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Câmara aprova fim da ‘taxa das blusinhas’ após acordo entre Lula e Congresso

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (3), o texto-base da medida provisória (MP) que permite o fim da chamada “taxa das blusinhas”, imposto de importação de 20% aplicado atualmente sobre compras internacionais de até US$ 50.

A votação ocorreu de forma simbólica, após acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ainda faltam ser analisados destaques que podem alterar trechos específicos do texto.

Depois da conclusão da votação na Câmara, a MP seguirá para análise do plenário do Senado. A intenção do Congresso é concluir a tramitação ainda nesta semana.

A medida provisória perde a validade em 8 de setembro. Para evitar que a cobrança seja retomada, o Congresso precisa aprovar o texto antes dessa data.

Como ficará o imposto

Pelo texto aprovado, o ministro da Fazenda poderá alterar as alíquotas do imposto de importação sobre remessas postais internacionais, inclusive reduzir a zero a cobrança para compras de até US$ 50.

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), no entanto, continuará sendo cobrado. Por ser um tributo estadual, eventual mudança na cobrança depende de decisão dos governos estaduais.


Leia mais

Congresso deve votar MP que acaba com taxa das blusinhas na próxima semana

Taxa das blusinhas foi articulada pelo Congresso e governadores, afirma Haddad


Governo terá de avaliar impacto

Uma das principais mudanças incluídas no texto aprovado pela comissão mista que analisou a MP foi a criação de um mecanismo para acompanhar os efeitos econômicos do fim da cobrança sobre setores produtivos brasileiros.

A primeira avaliação deverá ocorrer três meses após a mudança. Depois disso, o acompanhamento será realizado a cada seis meses.

Serão analisados fatores como emprego, renda, arrecadação federal e competitividade da indústria e do comércio varejista. Caso sejam identificados impactos econômicos relevantes, o Ministério da Fazenda deverá estudar medidas para amenizá-los.

Os setores que terão avaliação obrigatória são:

  • têxteis e vestuário;
  • calçados;
  • acessórios;
  • brinquedos;
  • cosméticos.

Além do acompanhamento feito pelo governo, o Congresso deverá reavaliar anualmente o fim da cobrança, com base em dados fornecidos pelo Ministério da Fazenda até 30 de abril.

Disputa entre consumidores e varejo

A chamada “taxa das blusinhas” foi criada em 2024 e passou a cobrar 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida provocou críticas de consumidores, que reclamavam do aumento no preço de produtos comprados em plataformas estrangeiras.

Por outro lado, representantes do comércio e da indústria nacional defendem a cobrança de impostos sobre essas compras. O argumento é que a tributação diferenciada poderia gerar concorrência considerada desigual entre produtos importados e empresas brasileiras.

O fim da taxa também ganhou espaço no debate político por seu impacto direto sobre consumidores que utilizam plataformas internacionais de comércio eletrônico.

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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (3), o texto-base da medida provisória (MP) que permite o fim da chamada “taxa das blusinhas”, imposto de importação de 20% aplicado atualmente sobre compras internacionais de até US$ 50.

A votação ocorreu de forma simbólica, após acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ainda faltam ser analisados destaques que podem alterar trechos específicos do texto.

Depois da conclusão da votação na Câmara, a MP seguirá para análise do plenário do Senado. A intenção do Congresso é concluir a tramitação ainda nesta semana.

A medida provisória perde a validade em 8 de setembro. Para evitar que a cobrança seja retomada, o Congresso precisa aprovar o texto antes dessa data.

Como ficará o imposto

Pelo texto aprovado, o ministro da Fazenda poderá alterar as alíquotas do imposto de importação sobre remessas postais internacionais, inclusive reduzir a zero a cobrança para compras de até US$ 50.

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), no entanto, continuará sendo cobrado. Por ser um tributo estadual, eventual mudança na cobrança depende de decisão dos governos estaduais.


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A primeira avaliação deverá ocorrer três meses após a mudança. Depois disso, o acompanhamento será realizado a cada seis meses.

Serão analisados fatores como emprego, renda, arrecadação federal e competitividade da indústria e do comércio varejista. Caso sejam identificados impactos econômicos relevantes, o Ministério da Fazenda deverá estudar medidas para amenizá-los.

Os setores que terão avaliação obrigatória são:

  • têxteis e vestuário;
  • calçados;
  • acessórios;
  • brinquedos;
  • cosméticos.

Além do acompanhamento feito pelo governo, o Congresso deverá reavaliar anualmente o fim da cobrança, com base em dados fornecidos pelo Ministério da Fazenda até 30 de abril.

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Por outro lado, representantes do comércio e da indústria nacional defendem a cobrança de impostos sobre essas compras. O argumento é que a tributação diferenciada poderia gerar concorrência considerada desigual entre produtos importados e empresas brasileiras.

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