O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou nesta quinta-feira (29) que vai seguir a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a possibilidade de ocupar um cargo no governo federal. O parlamentar esteve no Palácio da Alvorada, em Brasília, após ser convidado pelo presidente para um almoço.
Criador do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, Janones chegou à capital federal nesta manhã e foi questionado por jornalistas sobre a possibilidade de assumir um ministério na área de Comunicação.
“Eu estou debaixo da liderança do presidente Lula. Então, eu não posso tomar nem a decisão de aceitar e nem a de não aceitar sem falar com ele. Então, eu preciso ouvi-lo primeiro. E a gente vai entender onde que eu posso somar mais com o Lula 4”, declarou.
Apesar de deixar a decisão nas mãos do presidente, o deputado afirmou que, por iniciativa própria, considera que pode contribuir mais com o governo permanecendo na Câmara dos Deputados. Segundo ele, Lula precisará de apoio parlamentar para aprovar projetos de interesse da população.
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“Eu posso ajudar como deputado. O presidente vai precisar de muita força no Congresso, de muita força para aprovar projetos de interesse da população. A extrema direita tem uma maioria na Câmara e acho que ali eu poderia dar um peso para tentar contrapor isso”, afirmou.
Janones também não descartou assumir uma eventual função de liderança no Legislativo. O parlamentar declarou que pretende atuar contra o avanço da extrema direita, inclusive em espaços internacionais.
“Tenho desejo gigante de contribuir em todos os lugares que tiver voz no mundo para ficar livre da extrema direita. A democracia não existe na hegemonia. Só não cabe no tabuleiro figuras extremistas, que atentam contra o Estado Democrático e querem silenciar”, disse.
Canal “Exército do Lula”
Durante a conversa com jornalistas, Janones afirmou que pretende ampliar o alcance do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A meta anunciada pelo deputado é chegar a 13 milhões de inscritos até a posse de Lula, prevista por ele para 5 de janeiro.
Segundo o parlamentar, o número faz referência ao 13, utilizado pelo PT nas urnas. Ele também afirmou que pretende direcionar as ações do canal para ajudar o governo na articulação política diante da nova composição do Congresso Nacional.
“A gente quer ajudar com esse canal a compensar a minoria na Câmara e no Senado. Eu acho que a gente vai auxiliar ali e ajudar na governabilidade”, declarou.
