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Deputado Glauber Braga encerra greve de fome após firmar acordo com Hugo Motta

O parlamentar vinha dormindo nas dependências da Câmara e se alimentava apenas com água, soro e isotônicos

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) anunciou o fim da greve de fome iniciada no último dia 9 de abril, em protesto contra o andamento do processo de cassação de seu mandato na Câmara dos Deputados. O fim da greve foi decretada nesta quinta-feira (17/4).

A decisão foi tomada após um acordo com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que garantiu que, independentemente do parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o caso não será levado ao plenário antes de 60 dias. Segundo Motta, o entendimento também foi discutido com a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), esposa de Glauber, e com o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ).

Desde o início do protesto, o parlamentar vinha dormindo nas dependências da Câmara e se alimentava apenas com água, soro e isotônicos. Ele acusa o processo de cassação de ser uma perseguição política e reforçou, ao anunciar o fim do jejum, que continuará a lutar contra o chamado “orçamento secreto” e outras pautas.


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“Estou suspendendo essa greve de fome, mas não estamos suspendendo a luta contra o orçamento secreto. Não estamos suspendendo a luta contra o poder oligárquico, nem pela responsabilização dos assassinos de Marielle e dos golpistas de plantão”, declarou Glauber em entrevista coletiva.

O processo contra o deputado avançou no Conselho de Ética no último dia 8, com parecer favorável à cassação, relatado por Paulo Magalhães (PSD-BA). Glauber é acusado de quebra de decoro parlamentar por supostamente agredir e expulsar, com chutes e empurrões, um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) das dependências da Câmara.

A defesa do parlamentar sustenta que houve parcialidade na condução do caso e deve apresentar recurso à CCJ, que pode apontar irregularidades no trâmite do processo, embora não possa reavaliar seu conteúdo. Se o recurso for aceito, o processo retorna ao Conselho de Ética. Caso contrário, segue ao plenário, onde a cassação depende de ao menos 257 votos dos 513 deputados.

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A decisão foi tomada após um acordo com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que garantiu que, independentemente do parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o caso não será levado ao plenário antes de 60 dias. Segundo Motta, o entendimento também foi discutido com a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), esposa de Glauber, e com o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ).

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