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Discord: o que é o aplicativo que Janja quer proibir no Brasil

O pedido da primeira-dama Janja Lula da Silva para retirar o Discord do ar no Brasil colocou os holofotes sobre uma plataforma que, apesar de ter mais de uma década de existência, ainda é pouco conhecida por grande parte da população.

Criado em 2015, o aplicativo surgiu com foco no público de videogames, principalmente como forma de jogadores conversarem durante as partidas.

Ao longo dos anos, porém, passou a abrigar grupos dedicados a diferentes assuntos, desde estudos e música até comunidades de nicho. O acesso às funções principais é gratuito, mas há uma assinatura, o Discord Nitro, que libera recursos adicionais.

Como funciona o Discord

Qualquer usuário pode criar um servidor, nome que a plataforma dá para as comunidades, e organizar diferentes espaços dentro dele. Uma comunidade dedicada a um jogo, por exemplo, pode ter canais para conversas por texto, salas de voz, compartilhamento de imagens e vídeos e espaços para transmissões de tela em tempo real.

Os servidores podem ser abertos, com acesso livre a qualquer interessado, ou ter acesso restrito por convite. A plataforma também permite troca de mensagens privadas e chamadas fora dos servidores, o que dificulta a supervisão das interações.

No caso de crianças e adolescentes, esses espaços podem facilitar o contato com desconhecidos e expor menores a assédio, ameaças, manipulação e conteúdos impróprios.


Leia mais

Janja pede bloqueio do Discord no Brasil após morte de menina de 13 anos

Lula diz que gravidez aos 16 anos pode comprometer o futuro de jovens; Janja corrige declaração


Por que o Discord virou alvo de críticas

O episódio que motivou o pedido de Janja ocorreu no mês passado em Naviraí, no Mato Grosso do Sul. Uma adolescente de 13 anos morreu dentro de casa em um ato que teria sido transmitido pelo Discord. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do estado.

Durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, o secretário de Direitos Digitais do Ministério da Justiça, Victor Oliveira Fernandes, afirmou que a pasta identificou falhas sistêmicas no Discord relacionadas aos mecanismos de proteção de crianças e adolescentes.

O ministro da da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, também determinou que as informações sobre o caso sejam encaminhadas ao órgão, que avalia medidas judiciais contra a plataforma.

A primeira-dama classificou o aplicativo como uma “rede horrorosa” e defendeu que o governo encontre instrumentos legais para bloqueá-lo. “Eu acho que a gente precisa retirar imediatamente o Discord do ar. A gente precisa bloquear o Discord no Brasil de qualquer forma”, afirmou.

A eventual retirada do Discord do ar, no entanto, depende de medidas legais e judiciais. A plataforma ainda não se manifestou sobre as declarações da primeira-dama e sobre as acusações relacionadas ao caso.

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O pedido da primeira-dama Janja Lula da Silva para retirar o Discord do ar no Brasil colocou os holofotes sobre uma plataforma que, apesar de ter mais de uma década de existência, ainda é pouco conhecida por grande parte da população.

Criado em 2015, o aplicativo surgiu com foco no público de videogames, principalmente como forma de jogadores conversarem durante as partidas.

Ao longo dos anos, porém, passou a abrigar grupos dedicados a diferentes assuntos, desde estudos e música até comunidades de nicho. O acesso às funções principais é gratuito, mas há uma assinatura, o Discord Nitro, que libera recursos adicionais.

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Os servidores podem ser abertos, com acesso livre a qualquer interessado, ou ter acesso restrito por convite. A plataforma também permite troca de mensagens privadas e chamadas fora dos servidores, o que dificulta a supervisão das interações.

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