O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) acusou, nesta sexta-feira (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de usar a Polícia Federal (PF) para perseguir adversários políticos e interferir no resultado das eleições de outubro. As declarações foram feitas durante evento de pré-candidatura de Alcides Fernandes (PL) ao Senado do Ceará, em Fortaleza.
Flávio criticou o que chamou de atuação seletiva da PF. “Aí vem o governo, Alcides, e muda o delegado da Polícia Federal que estava investigando o filho do presidente, diz que só vai poder investigar o Lulinha daqui a um ano. Mas, para perseguir a oposição, aí tem Polícia Federal. Aí persegue parlamentar de direita, persegue presidente de partido de direita. Tentam a todo mundo interferir nas eleições. Esse é o Brasil de hoje”, afirmou o senador.
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O senador citou José Ferreira da Silva, irmão do presidente e vice-presidente de uma entidade investigada por suspeita de participação em um esquema de descontos irregulares em benefícios do INSS, e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. No mês passado, a direção da Polícia Federal trocou a área responsável pela investigação das fraudes em aposentadorias e pensões do INSS. O caso saiu da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários (DPrev) e passou para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq).
Nas redes sociais, Flávio voltou a acusar a PF de atuar de forma seletiva. “Lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo. A Polícia Federal, que diz não ter efetivo, nem recursos para investigar as denúncias contra Lulinha, filho do presidente Lula, mais uma vez mobiliza recursos para atacar adversários do presidente. Essa perseguição precisa parar”, escreveu.
A publicação foi feita em reação à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que determinou o bloqueio de R$ 119,2 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A defesa de Valdemar ainda não se manifestou sobre a decisão. O governo Lula também não comentou as acusações do senador. O espaço permanece aberto para manifestação.
