aos veículos de imprensa, evitando que dados sensíveis de investigações em andamento sejam divulgados de forma precipitada.

“O que estava acontecendo é que um delegado fazia uma operação junto com a equipe e, de forma isolada, convocava uma coletiva de imprensa, sem o conhecimento da assessoria. Isso colocava em risco outras frentes de investigação ligadas ao mesmo caso”, explicou.

Durante a coletiva de imprensa na manhã de quinta (24), Fraga informou ainda que o termo “entrevista” será substituído por “coletiva”, para reforçar o caráter institucional das comunicações.

“Na verdade, essa terminologia ‘entrevista’ vamos retificar para ‘coletiva’. O que acontecia antes é que ocorrências de grande repercussão eram divulgadas por iniciativa própria de algumas delegacias, sem articulação com o setor de comunicação. Isso pode prejudicar o trabalho da polícia, principalmente quando há ações simultâneas em andamento”, completou.

Jornalismo garantido: “vocês são os olhos da sociedade”

Respondendo as críticas sobre suposta tentativa de censura, Bruno Fraga reforçou que não há qualquer intenção de limitar o trabalho jornalístico. Segundo ele, a imprensa é parceira da segurança pública e continuará tendo acesso às informações relevantes, dentro dos critérios legais e institucionais.

Não há e nunca haverá qualquer impedimento à atividade dos jornalistas. Vocês são o braço, os olhos e as bocas que levam o trabalho da Polícia Civil à sociedade. Se alguém teve esse exercício limitado, eu gostaria muito de saber, porque desconheço qualquer situação nesse sentido. Estamos abertos para ouvir, sempre.”

Fraga também afirmou que a decisão teve o apoio da diretoria da PC-AM e de representantes sindicais, e que todas as medidas visam profissionalizar ainda mais a atuação da polícia frente à opinião pública.


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Em conversa com a equipe da Rede Onda Digital, o delegado ainda comentou os números crescentes de casos de estupro de vulnerável no interior do Amazonas. Segundo Fraga, os dados não indicam necessariamente um aumento na incidência dos crimes, mas sim uma melhora expressiva na capacidade de investigação e resposta da Polícia Civil.

“Não posso afirmar que os casos aumentaram. O que posso dizer é que os investimentos feitos na instituição nos últimos anos, principalmente após o concurso público de 2023, permitiram que hoje estejamos em todos os municípios com efetivo suficiente para atuar”, destacou.

Fraga enfatizou que, graças à presença de delegados, investigadores e escrivães nas cidades do interior, mais criminosos estão sendo identificados e presos, protegendo diretamente crianças e adolescentes que antes não tinham acesso à justiça.

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Durante entrevista realizada ao Programa Pod Mais, na TV Onda Digital, realizada nesta quinta-feira (24/7), o delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Bruno Fraga, esclareceu pontos fundamentais sobre a nova portaria interna que normatiza a comunicação entre delegados e a imprensa. O ato administrativo, que gerou controvérsia nos últimos dias, foi apresentado como uma medida de organização interna, já adotada em outras instituições públicas.

Fraga também aproveitou para destacar os avanços no combate aos crimes de estupro de vulnerável no interior do estado, enfatizando que o aumento das prisões é reflexo da presença efetiva da polícia nos municípios e do fortalecimento das investigações.

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“É uma medida singela, que infelizmente acabou gerando uma polêmica desnecessária. É apenas um ato administrativo, uma regulamentação interna, que visa organizar a comunicação entre a instituição e a imprensa. Algo que já existe em outras polícias do Brasil desde os anos 2000”, disse Fraga.

(Foto: Onda Digital)

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“O que estava acontecendo é que um delegado fazia uma operação junto com a equipe e, de forma isolada, convocava uma coletiva de imprensa, sem o conhecimento da assessoria. Isso colocava em risco outras frentes de investigação ligadas ao mesmo caso”, explicou.

Durante a coletiva de imprensa na manhã de quinta (24), Fraga informou ainda que o termo “entrevista” será substituído por “coletiva”, para reforçar o caráter institucional das comunicações.

“Na verdade, essa terminologia ‘entrevista’ vamos retificar para ‘coletiva’. O que acontecia antes é que ocorrências de grande repercussão eram divulgadas por iniciativa própria de algumas delegacias, sem articulação com o setor de comunicação. Isso pode prejudicar o trabalho da polícia, principalmente quando há ações simultâneas em andamento”, completou.

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