O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, acusou o atual presidente, Gustavo Petro, de tentar um “golpe de Estado” para permanecer no poder. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (7), em resposta a acusações de fraude eleitoral feitas por Petro no dia anterior.
“Petro e Cepeda iniciaram seu Plano B para permanecer no poder a todo custo. E querem fazer isso por meio de um golpe de Estado. Como presidente eleito, peço às Forças Armadas da República da Colômbia que cumpram seu juramento, protejam a Constituição e a democracia e não obedeçam a quaisquer ordens que Petro possa dar em contrário”, declarou De la Espriella.
Horas antes do pronunciamento, De la Espriella já havia anunciado a suspensão imediata do processo de transição com o governo Petro. Segundo o presidente eleito, sua equipe identificou indícios de corrupção e supostos contratos direcionados na administração atual.
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Petro fala em governo “ilegítimo”
Mais cedo, Petro afirmou, sem apresentar provas, que seria alvo de uma tentativa de prisão e convocou a população à “união contra um governo ilegítimo”. As declarações ampliaram a tensão política durante a transição de governo, que deve ser concluída em 7 de agosto, data prevista para a posse de De la Espriella.
De la Espriella é apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e venceu o segundo turno das eleições por margem apertada sobre o candidato governista, Iván Cepeda. Até o momento, as Forças Armadas colombianas não se manifestaram publicamente sobre o pedido de De la Espriella.
Gustavo Petro também visitou o Amazonas em setembro de 2025, e ao lado de Lula, inauguraram o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia), quando sugeriu que o alcance das atividades militares americanas na América Latina poderia, inclusive, atingir Manaus.
