Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Barroso valida regra da reforma que reduziu aposentadorias por invalidez

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (19/9) pela manutenção da regra da Reforma da Previdência de 2019 que reduziu o valor das aposentadorias por invalidez. O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte, iniciado às 11h e com previsão de duração até as 23h59 da próxima sexta-feira (26), salvo em caso de pedido de vista ou destaque que leve o tema ao plenário físico. Até agora, apenas o relator, Barroso, apresentou voto.

O processo tem repercussão geral, o que significa que a decisão tomada pelo STF servirá de parâmetro para todos os casos semelhantes em tramitação na Justiça.

Antes da reforma, o cálculo das aposentadorias por invalidez era feito a partir da média aritmética simples de 80% das maiores contribuições do segurado. Com a Emenda Constitucional 103/2019, a conta passou a considerar apenas 60% dos recolhimentos previdenciários, com acréscimo de 2% a cada ano que ultrapassar 20 anos de contribuição.

Para Barroso, a mudança, embora considerada “ruim”, foi uma escolha do Legislativo com o objetivo de preservar a solvência da Previdência Social. Segundo o ministro, não cabe ao Judiciário interferir em questões atuariais complexas que podem gerar impactos imprevisíveis no sistema.


Saiba mais:


Em seu voto, ele destacou que qualquer intervenção poderia provocar “consequências desastrosas, dado o grande número de pessoas afetadas”. Ressaltou ainda que a sustentabilidade financeira do regime previdenciário é essencial para garantir a continuidade do pagamento dos benefícios.

Barroso reconheceu que a nova regra é prejudicial a quem se torna incapaz para o trabalho em decorrência de doença grave, contagiosa ou incurável, mas frisou que “nem tudo que é ruim ou indesejável afronta cláusula pétrea da Constituição”.

O ministro também afastou a tese de que a redução da aposentadoria por invalidez viola o princípio da irredutibilidade de benefícios. Para ele, a norma não reduz valores já concedidos, mas apenas redefine critérios de cálculo.

No caso concreto, um segurado havia obtido na segunda instância da Justiça Federal o direito a um cálculo mais vantajoso, alegando que não poderia receber aposentadoria inferior ao valor do auxílio-doença. Barroso, no entanto, ressaltou que os dois institutos têm regras distintas e votou para dar razão ao INSS, revertendo a vitória do aposentado.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (19/9) pela manutenção da regra da Reforma da Previdência de 2019 que reduziu o valor das aposentadorias por invalidez. O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte, iniciado às 11h e com previsão de duração até as 23h59 da próxima sexta-feira (26), salvo em caso de pedido de vista ou destaque que leve o tema ao plenário físico. Até agora, apenas o relator, Barroso, apresentou voto.

O processo tem repercussão geral, o que significa que a decisão tomada pelo STF servirá de parâmetro para todos os casos semelhantes em tramitação na Justiça.

Antes da reforma, o cálculo das aposentadorias por invalidez era feito a partir da média aritmética simples de 80% das maiores contribuições do segurado. Com a Emenda Constitucional 103/2019, a conta passou a considerar apenas 60% dos recolhimentos previdenciários, com acréscimo de 2% a cada ano que ultrapassar 20 anos de contribuição.

Para Barroso, a mudança, embora considerada “ruim”, foi uma escolha do Legislativo com o objetivo de preservar a solvência da Previdência Social. Segundo o ministro, não cabe ao Judiciário interferir em questões atuariais complexas que podem gerar impactos imprevisíveis no sistema.


Saiba mais:


Em seu voto, ele destacou que qualquer intervenção poderia provocar “consequências desastrosas, dado o grande número de pessoas afetadas”. Ressaltou ainda que a sustentabilidade financeira do regime previdenciário é essencial para garantir a continuidade do pagamento dos benefícios.

Barroso reconheceu que a nova regra é prejudicial a quem se torna incapaz para o trabalho em decorrência de doença grave, contagiosa ou incurável, mas frisou que “nem tudo que é ruim ou indesejável afronta cláusula pétrea da Constituição”.

O ministro também afastou a tese de que a redução da aposentadoria por invalidez viola o princípio da irredutibilidade de benefícios. Para ele, a norma não reduz valores já concedidos, mas apenas redefine critérios de cálculo.

No caso concreto, um segurado havia obtido na segunda instância da Justiça Federal o direito a um cálculo mais vantajoso, alegando que não poderia receber aposentadoria inferior ao valor do auxílio-doença. Barroso, no entanto, ressaltou que os dois institutos têm regras distintas e votou para dar razão ao INSS, revertendo a vitória do aposentado.

- Publicidade -[adrotate group="9"]
Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

Mais lidas

Kataguiri defende bomba atômica brasileira como instrumento de soberania

O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) voltou a defender que o Brasil desenvolva armas nucleares como forma de garantir a soberania nacional e ampliar...

Mais de 175 mil vistos foram cancelados no governo Trump; entenda

O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou nesta segunda-feira (10) que já revogou mais de 175 mil vistos de estrangeiros durante o governo...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Caiado propõe Lei contra ‘terrorismo doméstico’ e novos presídios

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) apresentou nesta segunda-feira (10/8) seu plano de governo para segurança, chamado de "Operação...

Debate ao Governo do AM atende interesses de todos os candidatos

O primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas, neste domingo (9/8) atendeu, praticamente, aos interesses de todos os que participaram e também...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Atual governo de Lula tem menor índice de aprovação de MPs

Até o momento, o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve apenas 20,5% das medidas provisórias editadas convertidas em lei....

Novo pede ao TSE inelegibilidade de Lula por desfile no Carnaval

O Partido Novo apresentou no sábado (8) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o presidente Luiz Inácio...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Kataguiri defende bomba atômica brasileira como instrumento de soberania

O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) voltou a defender que o Brasil desenvolva armas nucleares como forma de garantir a soberania nacional e ampliar...

Mais de 175 mil vistos foram cancelados no governo Trump; entenda

O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou nesta segunda-feira (10) que já revogou mais de 175 mil vistos de estrangeiros durante o governo...

Caiado propõe Lei contra ‘terrorismo doméstico’ e novos presídios

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) apresentou nesta segunda-feira (10/8) seu plano de governo para segurança, chamado de "Operação...

Debate ao Governo do AM atende interesses de todos os candidatos

O primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas, neste domingo (9/8) atendeu, praticamente, aos interesses de todos os que participaram e também...

Atual governo de Lula tem menor índice de aprovação de MPs

Até o momento, o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve apenas 20,5% das medidas provisórias editadas convertidas em lei....

Novo pede ao TSE inelegibilidade de Lula por desfile no Carnaval

O Partido Novo apresentou no sábado (8) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o presidente Luiz Inácio...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]