O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) defendeu, nesta sexta-feira (11), que as instituições brasileiras sejam “corrigidas” caso sejam identificadas irregularidades em seu funcionamento. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Pop Aparecida, em meio à crise que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF) e às revelações que vieram a público após a quebra de sigilo de investigações do caso Master.
“Na verdade, nós temos que corrigir as instituições brasileiras. Se o STF está errado, tira do Supremo quem está criando problema para o Supremo. Se a Polícia Federal (PF) tem alguma coisa errada, tira da PF o policial que está fazendo errado. Isso vale para qualquer agremiação”, afirmou Haddad durante a sabatina.
Durante a entrevista, Haddad também foi questionado se algum dia sairia do Partido dos Trabalhadores (PT) para tentar encontrar um cenário mais favorável em disputas eleitorais futuras. “Às vezes, você pensa que tem uma saída fácil para a política. ‘Ah, vou mudar de partido, vou trocar de roupa'”, respondeu o candidato.
Investigação de Flávio Bolsonaro no caso Master
Haddad vinha defendendo a quebra do sigilo dos inquéritos no STF sobre o caso Master e chegou a afirmar que informações relacionadas às investigações do Banco Master deveriam ser divulgadas sem seletividade.
O ex-ministro já havia questionado os motivos pelos quais o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) estaria sendo preservado, enquanto outras pessoas são expostas pelas investigações.
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Durante a entrevista, ele comentou a informação de que Flávio Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal desde julho pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, evasão de divisas e corrupção ativa e passiva. Segundo a própria PF, os enquadramentos são preliminares e ainda deverão ser confirmados ou delimitados no decorrer da investigação.
“O presidente do Supremo [Edson Fachin] pediu para o ministro André Mendonça levantar o sigilo. O que nós descobrimos hoje? Que o Flávio Bolsonaro está investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisa. Aí você vai perguntar para a pessoa: ‘Você vai sair do partido do Flávio Bolsonaro?’ Ele já está sendo investigado por três crimes pela Polícia Federal, por causa do dinheiro do Vorcaro”, disse Haddad.
