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Caso Abin: “Ninguém tem direito de bisbilhotar”, critica Dino

Ao se despedir do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o ministro Flávio Dino criticou, na quinta-feira (25/01), o monitoramento irregular de autoridades tal como acusa a Polícia Federal (PF), de que o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e hoje deputado federal, Alexandre Ramagem (PL-RJ), esteve por trás da espionagem ilegal de autoridades, a serviço do ex-presidente Jair Bolsonaro. Dino salientou que esse monitoramento “fere um direito fundamental” e é flagrantemente inconstitucional.

“Ninguém, absolutamente ninguém, de qualquer que seja a instituição, tem apoio normativo jurídico para escolher, arbitrariamente, quem vai ser investigado, vai ser perquirido, vai ser analisado, vai ter a sua privacidade invadida”, criticou.

Ao ser indagado sobre os riscos de ter-se criado, na gestão de Ramagem uma Abin “paralela”, que agiria de acordo com os interesses de Bolsonaro, Dino observou que monitoramentos de pessoas são permitidos no Brasil, mas desde que tenham autorização judicial.


Leia mais:

Deputado Ramagem nega espionagem durante sua gestão na Abin

Quem é Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Abin alvo de buscas da PF


“Não estamos diante de um tema banal. Estamos diante de um tema crucial, porque fere um direito fundamental. Não sabemos, ainda, quantas pessoas foram monitoradas, se foram dezenas, centenas, milhares — isso a investigação vai dizer. Mas é importante considerar que isso é uma ilegalidade. Quando membros dessa instituição [Abin] se apropriam indevidamente dela para praticar ilegalidades, é algo realmente que merece reprovação”, ressaltou.

O futuro ministro do STF elogiou o trabalho das instituições que conduzem a investigação sobre a atuação de Ramagem.

“A Polícia Federal, o Ministério Público, o Supremo Tribunal Federal têm agido muito bem, com prudência, com responsabilidade, com fundamentos, para fazer as investigações necessárias. E, assim, separar o joio do trigo e preservar o direito de defesa”, salientou.

Pouco antes, na cerimônia de despedida do ministério, Dino atacou a facilitação ao acesso a armas de grosso calibre e munições implantada pelo governo Bolsonaro. Classificou a norma como “demagógica e irresponsável”.

“Diziam que se acabasse com o armamentismo, a violência iria explodir. Não explodiu, muito pelo contrário. Mostramos que determinados crimes, infelizmente, foram alimentados, a exemplo do feminicídio. Mostramos, também, que as organizações criminosas foram fortalecidas, uma vez que se aplica a lei da oferta e da procura no acesso a esse instrumento de trabalho ilícito”, lamentou.

*com informações do Correio Braziliense.

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Ao se despedir do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o ministro Flávio Dino criticou, na quinta-feira (25/01), o monitoramento irregular de autoridades tal como acusa a Polícia Federal (PF), de que o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e hoje deputado federal, Alexandre Ramagem (PL-RJ), esteve por trás da espionagem ilegal de autoridades, a serviço do ex-presidente Jair Bolsonaro. Dino salientou que esse monitoramento “fere um direito fundamental” e é flagrantemente inconstitucional.

“Ninguém, absolutamente ninguém, de qualquer que seja a instituição, tem apoio normativo jurídico para escolher, arbitrariamente, quem vai ser investigado, vai ser perquirido, vai ser analisado, vai ter a sua privacidade invadida”, criticou.

Ao ser indagado sobre os riscos de ter-se criado, na gestão de Ramagem uma Abin “paralela”, que agiria de acordo com os interesses de Bolsonaro, Dino observou que monitoramentos de pessoas são permitidos no Brasil, mas desde que tenham autorização judicial.


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“Diziam que se acabasse com o armamentismo, a violência iria explodir. Não explodiu, muito pelo contrário. Mostramos que determinados crimes, infelizmente, foram alimentados, a exemplo do feminicídio. Mostramos, também, que as organizações criminosas foram fortalecidas, uma vez que se aplica a lei da oferta e da procura no acesso a esse instrumento de trabalho ilícito”, lamentou.

*com informações do Correio Braziliense.

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