Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Antes de Wilson e Tadeu, outros governadores já renunciaram ao governo do AM; veja

A renúncia do governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), e do vice-governador, Tadeu de Souza (Progressistas), neste domingo (5/4), não é um fato isolado na política amazonense. Ao longo das últimas décadas, o Estado já registrou outros episódios semelhantes, principalmente motivados por disputas eleitorais, o que revela uma tradição estratégica dos diversos grupos políticos no comando do Executivo estadual.

Desde os anos 1990, governadores têm deixado o cargo antes do fim do mandato para concorrer a vagas no Senado Federal, o que é natural acontecer, principalmente, se o governdor em questão já estiver no último ano de mandato. Foi o caso de Amazonino Mendes, em 1990, sucedido pelo vice, Vivaldo Barroso.

Além dele, Eduardo Braga, em 2010 também renunciou, sendo substituído por Omar Aziz. Em 2014, ano em que a Copa do Mundo foi realizada em Manaus, Aziz era governador e renunciou, deixando o cargo para o seu vice na época, José Melo. Em todos esses episódios, a transição ocorreu de forma direta, com a posse do vice-governador, sem maiores impactos institucionais.

Linha sucessória quebrada

O cenário de 2026, no entanto, é diferente. Com a saída simultânea de governador e vice, a linha sucessória foi quebrada, levando à posse interina do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, Roberto Cidade, e à necessidade de uma eleição indireta, algo inédito no Estado desde a redemocratização.

Outro fato marcante na história do Amazonas aconteceu em 2017, quando quando o então governador José Melo teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral, junto com o vice Henrique Oliveira, por compra de votos. Na ocasião, o então presidente da Aleam, David Almeida, assumiu o governo interinamente por seis meses até a realização de uma eleição suplementar direta, vencida novamente por Amazonino Mendes. Bosco Saraiva foi o vice-governador.

Diferente daquele episódio, quando a vacância ocorreu na primeira metade do mandato e exigiu voto popular, o caso atual acontece no último ano de governo. Por isso, a escolha do novo governador será feita de forma indireta pelos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas.

Quem pode disputar a eleição indireta?

Na eleição indireta que será realizada pela Assembleia Legislativa, podem se candidatar ao cargo de governador e vice pessoas que atendam aos requisitos legais previstos na legislação eleitoral. De forma geral, é necessário ter direitos políticos em dia, não possuir impedimentos jurídicos, como inelegibilidade, e cumprir as condições exigidas para ocupar cargos do Executivo estadual.

Em tese, não há limitação apenas a deputados estaduais, o que abre espaço para outros nomes da política local que se enquadrem nos critérios legais.

Nos bastidores, já há especulações de que Roberto Cidade possa surgir como um dos principais nomes para permanecer no comando do Executivo estadual, mas o cenário ainda é indefinido, uma vez que Cidade é pré-candidato a deputado federal.

Após esse processo, o Estado segue para as eleições diretas de outubro de 2026, quando a população escolherá, nas urnas, o governador e vice que irão comandar o Amazonas pelos próximos quatro anos.

A nova movimentação política reforça o peso das articulações nos bastidores e coloca o Amazonas novamente no centro de uma transição de poder fora do calendário eleitoral tradicional, justamente às vésperas de uma das disputas mais importantes do Estado.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A renúncia do governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), e do vice-governador, Tadeu de Souza (Progressistas), neste domingo (5/4), não é um fato isolado na política amazonense. Ao longo das últimas décadas, o Estado já registrou outros episódios semelhantes, principalmente motivados por disputas eleitorais, o que revela uma tradição estratégica dos diversos grupos políticos no comando do Executivo estadual.

Desde os anos 1990, governadores têm deixado o cargo antes do fim do mandato para concorrer a vagas no Senado Federal, o que é natural acontecer, principalmente, se o governdor em questão já estiver no último ano de mandato. Foi o caso de Amazonino Mendes, em 1990, sucedido pelo vice, Vivaldo Barroso.

Além dele, Eduardo Braga, em 2010 também renunciou, sendo substituído por Omar Aziz. Em 2014, ano em que a Copa do Mundo foi realizada em Manaus, Aziz era governador e renunciou, deixando o cargo para o seu vice na época, José Melo. Em todos esses episódios, a transição ocorreu de forma direta, com a posse do vice-governador, sem maiores impactos institucionais.

Linha sucessória quebrada

O cenário de 2026, no entanto, é diferente. Com a saída simultânea de governador e vice, a linha sucessória foi quebrada, levando à posse interina do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, Roberto Cidade, e à necessidade de uma eleição indireta, algo inédito no Estado desde a redemocratização.

Outro fato marcante na história do Amazonas aconteceu em 2017, quando quando o então governador José Melo teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral, junto com o vice Henrique Oliveira, por compra de votos. Na ocasião, o então presidente da Aleam, David Almeida, assumiu o governo interinamente por seis meses até a realização de uma eleição suplementar direta, vencida novamente por Amazonino Mendes. Bosco Saraiva foi o vice-governador.

Diferente daquele episódio, quando a vacância ocorreu na primeira metade do mandato e exigiu voto popular, o caso atual acontece no último ano de governo. Por isso, a escolha do novo governador será feita de forma indireta pelos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas.

Quem pode disputar a eleição indireta?

Na eleição indireta que será realizada pela Assembleia Legislativa, podem se candidatar ao cargo de governador e vice pessoas que atendam aos requisitos legais previstos na legislação eleitoral. De forma geral, é necessário ter direitos políticos em dia, não possuir impedimentos jurídicos, como inelegibilidade, e cumprir as condições exigidas para ocupar cargos do Executivo estadual.

Em tese, não há limitação apenas a deputados estaduais, o que abre espaço para outros nomes da política local que se enquadrem nos critérios legais.

Nos bastidores, já há especulações de que Roberto Cidade possa surgir como um dos principais nomes para permanecer no comando do Executivo estadual, mas o cenário ainda é indefinido, uma vez que Cidade é pré-candidato a deputado federal.

Após esse processo, o Estado segue para as eleições diretas de outubro de 2026, quando a população escolherá, nas urnas, o governador e vice que irão comandar o Amazonas pelos próximos quatro anos.

A nova movimentação política reforça o peso das articulações nos bastidores e coloca o Amazonas novamente no centro de uma transição de poder fora do calendário eleitoral tradicional, justamente às vésperas de uma das disputas mais importantes do Estado.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Enem 2026: candidatos já podem consultar locais de prova

Os inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 já podem consultar os locais onde realizarão as provas, marcadas para os dias 8...

Brasil registra mais de 62 mil mortes por AVC em 2026, aponta levantamento do SUS

Mais de 62 mil pessoas morreram em decorrência de Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Brasil em 2026, segundo dados do sistema Tabnet, do Sistema...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Boulos defende equilíbrio das contas sem cortes em programas sociais

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou nesta quinta-feira (29/10) quem defende que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT)...

Coronel Aníbal deixa o PL-AM para retornar ao Corpo de Bombeiros

Após a derrota nas urnas no último domingo (25/09), o coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas Mário Aníbal Júnior, mais conhecido como...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Imposto sobre gasolina, diesel e gás de cozinha vai subir em fevereiro

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha ficará mais caro...

Malafaia critica carta de Flávio e diz que filhos de Bolsonaro são “jumentos”

O pastor Silas Malafaia chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de “jumentos” em uma mensagem enviada a aliados, segundo reportagem publicada pelo jornal...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Enem 2026: candidatos já podem consultar locais de prova

Os inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 já podem consultar os locais onde realizarão as provas, marcadas para os dias 8...

Brasil registra mais de 62 mil mortes por AVC em 2026, aponta levantamento do SUS

Mais de 62 mil pessoas morreram em decorrência de Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Brasil em 2026, segundo dados do sistema Tabnet, do Sistema...

Boulos defende equilíbrio das contas sem cortes em programas sociais

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou nesta quinta-feira (29/10) quem defende que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT)...

Coronel Aníbal deixa o PL-AM para retornar ao Corpo de Bombeiros

Após a derrota nas urnas no último domingo (25/09), o coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas Mário Aníbal Júnior, mais conhecido como...

Imposto sobre gasolina, diesel e gás de cozinha vai subir em fevereiro

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha ficará mais caro...

Malafaia critica carta de Flávio e diz que filhos de Bolsonaro são “jumentos”

O pastor Silas Malafaia chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de “jumentos” em uma mensagem enviada a aliados, segundo reportagem publicada pelo jornal...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]