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Coronel que trocou mensagens com Cid quer ficar em silêncio em CPI

Coronel Jean Lawand Júnior, flagrado em conversas com Mauro Cid, entrou com pedido no STF para ser ouvido como investigado por CPI.

A defesa do coronel Jean Lawand Júnior acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele tenha direito de ser ouvido como investigado pela CPI dos Atos Golpistas no Congresso. Esse direito significaria que ele poderia ficar em silêncio diante dos parlamentares e só responder a perguntas que não o incriminem.

Lawand Jr. foi flagrado em conversas com o ex-ajudante de ordens da presidência Mauro Cid, nas quais pedia a Cid para incentivar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a dar ordens à Forças Armadas contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ao Supremo, a defesa argumenta que “tem o direito de ser ouvido como investigado e não como testemunha“. “E como investigado tem direito ao silêncio e a não produzir provas contra si mesmo“.


Leia mais:

Roteiro para golpe de estado e conversas em celular de Mauro Cid são reveladas

VÍDEO: sessão da CPI de 8 de janeiro é marcada por bate-boca


Segundo relatório da Polícia Federal, a maioria das conversas entre Lawand Jr. e Cid foi travada em dezembro do ano passado.

Estas são algumas das mensagens de Lawand a Cid, encontradas no celular deste último:

“Convença o 01 a salvar esse país!”, referindo-se a Bolsonaro.

“Cid, pelo amor de Deus, o homem [Bolsonaro] tem que dar a ordem. Se a cúpula do EB [Exército Brasileiro] não está com ele, da divisão para baixo está. Assessore e dê-lhe coragem”.

“Pelo amor de Deus, Cidão. Pelo amor de Deus, faz alguma coisa, cara. Convence ele a fazer. Ele não pode recuar agora. Ele não tem nada a perder. Ele vai ser preso. O presidente vai ser preso. E, pior, na Papuda, cara”.

Devido à divulgação das conversas, Lawand perdeu cargo de adido do Brasil em Washington, nos Estados Unidos.

O coronel ainda não tem data marcada para depor à CPI. A data do depoimento de Mauro Cid também ainda não foi marcada.

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A defesa do coronel Jean Lawand Júnior acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele tenha direito de ser ouvido como investigado pela CPI dos Atos Golpistas no Congresso. Esse direito significaria que ele poderia ficar em silêncio diante dos parlamentares e só responder a perguntas que não o incriminem.

Lawand Jr. foi flagrado em conversas com o ex-ajudante de ordens da presidência Mauro Cid, nas quais pedia a Cid para incentivar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a dar ordens à Forças Armadas contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ao Supremo, a defesa argumenta que “tem o direito de ser ouvido como investigado e não como testemunha“. “E como investigado tem direito ao silêncio e a não produzir provas contra si mesmo“.


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Estas são algumas das mensagens de Lawand a Cid, encontradas no celular deste último:

“Convença o 01 a salvar esse país!”, referindo-se a Bolsonaro.

“Cid, pelo amor de Deus, o homem [Bolsonaro] tem que dar a ordem. Se a cúpula do EB [Exército Brasileiro] não está com ele, da divisão para baixo está. Assessore e dê-lhe coragem”.

“Pelo amor de Deus, Cidão. Pelo amor de Deus, faz alguma coisa, cara. Convence ele a fazer. Ele não pode recuar agora. Ele não tem nada a perder. Ele vai ser preso. O presidente vai ser preso. E, pior, na Papuda, cara”.

Devido à divulgação das conversas, Lawand perdeu cargo de adido do Brasil em Washington, nos Estados Unidos.

O coronel ainda não tem data marcada para depor à CPI. A data do depoimento de Mauro Cid também ainda não foi marcada.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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