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Governo Federal não discursará em audiência dos EUA sobre tarifaço

O governo brasileiro decidiu não se inscrever para discursar nas audiências públicas promovidas pelos Estados Unidos, iniciadas nesta segunda-feira (6), sobre a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.

A Embaixada do Brasil em Washington enviará representantes para acompanhar os debates na condição de observadores. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a avaliação é de que as audiências públicas não constituem o espaço adequado para negociações efetivas, o que levou o governo a priorizar as tratativas técnicas e diplomáticas já em curso entre os dois países.

Negociações entre Brasil e EUA seguem em andamento

As conversas bilaterais continuam. Na semana passada, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, reuniu-se com o representante do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer. Segundo o governo brasileiro, novas reuniões estão previstas para os próximos dias.

Durante as tratativas, o Brasil apresentou uma proposta de encaminhamento para os seis pontos levantados pelo governo americano como justificativa para a tarifa. Até o momento, não houve resposta oficial dos Estados Unidos.

O prazo para que os dois países cheguem a um acordo termina em 15 de julho. Segundo o governo brasileiro, o país trabalha para demonstrar às autoridades americanas que a medida pode causar prejuízos às economias de ambos os países, além de apresentar dados sobre a relação comercial bilateral e sobre ações de combate ao desmatamento.


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Parlamentares se inscrevem para discursar nas audiências

Enquanto o governo opta pela via diplomática, o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, pré-candidato à Presidência da República, e o influenciador político Paulo Figueiredo se inscreveram para discursar nas audiências públicas promovidas pelo USTR. Flávio Bolsonaro está previsto para abrir o segundo dia de debates.

Governo reforça aposta no diálogo e na diversificação de mercados

Também nesta segunda-feira, o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, afirmou que o governo continuará priorizando o diálogo direto com os Estados Unidos.

Pereira destacou que o Brasil continuará buscando ampliar sua presença em novos mercados internacionais. Segundo ele, o país abriu mais de 500 novos mercados para diferentes segmentos econômicos nos últimos três anos e meio e tem capacidade para ampliar as exportações, especialmente por meio de pequenas e médias empresas. O ministro ainda citou o avanço das negociações comerciais com a União Europeia como fator que reforça a inserção do Brasil no comércio internacional.

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O governo brasileiro decidiu não se inscrever para discursar nas audiências públicas promovidas pelos Estados Unidos, iniciadas nesta segunda-feira (6), sobre a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.

A Embaixada do Brasil em Washington enviará representantes para acompanhar os debates na condição de observadores. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a avaliação é de que as audiências públicas não constituem o espaço adequado para negociações efetivas, o que levou o governo a priorizar as tratativas técnicas e diplomáticas já em curso entre os dois países.

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Durante as tratativas, o Brasil apresentou uma proposta de encaminhamento para os seis pontos levantados pelo governo americano como justificativa para a tarifa. Até o momento, não houve resposta oficial dos Estados Unidos.

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