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Fux dá 72 horas para AGU explicar MP que proibiu bets no Brasil

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 72 horas para que a Advocacia-Geral da União (AGU) apresente informações sobre a Medida Provisória 1.394/2026, que determinou o fim das apostas de quota fixa, as chamadas bets, no Brasil. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (2). Leia aqui na integra.

Fux é relator das ações que questionam a medida e deve analisar, após a manifestação do governo, os pedidos de suspensão dos efeitos da MP. A solicitação de informações ocorre antes de uma eventual decisão sobre as liminares apresentadas pelas entidades que representam o setor.

A medida provisória foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de setembro. Entre outras determinações, a norma proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país. As plataformas também têm até 5 de outubro para realizar o pagamento dos saldos remanescentes aos apostadores. A partir de 6 de outubro, os sites e aplicativos deverão ser bloqueados, conforme o cronograma previsto na MP.

Ações no STF

Na segunda-feira (28), a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) acionaram o STF para pedir a suspensão da MP. As entidades alegam que a interrupção imediata das atividades pode gerar prejuízos e efeitos antes que o Congresso Nacional analise a medida.

As entidades também sustentam que a proibição pode estimular a migração de apostadores para plataformas clandestinas e questionam a mudança do marco regulatório que havia permitido a atuação das empresas no mercado brasileiro.

Além dos pedidos das entidades do setor, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) também recorreu ao STF. O pedido foi apresentado na quinta-feira (1º) e solicita a suspensão dos efeitos da MP sobre as emissoras.


Leia mais

Fux será relator das ações contra MP que proíbe bets no Brasil

Ministério da Justiça informa 5.209 pedidos de bloqueio de sites de bets


Segundo a Abert, a proibição afeta diretamente empresas de comunicação que mantêm contratos de publicidade com plataformas de apostas. A associação afirma que a interrupção imediata da publicidade provoca impactos econômicos para as emissoras.

Fux já analisa marco das apostas

O ministro Luiz Fux também é relator de ações que discutem a legislação que regulamentou as apostas de quota fixa no país. Os processos tratam de temas como proteção dos consumidores, publicidade direcionada a crianças e adolescentes, utilização de benefícios sociais e possíveis impactos das apostas sobre a saúde.

A análise das novas ações relacionadas à MP foi distribuída a Fux por conexão com processos que já estavam sob sua relatoria.

Com o prazo de 72 horas concedido à AGU, a manifestação do governo deverá ser apresentada antes da análise dos pedidos de suspensão. O ministro poderá, então, decidir sobre as medidas cautelares apresentadas no STF.

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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 72 horas para que a Advocacia-Geral da União (AGU) apresente informações sobre a Medida Provisória 1.394/2026, que determinou o fim das apostas de quota fixa, as chamadas bets, no Brasil. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (2). Leia aqui na integra.

Fux é relator das ações que questionam a medida e deve analisar, após a manifestação do governo, os pedidos de suspensão dos efeitos da MP. A solicitação de informações ocorre antes de uma eventual decisão sobre as liminares apresentadas pelas entidades que representam o setor.

A medida provisória foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de setembro. Entre outras determinações, a norma proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país. As plataformas também têm até 5 de outubro para realizar o pagamento dos saldos remanescentes aos apostadores. A partir de 6 de outubro, os sites e aplicativos deverão ser bloqueados, conforme o cronograma previsto na MP.

Ações no STF

Na segunda-feira (28), a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) acionaram o STF para pedir a suspensão da MP. As entidades alegam que a interrupção imediata das atividades pode gerar prejuízos e efeitos antes que o Congresso Nacional analise a medida.

As entidades também sustentam que a proibição pode estimular a migração de apostadores para plataformas clandestinas e questionam a mudança do marco regulatório que havia permitido a atuação das empresas no mercado brasileiro.

Além dos pedidos das entidades do setor, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) também recorreu ao STF. O pedido foi apresentado na quinta-feira (1º) e solicita a suspensão dos efeitos da MP sobre as emissoras.


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Com o prazo de 72 horas concedido à AGU, a manifestação do governo deverá ser apresentada antes da análise dos pedidos de suspensão. O ministro poderá, então, decidir sobre as medidas cautelares apresentadas no STF.

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