Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

De veneno à arsenal de guerra: O que se sabe sobre plano para matar Lula, Alckmin e Moraes

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (19/11) uma operação que desarticulou uma organização criminosa acusada de planejar os assassinatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

O grupo planejava um golpe de Estado para impedir a posse do presidente Lula (PT), eleito em 2022 e restringir o livre exercício do Poder Judiciário. Os investigados são, em sua maioria, militares com formação em Forças Especiais (FE). Veja os nomes:

  • General de brigada Mario Fernandes (na reserva);
  • Tenente-coronel Helio Ferreira Lima;
  • Major Rodrigo Bezerra Azevedo;
  • Major Rafael Martins de Oliveira;
  • Policial federal Wladimir Matos Soares.

A operação foi embasada por decisão do próprio Alexandre de Moraes.

Planejamento

O plano, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, incluía o uso de técnicas militares e terroristas para a execução dos assassinatos. O documento com o “planejamento operacional” para realizar o assassinato foi impresso pelo general Mario Fernandes no Palácio do Planalto e levado ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República..

O documento foi impresso em 9 de novembro de 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda residia no local. Dias antes, Bolsonaro havia sido derrotado por Lula no segundo turno da eleição.

Métodos de execução

Segundo a PF, o grupo elaborou um plano complexo e detalhado para eliminar os alvos. Entre as estratégias mencionadas, incluíram o uso de envenenamento contra Lula, aproveitando sua vulnerabilidade de saúde e visitas frequentes a hospitais.

Além disso, o grupo considerou diferentes formas de execução de Alexandre de Moraes, incluindo atentados com artefatos explosivos e até envenenamento durante eventos públicos. Moraes era monitorado de forma constante, com levantamentos sobre sua rotina e aparato de segurança pessoal.

A organização criminosa planejava o uso de um arsenal de guerra, que incluía pistolas, fuzis, uma artilharia M249, um lançamento-granadas de 40mm e até um lançamento-rojão AT4, equipamentos frequentemente usados ​​em combates militares.

Os assassinatos deveriam ocorrer em 15 de dezembro de 2022, três dias após a diplomação de Lula no TSE. 


Saiba mais:


Codinomes

A organização criminosa utilizou codinomes para se referir às vítimas: Lula era chamado de “Jeca”, Alckmin de “Joca” e Moraes de “Professora”. Um dos documentos mais relevantes da investigação foi elaborado por Mário Fernandes, general da reserva e ex-assessor da Presidência de Jair Bolsonaro, também apontado como integrante dos “kids pretos”.

Já os investigados, segundo a PF, utilizavam codinomes associados a países: Alemanha, Áustria, Brasil, Argentina, Japão e Gana. Eles também utilizavam mais de uma alcunha para a mesma pessoa.

Segundo o a PF,  Rafael Martins de Oliveira participou da ação se utilizando do codinome ‘Diogo Bast’, que também seria referência ao codinome ‘Japão’. Em outro trecho, a PF mostra que “o usuário ‘teixeiralafaiete230’ também recebeu o codinome ‘Alemanha’.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (19/11) uma operação que desarticulou uma organização criminosa acusada de planejar os assassinatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

O grupo planejava um golpe de Estado para impedir a posse do presidente Lula (PT), eleito em 2022 e restringir o livre exercício do Poder Judiciário. Os investigados são, em sua maioria, militares com formação em Forças Especiais (FE). Veja os nomes:

  • General de brigada Mario Fernandes (na reserva);
  • Tenente-coronel Helio Ferreira Lima;
  • Major Rodrigo Bezerra Azevedo;
  • Major Rafael Martins de Oliveira;
  • Policial federal Wladimir Matos Soares.

A operação foi embasada por decisão do próprio Alexandre de Moraes.

Planejamento

O plano, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, incluía o uso de técnicas militares e terroristas para a execução dos assassinatos. O documento com o “planejamento operacional” para realizar o assassinato foi impresso pelo general Mario Fernandes no Palácio do Planalto e levado ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República..

O documento foi impresso em 9 de novembro de 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda residia no local. Dias antes, Bolsonaro havia sido derrotado por Lula no segundo turno da eleição.

Métodos de execução

Segundo a PF, o grupo elaborou um plano complexo e detalhado para eliminar os alvos. Entre as estratégias mencionadas, incluíram o uso de envenenamento contra Lula, aproveitando sua vulnerabilidade de saúde e visitas frequentes a hospitais.

Além disso, o grupo considerou diferentes formas de execução de Alexandre de Moraes, incluindo atentados com artefatos explosivos e até envenenamento durante eventos públicos. Moraes era monitorado de forma constante, com levantamentos sobre sua rotina e aparato de segurança pessoal.

A organização criminosa planejava o uso de um arsenal de guerra, que incluía pistolas, fuzis, uma artilharia M249, um lançamento-granadas de 40mm e até um lançamento-rojão AT4, equipamentos frequentemente usados ​​em combates militares.

Os assassinatos deveriam ocorrer em 15 de dezembro de 2022, três dias após a diplomação de Lula no TSE. 


Saiba mais:


Codinomes

A organização criminosa utilizou codinomes para se referir às vítimas: Lula era chamado de “Jeca”, Alckmin de “Joca” e Moraes de “Professora”. Um dos documentos mais relevantes da investigação foi elaborado por Mário Fernandes, general da reserva e ex-assessor da Presidência de Jair Bolsonaro, também apontado como integrante dos “kids pretos”.

Já os investigados, segundo a PF, utilizavam codinomes associados a países: Alemanha, Áustria, Brasil, Argentina, Japão e Gana. Eles também utilizavam mais de uma alcunha para a mesma pessoa.

Segundo o a PF,  Rafael Martins de Oliveira participou da ação se utilizando do codinome ‘Diogo Bast’, que também seria referência ao codinome ‘Japão’. Em outro trecho, a PF mostra que “o usuário ‘teixeiralafaiete230’ também recebeu o codinome ‘Alemanha’.

- Publicidade -[adrotate group="9"]
Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

Mais lidas

Vídeo de Maria do Carmo expõe esforço para “conter ruídos” no PL

"Política não se faz sozinho. Ninguém caminha sozinho, ninguém trabalha sozinho. Mas todos que estão trabalhando aqui têm que pensar no grupo." A declaração da...

Conjuntivite impediu David Almeida de participar de Festival de Parintins, diz assessoria

O pré-candidato ao Governo do Amazonas e ex-prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), não participou do 59º Festival Folclórico de Parintins neste fim de...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

“Parintins não pode ser só para ricos”, defende Rodrigo Guedes

O vereador de Manaus Rodrigo Guedes (Republicanos) defendeu, neste sábado (27), que o Festival Folclórico de Parintins se torne mais acessível para a população....

“Não existe Festival de Parintins sem o apoio do Governo”, afirma Roberto Cidade

"Não existe Festival de Parintins sem o apoio do Governo do Estado." A declaração foi dada pelo governador Roberto Cidade (União Brasil) neste sábado...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

“Queremos ajudar de fato”, diz governador sobre apoio à Venezuela após terremotos

O Governo do Amazonas colocou a estrutura do Estado à disposição da Venezuela para prestar ajuda humanitária após os terremotos que atingiram o país...

Roberto Cidade diz que “está chegando a hora” de decidir futuro político para 2026

Cotado como um dos principais nomes para disputar o Governo do Amazonas em 2026, o governador Roberto Cidade (União Brasil) afirmou neste sábado (27),...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Vídeo de Maria do Carmo expõe esforço para “conter ruídos” no PL

"Política não se faz sozinho. Ninguém caminha sozinho, ninguém trabalha sozinho. Mas todos que estão trabalhando aqui têm que pensar no grupo." A declaração da...

Conjuntivite impediu David Almeida de participar de Festival de Parintins, diz assessoria

O pré-candidato ao Governo do Amazonas e ex-prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), não participou do 59º Festival Folclórico de Parintins neste fim de...

“Parintins não pode ser só para ricos”, defende Rodrigo Guedes

O vereador de Manaus Rodrigo Guedes (Republicanos) defendeu, neste sábado (27), que o Festival Folclórico de Parintins se torne mais acessível para a população....

“Não existe Festival de Parintins sem o apoio do Governo”, afirma Roberto Cidade

"Não existe Festival de Parintins sem o apoio do Governo do Estado." A declaração foi dada pelo governador Roberto Cidade (União Brasil) neste sábado...

“Queremos ajudar de fato”, diz governador sobre apoio à Venezuela após terremotos

O Governo do Amazonas colocou a estrutura do Estado à disposição da Venezuela para prestar ajuda humanitária após os terremotos que atingiram o país...

Roberto Cidade diz que “está chegando a hora” de decidir futuro político para 2026

Cotado como um dos principais nomes para disputar o Governo do Amazonas em 2026, o governador Roberto Cidade (União Brasil) afirmou neste sábado (27),...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]