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Eron Bezerra diz que só vai disputar governo tampão se Sinésio prometer voto

O ex-deputado estadual Eron Bezerra (PCdoB) afirmou, em entrevista à Rede Onda Digital nesta terça-feira (14/4), que só manterá sua pré-candidatura ao governo tampão do Amazonas se o deputado Sinésio Campos (PT) confirmar que votará nele. A declaração estabelece uma pré-condição pública para o avanço de sua campanha.

“Eu vou ligar para o deputado Sinésio e dizer que a minha pré-condição para manter candidato e registrar tem o voto dele. Eu não posso ser candidato sem o voto do meu grupo da federação”, disse Eron. “Se ele não vota em mim, por que eu vou registrar minha candidatura? Para fingir que eu vou disputar, que eu vou concorrer, se nem o voto do deputado da federação eu tenho?”

A federação mencionada por Eron é a aliança formada por PCdoB, PT e PV, que atua unificada no legislativo estadual. Sinésio Campos, do PT, é o representante da federação na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). O ex-deputado deixou claro que, sem o respaldo do parlamentar, não vê sentido em formalizar a candidatura.

Três condições para o mandato tampão

Durante a entrevista, Eron Bezerra também elencou três requisitos que definiu como fundamentais para exercer um eventual mandato tampão no governo do Estado. O primeiro deles é cumprir o mandato integralmente, sem usar o cargo como trampolim para uma candidatura própria nas eleições gerais.

“Eu sou contra a reeleição. Então eu acho que é desonesto você usar a máquina pública para fazer a sua própria campanha”, afirmou. A segunda condição é não permitir que a máquina governamental seja usada a favor ou contra qualquer candidatura. “A disputa deve ser livre e democrática”, completou.


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A terceira perna, segundo o ex-deputado, é apresentar ideias inovadoras para o Estado. Ele criticou o discurso repetido sobre diversificação da economia e apontou a falta de energia elétrica no interior como um entrave concreto. “Todo mundo fala disso. Mas como é que nós vamos fazer diversificação da economia para o Amazonas, para o interior, se não tem energia lá?”, questionou.

Eron citou que a capacidade instalada no interior é de apenas 144 quilowatts por pessoa. “Quando chega uma banda importante, a metade da cidade é desligada porque não tem energia para aguentar aquela banda”, disse, acrescentando que “não dá para acender uma lamparina”.

Mobilidade urbana e salário mínimo

O ex-deputado também abordou a mobilidade urbana em Manaus, classificando o trânsito como caótico. “Eu levei quase 15 minutos para sair da UFAM e, do lado, eu chegar aqui, que é do lado”, relatou. Para ele, a solução para cidades com mais de um milhão de habitantes é o metrô. “Sem isso, tu não resolve.”

Eron ainda criticou o valor do salário mínimo, atualmente em R$ 1.600. “Isso é uma vergonha, o salário mínimo desse país, 1.600 reais para alimentar uma família de cinco pessoas. Aonde você faz isso? Qual é o mágico que consegue fazer isso?”, questionou.

O ex-deputado afirmou que, uma vez obtido o compromisso de voto de Sinésio Campos, a federação discutirá a composição da chapa. “Nós vamos analisar isso, uma vez o compromisso assumido do deputado de votar na chapa da federação, nós vamos discutir a próxima etapa, que é exatamente discutir quem vai compor essa lista”, concluiu.

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O ex-deputado estadual Eron Bezerra (PCdoB) afirmou, em entrevista à Rede Onda Digital nesta terça-feira (14/4), que só manterá sua pré-candidatura ao governo tampão do Amazonas se o deputado Sinésio Campos (PT) confirmar que votará nele. A declaração estabelece uma pré-condição pública para o avanço de sua campanha.

“Eu vou ligar para o deputado Sinésio e dizer que a minha pré-condição para manter candidato e registrar tem o voto dele. Eu não posso ser candidato sem o voto do meu grupo da federação”, disse Eron. “Se ele não vota em mim, por que eu vou registrar minha candidatura? Para fingir que eu vou disputar, que eu vou concorrer, se nem o voto do deputado da federação eu tenho?”

A federação mencionada por Eron é a aliança formada por PCdoB, PT e PV, que atua unificada no legislativo estadual. Sinésio Campos, do PT, é o representante da federação na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). O ex-deputado deixou claro que, sem o respaldo do parlamentar, não vê sentido em formalizar a candidatura.

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Durante a entrevista, Eron Bezerra também elencou três requisitos que definiu como fundamentais para exercer um eventual mandato tampão no governo do Estado. O primeiro deles é cumprir o mandato integralmente, sem usar o cargo como trampolim para uma candidatura própria nas eleições gerais.

“Eu sou contra a reeleição. Então eu acho que é desonesto você usar a máquina pública para fazer a sua própria campanha”, afirmou. A segunda condição é não permitir que a máquina governamental seja usada a favor ou contra qualquer candidatura. “A disputa deve ser livre e democrática”, completou.


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Eron citou que a capacidade instalada no interior é de apenas 144 quilowatts por pessoa. “Quando chega uma banda importante, a metade da cidade é desligada porque não tem energia para aguentar aquela banda”, disse, acrescentando que “não dá para acender uma lamparina”.

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