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Caso Moraes e Vorcaro será analisado pelo plenário do STF na terça-feira (15)

O Supremo Tribunal Federal (STF) realizará, na próxima terça-feira (15/9), uma sessão extraordinária para decidir se autoriza a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O julgamento foi convocado pelo presidente da Corte, Edson Fachin, e está previsto para começar às 10h, em Brasília.

O plenário analisará um relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, destinadas a um número identificado pelos investigadores como pertencente a Moraes. A sessão poderá resultar na autorização de uma investigação contra o ministro ou no reconhecimento da nulidade do relatório.

A análise não representa, portanto, um julgamento sobre a culpa ou a inocência de Alexandre de Moraes. Os ministros decidirão inicialmente se o material produzido pela PF é válido e se existem fundamentos jurídicos para aprofundar a apuração envolvendo um integrante do próprio Supremo.

Mensagens encontradas no celular de Vorcaro

De acordo com a cobertura do UOL, o relatório contém 52 mensagens enviadas por Vorcaro entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso pela primeira vez. O material foi obtido durante as investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades relacionadas ao Banco Master.

O documento foi tornado público pelo ministro André Mendonça, responsável por processos relacionados ao caso. A Procuradoria-Geral da República (PGR), porém, questionou a legalidade do procedimento e sustentou que uma apuração envolvendo um ministro do STF não poderia ter sido aprofundada diretamente pela Polícia Federal sem autorização do plenário ou iniciativa do Ministério Público.

Ao convocar a sessão, Fachin determinou que qualquer procedimento destinado a investigar integrantes do Supremo seja previamente submetido à Presidência da Corte. O ministro também suspendeu temporariamente as apurações em andamento contra membros do tribunal até que o plenário se manifeste.


Leia mais:

OAB-DF encaminha proposta para impeachment de Moraes e Toffoli

Fachin tira Moraes e assume relatoria do Inquérito das Fake News no STF


Crise envolvendo ministros e direção da PF

O julgamento ocorre em meio a decisões conflitantes envolvendo André Mendonça, Flávio Dino e a direção da Polícia Federal. Mendonça havia determinado o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, por suspeitas relacionadas à produção de relatórios sobre autoridades.

No dia seguinte, Dino determinou a recondução de Andrei Rodrigues ao cargo. Fachin interveio e suspendeu os efeitos das duas decisões, mantendo provisoriamente o diretor-geral à frente da corporação e concedendo prazo de 48 horas para que ele apresente esclarecimentos.

O presidente do Supremo afirmou que as medidas tomadas por diferentes ministros passaram a envolver fatos e autoridades parcialmente coincidentes, criando risco de decisões contraditórias e de desorganização processual. A sessão do dia 15 também deverá esclarecer os limites das decisões tomadas no decorrer da crise.

Moraes deixa relatoria do inquérito das fake news

Em outra decisão, Fachin retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news, instaurado em 2019 para apurar ameaças, ataques e divulgação de informações falsas contra integrantes do STF. O processo ficará sob responsabilidade da Presidência da Corte, enquanto os atos anteriormente praticados permanecem válidos.

A crise ocorre às vésperas das eleições de outubro e já provocou repercussão entre candidatos, partidos políticos e entidades da sociedade civil. A agência Reuters classificou o episódio como um raro confronto interno no Supremo, com potencial para ampliar a instabilidade política durante o período eleitoral.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) realizará, na próxima terça-feira (15/9), uma sessão extraordinária para decidir se autoriza a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O julgamento foi convocado pelo presidente da Corte, Edson Fachin, e está previsto para começar às 10h, em Brasília.

O plenário analisará um relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, destinadas a um número identificado pelos investigadores como pertencente a Moraes. A sessão poderá resultar na autorização de uma investigação contra o ministro ou no reconhecimento da nulidade do relatório.

A análise não representa, portanto, um julgamento sobre a culpa ou a inocência de Alexandre de Moraes. Os ministros decidirão inicialmente se o material produzido pela PF é válido e se existem fundamentos jurídicos para aprofundar a apuração envolvendo um integrante do próprio Supremo.

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De acordo com a cobertura do UOL, o relatório contém 52 mensagens enviadas por Vorcaro entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso pela primeira vez. O material foi obtido durante as investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades relacionadas ao Banco Master.

O documento foi tornado público pelo ministro André Mendonça, responsável por processos relacionados ao caso. A Procuradoria-Geral da República (PGR), porém, questionou a legalidade do procedimento e sustentou que uma apuração envolvendo um ministro do STF não poderia ter sido aprofundada diretamente pela Polícia Federal sem autorização do plenário ou iniciativa do Ministério Público.

Ao convocar a sessão, Fachin determinou que qualquer procedimento destinado a investigar integrantes do Supremo seja previamente submetido à Presidência da Corte. O ministro também suspendeu temporariamente as apurações em andamento contra membros do tribunal até que o plenário se manifeste.


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