Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Governo Federal articula solução para evitar anistia e diminuir a pena dos condenados pelo 8 de janeiro

A proposta defendida pela base governista é que a solução seja conduzida diretamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF)

O Governo Federal tem articulado uma alternativa para a revisão das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 que não envolva a aprovação de um projeto de anistia no Congresso Nacional. A proposta defendida pela base governista é que a solução seja conduzida diretamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de uma reavaliação da dosimetria das penas aplicadas.

Segundo o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), essa via evita uma possível crise institucional entre os poderes. “O caminho que o presidente da Câmara, Hugo Motta, está construindo é com o STF, em uma análise da dosimetria das penas. Acho que o STF pode ser simpático a essa ideia”, afirmou Guimarães em entrevista concedida à CNN Brasil.

A dosimetria refere-se ao cálculo da pena aplicada a um condenado, levando em conta fatores como a gravidade do crime, reincidência e circunstâncias atenuantes. No caso dos envolvidos nos atos golpistas, as condenações têm se baseado principalmente nos crimes previstos nos artigos 359-L e 359-M do Código Penal, referentes, respectivamente, à tentativa de golpe de Estado (pena de quatro a oito anos de prisão) e à abolição violenta do Estado Democrático de Direito (pena de oito a doze anos de prisão).


Leia mais

PL protocola urgência da anistia ao 8/1 no sistema da Câmara

Três deputados do AM assinam apoio a projeto de anistia do 8 de janeiro; veja


A ideia é que o próprio STF, ao revisar a dosimetria dos casos, possa aplicar penas mais brandas, sem que seja necessária a tramitação de um projeto de anistia no Congresso, como propõe a oposição.“Não podemos criar uma crise institucional com o STF. Da forma como está, cria uma crise institucional”, reforçou Guimarães. “A solução ideal seria via STF. O STF revê as penas dialogando. Não podemos ir para o tudo ou nada.”

A posição de Guimarães está alinhada com declarações recentes do líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), que defendeu um “caminho do meio” para lidar com o tema da anistia.

Ainda segundo Guimarães, o governo está trabalhando para sensibilizar deputados da base aliada que assinaram o requerimento de urgência para o projeto de anistia protocolado pela oposição nesta semana. “Estamos trabalhando para mostrar a eles que nossa opinião do governo é contrária. Quando sinaliza isso, tem um impacto já”, afirmou. “Esse requerimento interdita o diálogo e só prejudica o presidente da Câmara, Hugo Motta, que tenta construir uma solução.”

Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não se manifestou publicamente sobre a possibilidade de rever a dosimetria das penas dos envolvidos no 8 de Janeiro.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O Governo Federal tem articulado uma alternativa para a revisão das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 que não envolva a aprovação de um projeto de anistia no Congresso Nacional. A proposta defendida pela base governista é que a solução seja conduzida diretamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de uma reavaliação da dosimetria das penas aplicadas.

Segundo o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), essa via evita uma possível crise institucional entre os poderes. “O caminho que o presidente da Câmara, Hugo Motta, está construindo é com o STF, em uma análise da dosimetria das penas. Acho que o STF pode ser simpático a essa ideia”, afirmou Guimarães em entrevista concedida à CNN Brasil.

A dosimetria refere-se ao cálculo da pena aplicada a um condenado, levando em conta fatores como a gravidade do crime, reincidência e circunstâncias atenuantes. No caso dos envolvidos nos atos golpistas, as condenações têm se baseado principalmente nos crimes previstos nos artigos 359-L e 359-M do Código Penal, referentes, respectivamente, à tentativa de golpe de Estado (pena de quatro a oito anos de prisão) e à abolição violenta do Estado Democrático de Direito (pena de oito a doze anos de prisão).


Leia mais

PL protocola urgência da anistia ao 8/1 no sistema da Câmara

Três deputados do AM assinam apoio a projeto de anistia do 8 de janeiro; veja


A ideia é que o próprio STF, ao revisar a dosimetria dos casos, possa aplicar penas mais brandas, sem que seja necessária a tramitação de um projeto de anistia no Congresso, como propõe a oposição.“Não podemos criar uma crise institucional com o STF. Da forma como está, cria uma crise institucional”, reforçou Guimarães. “A solução ideal seria via STF. O STF revê as penas dialogando. Não podemos ir para o tudo ou nada.”

A posição de Guimarães está alinhada com declarações recentes do líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), que defendeu um “caminho do meio” para lidar com o tema da anistia.

Ainda segundo Guimarães, o governo está trabalhando para sensibilizar deputados da base aliada que assinaram o requerimento de urgência para o projeto de anistia protocolado pela oposição nesta semana. “Estamos trabalhando para mostrar a eles que nossa opinião do governo é contrária. Quando sinaliza isso, tem um impacto já”, afirmou. “Esse requerimento interdita o diálogo e só prejudica o presidente da Câmara, Hugo Motta, que tenta construir uma solução.”

Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não se manifestou publicamente sobre a possibilidade de rever a dosimetria das penas dos envolvidos no 8 de Janeiro.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Atual governo de Lula tem menor índice de aprovação de MPs

Até o momento, o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve apenas 20,5% das medidas provisórias editadas convertidas em lei....

Novo pede ao TSE inelegibilidade de Lula por desfile no Carnaval

O Partido Novo apresentou no sábado (8) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o presidente Luiz Inácio...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Roberto Cidade definirá desembargador do TJAM e procurador-geral antes da eleição

O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), terá duas missões institucionais importantes junto ao Poder Judiciário antes de enfrentar a eleição de outubro....

Nikolas Ferreira explica salto no patrimônio para quase R$ 4 milhões

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se manifestou sobre o crescimento de seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral. Segundo os dados apresentados ao Tribunal...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Eleição para procurador-geral de Justiça entra em nova fase

A eleição para definir o próximo procurador-geral de Justiça do Amazonas entra em nova fase no dia 17 de agosto, quando o Colégio de...

Presidente do TSE defende segurança das urnas eletrônicas

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, defendeu neste domingo (9) a confiabilidade do sistema eletrônico de votação do Brasil e...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Atual governo de Lula tem menor índice de aprovação de MPs

Até o momento, o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve apenas 20,5% das medidas provisórias editadas convertidas em lei....

Novo pede ao TSE inelegibilidade de Lula por desfile no Carnaval

O Partido Novo apresentou no sábado (8) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o presidente Luiz Inácio...

Roberto Cidade definirá desembargador do TJAM e procurador-geral antes da eleição

O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), terá duas missões institucionais importantes junto ao Poder Judiciário antes de enfrentar a eleição de outubro....

Nikolas Ferreira explica salto no patrimônio para quase R$ 4 milhões

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se manifestou sobre o crescimento de seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral. Segundo os dados apresentados ao Tribunal...

Eleição para procurador-geral de Justiça entra em nova fase

A eleição para definir o próximo procurador-geral de Justiça do Amazonas entra em nova fase no dia 17 de agosto, quando o Colégio de...

Presidente do TSE defende segurança das urnas eletrônicas

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, defendeu neste domingo (9) a confiabilidade do sistema eletrônico de votação do Brasil e...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]