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Amazonas perde eleitores com diploma para o Sul, mostra levantamento do TSE

O Amazonas está perdendo, proporcionalmente, mais eleitores com curso superior do que recebe. O levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre transferências de domicílio eleitoral mostra que 37,1% de quem saiu do estado tinha ensino superior completo ou incompleto, contra 28,7% de quem chegou vindo de outras unidades da federação.

Os dados fazem parte do fechamento do cadastro eleitoral para as Eleições Gerais de 2026. Pela Lei das Eleições, pedidos de transferência de domicílio ficaram proibidos a partir de 150 dias antes do pleito de 4 de outubro – o prazo se encerrou em 6 de maio.

O panorama geral da saída de eleitores

No total, 4.410 eleitores deixaram o Amazonas rumo a outros estados no período analisado, enquanto 1.739 chegaram de fora – um saldo negativo de 2.671 eleitores para o estado. Os principais destinos, somando todos os níveis de escolaridade, foram Santa Catarina (795), Paraná (567), Pará (559), São Paulo (408) e Roraima (288).

Manaus concentra a maior parte dessa saída: 3.097 dos 4.410 eleitores que deixaram o estado saíram da capital, cerca de 70% do total. Atrás dela aparecem Humaitá (80), Itacoatiara (76), Parintins (68) e Apuí (68) como os municípios do interior que mais perderam eleitores para fora do Amazonas.

É dentro desse fluxo geral que aparece o dado que chama mais atenção: o perfil de escolaridade de quem sai não é o mesmo de quem fica ou de quem chega.

Para onde vão os eleitores com diploma

Do total de 1.636 eleitores com nível superior (completo ou incompleto) que deixaram o Amazonas no período, quase um terço foi para apenas três estados: Santa Catarina, São Paulo e Paraná. Abaixo o ranking completo para onde foram os eleitores amazonenses por unidade da federação:

  1. Santa Catarina — 297 eleitores (18,2%)
  2. São Paulo — 211 eleitores (12,9%)
  3. Paraná — 210 eleitores (12,8%)
  4. Pará — 120 eleitores (7,3%)
  5. Roraima — 92 eleitores (5,6%)
  6. Distrito Federal — 86 eleitores (5,3%)
  7. Exterior — 81 eleitores (5,0%)
  8. Rio Grande do Sul — 72 eleitores (4,4%)
  9. Rio de Janeiro — 63 eleitores (3,9%)
  10. Minas Gerais — 54 eleitores (3,3%)

No recorte por cidade, Curitiba lidera isoladamente com 106 eleitores de nível superior recebidos do Amazonas, seguida por Brasília/DF (86), Boa Vista/RR (78), São Paulo (75) e Joinville/SC (47). Manaus é a origem esmagadora desse fluxo qualificado: dos 1.636 eleitores escolarizados que deixaram o estado, 1.306 saíram da capital — quase 80% do total.

Quem chega ao Amazonas, e de onde

O fluxo de entrada tem outro perfil. Dos 499 eleitores com nível superior que chegaram ao Amazonas vindos de fora, quase um quinto veio de um único estado, o Pará. Veja de onde vieram os eleitores com nível superior para o Amazonas:

  1. Pará — 94 eleitores (18,8%)
  2. São Paulo — 49 eleitores (9,8%)
  3. Rondônia — 47 eleitores (9,4%)
  4. Roraima — 45 eleitores (9,0%)
  5. Rio de Janeiro — 43 eleitores (8,6%)
  6. Acre — 28 eleitores (5,6%)
  7. Ceará — 22 eleitores (4,4%)

Por cidade, os maiores fornecedores de eleitores escolarizados para o Amazonas são Boa Vista/RR (35), Rio de Janeiro (26), Porto Velho/RO (26), Santarém/PA (21) e São Paulo (18). Praticamente todos migram para a capital: Manaus recebeu 377 dos 499 eleitores de nível superior que entraram no estado – os outros 122 se distribuem entre 54 municípios do interior.

Duas Amazônias, dois fluxos diferentes

O dado mais revelador do levantamento aparece quando se separa o destino por região. Entre quem foi para o Sul e o Sudeste (Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul), 40,9% tinha nível superior. Entre quem foi para estados da própria região Norte (Pará, Roraima, Rondônia e Acre), essa fatia cai para 22,9% – quase metade.

Isso sugere dois movimentos distintos acontecendo ao mesmo tempo sob o mesmo rótulo de “saída do eleitorado”. Um deles, rumo ao Sul e Sudeste, concentra perfil mais escolarizado – compatível com migração para emprego qualificado ou continuidade de estudos. O outro, dentro da própria região amazônica, tem perfil de escolaridade mais baixo, e provavelmente reflete deslocamento de trabalho entre polos econômicos da fronteira Norte, como garimpo, agropecuária e comércio fronteiriço.

O levantamento também mostra que mulheres são maioria entre os eleitores com diploma que deixam o estado – 953 contra 683 homens -, e que a faixa de 30 a 49 anos concentra a maior parte da saída qualificada, indicando perfil de profissionais em meio de carreira, não de jovens recém-formados.

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O Amazonas está perdendo, proporcionalmente, mais eleitores com curso superior do que recebe. O levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre transferências de domicílio eleitoral mostra que 37,1% de quem saiu do estado tinha ensino superior completo ou incompleto, contra 28,7% de quem chegou vindo de outras unidades da federação.

Os dados fazem parte do fechamento do cadastro eleitoral para as Eleições Gerais de 2026. Pela Lei das Eleições, pedidos de transferência de domicílio ficaram proibidos a partir de 150 dias antes do pleito de 4 de outubro – o prazo se encerrou em 6 de maio.

O panorama geral da saída de eleitores

No total, 4.410 eleitores deixaram o Amazonas rumo a outros estados no período analisado, enquanto 1.739 chegaram de fora – um saldo negativo de 2.671 eleitores para o estado. Os principais destinos, somando todos os níveis de escolaridade, foram Santa Catarina (795), Paraná (567), Pará (559), São Paulo (408) e Roraima (288).

Manaus concentra a maior parte dessa saída: 3.097 dos 4.410 eleitores que deixaram o estado saíram da capital, cerca de 70% do total. Atrás dela aparecem Humaitá (80), Itacoatiara (76), Parintins (68) e Apuí (68) como os municípios do interior que mais perderam eleitores para fora do Amazonas.

É dentro desse fluxo geral que aparece o dado que chama mais atenção: o perfil de escolaridade de quem sai não é o mesmo de quem fica ou de quem chega.

Para onde vão os eleitores com diploma

Do total de 1.636 eleitores com nível superior (completo ou incompleto) que deixaram o Amazonas no período, quase um terço foi para apenas três estados: Santa Catarina, São Paulo e Paraná. Abaixo o ranking completo para onde foram os eleitores amazonenses por unidade da federação:

  1. Santa Catarina — 297 eleitores (18,2%)
  2. São Paulo — 211 eleitores (12,9%)
  3. Paraná — 210 eleitores (12,8%)
  4. Pará — 120 eleitores (7,3%)
  5. Roraima — 92 eleitores (5,6%)
  6. Distrito Federal — 86 eleitores (5,3%)
  7. Exterior — 81 eleitores (5,0%)
  8. Rio Grande do Sul — 72 eleitores (4,4%)
  9. Rio de Janeiro — 63 eleitores (3,9%)
  10. Minas Gerais — 54 eleitores (3,3%)

No recorte por cidade, Curitiba lidera isoladamente com 106 eleitores de nível superior recebidos do Amazonas, seguida por Brasília/DF (86), Boa Vista/RR (78), São Paulo (75) e Joinville/SC (47). Manaus é a origem esmagadora desse fluxo qualificado: dos 1.636 eleitores escolarizados que deixaram o estado, 1.306 saíram da capital — quase 80% do total.

Quem chega ao Amazonas, e de onde

O fluxo de entrada tem outro perfil. Dos 499 eleitores com nível superior que chegaram ao Amazonas vindos de fora, quase um quinto veio de um único estado, o Pará. Veja de onde vieram os eleitores com nível superior para o Amazonas:

  1. Pará — 94 eleitores (18,8%)
  2. São Paulo — 49 eleitores (9,8%)
  3. Rondônia — 47 eleitores (9,4%)
  4. Roraima — 45 eleitores (9,0%)
  5. Rio de Janeiro — 43 eleitores (8,6%)
  6. Acre — 28 eleitores (5,6%)
  7. Ceará — 22 eleitores (4,4%)

Por cidade, os maiores fornecedores de eleitores escolarizados para o Amazonas são Boa Vista/RR (35), Rio de Janeiro (26), Porto Velho/RO (26), Santarém/PA (21) e São Paulo (18). Praticamente todos migram para a capital: Manaus recebeu 377 dos 499 eleitores de nível superior que entraram no estado – os outros 122 se distribuem entre 54 municípios do interior.

Duas Amazônias, dois fluxos diferentes

O dado mais revelador do levantamento aparece quando se separa o destino por região. Entre quem foi para o Sul e o Sudeste (Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul), 40,9% tinha nível superior. Entre quem foi para estados da própria região Norte (Pará, Roraima, Rondônia e Acre), essa fatia cai para 22,9% – quase metade.

Isso sugere dois movimentos distintos acontecendo ao mesmo tempo sob o mesmo rótulo de “saída do eleitorado”. Um deles, rumo ao Sul e Sudeste, concentra perfil mais escolarizado – compatível com migração para emprego qualificado ou continuidade de estudos. O outro, dentro da própria região amazônica, tem perfil de escolaridade mais baixo, e provavelmente reflete deslocamento de trabalho entre polos econômicos da fronteira Norte, como garimpo, agropecuária e comércio fronteiriço.

O levantamento também mostra que mulheres são maioria entre os eleitores com diploma que deixam o estado – 953 contra 683 homens -, e que a faixa de 30 a 49 anos concentra a maior parte da saída qualificada, indicando perfil de profissionais em meio de carreira, não de jovens recém-formados.

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