Na tarde desta sexta-feira (11/9), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acolheu o pedido feito pela Procuradoria-Geral da República a respeito da abertura integral dos processos do caso Master. Fachin concedeu prazo de 24 horas para que a remessa dos documentos seja remetida aos gabinetes da Suprema Corte.
O presidente da corte assinalou uma ressalva, porém, sobre investigações ainda em curso: Ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, destacou.
Na noite de quinta (10), Mendonça havia determinado o levantamento do segredo de Justiça de 15 procedimentos relacionados ao caso, a pedido de Fachin. No entanto, a medida provocou reação do colega, o ministro Alexandre de Moraes, que encaminhou ofício a Fachin pedindo a derrubada imediata de todo e qualquer sigilo remanescente sobre os documentos.
Fachin marcou para a próxima terça-feira (15) a análise da situação de Moraes perante o STF. Ele ainda está definindo qual será o rito do julgamento relacionado ao colega.
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Origem da crise
A crise no STF começou após Mendonça retirar, na semana passada, o sigilo das principais apurações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a pedido de Fachin. As conversas reveladas expuseram as relações de Vorcaro com Moraes, mas a liberação manteve em segredo outras frentes, como as apurações ligadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com a divulgação de documentos na quinta-feira, ficou claro que Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e candidato à presidência, está sendo investigado pela Polícia Federal a respeito do caso Dark Horse.
