O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), propôs ao presidente da Corte, Edson Fachin, que delegados da Polícia Federal (PF) deixem de atuar nos gabinetes dos ministros.
A proposta ganhou força em meio à crise entre integrantes do STF e a direção-geral da PF, especialmente após a divulgação de diálogos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master.
Delegados cedidos ao Supremo
Atualmente, seis delegados da PF estão cedidos ao Supremo. Dois atuam no gabinete de André Mendonça, inclusive em investigações relacionadas aos casos Master e INSS. Outros dois trabalham com Moraes, um com Fux e outro na área de segurança.
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Segundo pessoas próximas a Gilmar, a presença de delegados nos gabinetes pode gerar conflitos de interesse e influenciar a condução de investigações, além de criar expectativas de benefícios profissionais ou políticos.
Reunião de Fachin com ministros
O tema deverá voltar a ser discutido nesta quinta-feira (3), quando Fachin deve se reunir com ministros para tratar da crise interna na Corte. O presidente do STF tem buscado diálogo individual com os magistrados e defende cautela para preservar a instituição.
Mendonça, por sua vez, afirma a interlocutores que conduz os casos com independência e cautela, tendo como prioridade a integridade das investigações e o respeito ao devido processo legal.
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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), propôs ao presidente da Corte, Edson Fachin, que delegados da Polícia Federal (PF) deixem de atuar nos gabinetes dos ministros.
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Mendonça, por sua vez, afirma a interlocutores que conduz os casos com independência e cautela, tendo como prioridade a integridade das investigações e o respeito ao devido processo legal.
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