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Lula comenta rejeição recorde: “Sou um cara que não se preocupa com pesquisa”

Nesta quinta-feira (30/01), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou sobre a recente pesquisa Genial/Quaest, que apontou uma rejeição recorde ao governo. Durante declaração sobre os dados da pesquisa, Lula argumentou que a oscilação na aprovação é natural e reforçou que a população avalia se as expectativas de campanha estão sendo cumpridas.

“Quando o companheiro [Paulo] Pimenta [ex-ministro da Secom] estava na comunicação, de vez em quando ele aparecia com uma pesquisa dizendo o que o povo estava pensando. E eu falava: ‘mas é assim mesmo’. Você tem o primeiro ano de governo, que como você ganhou as eleições, o povo tem muita expectativa e está muito tranquilo. No segundo ano, seja para o presidente, para o governador ou prefeito, começa o povo a saber se a expectativa que ele tinha está sendo cumprida. Eu dizia para o Pimenta: ‘não se preocupe com pesquisa, porque o povo tem razão, a gente não está entregando aquilo que a gente promete, então como o povo vai falar bem?'”, declarou Lula.

Apesar dos números negativos, Lula minimizou os resultados e afirmou que pesquisas devem servir para ajustes, não para preocupação.

“Eu sou um cara que não se preocupa com pesquisa. A pesquisa não é feita para você gostar ou não gostar. A pesquisa é feita para você analisar, verificar se aquilo tem um fundo de verdade e você começar a fazer as correções necessárias. É muito cedo para você fazer pesquisa sobre 2026 e para você avaliar o governo”, argumentou o presidente.


Saiba mais:


Pesquisa mostra aumento da rejeição de Lula

A primeira pesquisa Genial/Quaest de 2025 revelou uma queda na aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento apontou que a avaliação positiva do governo caiu de 52% para 47%, enquanto a reprovação subiu de 31% para 37%.

Desaprovção de LUla - Quaest
(Foto: Divulgação/Quaest)

O estudo, realizado entre 23 e 26 de janeiro, entrevistou 4,5 mil pessoas presencialmente. Os resultados também indicaram que 50% dos brasileiros acreditam que o país está indo na direção errada, um aumento em relação aos 46% registrados em dezembro.

Desaprovção de LUla - Quaest
(Foto: Divulgação/Quaest)

A queda na aprovação do governo Lula foi mais significativa em grupos que historicamente apoiaram o presidente. No Nordeste, por exemplo, a aprovação caiu de 48% para 37%. Entre as mulheres, a rejeição subiu de 27% para 36%. Entre os eleitores com Ensino Médio, a avaliação negativa aumentou de 33% para 43%, e entre aqueles com Ensino Superior, a reprovação cresceu de 39% para 47%.

A piora na percepção do governo também foi observada entre brasileiros que ganham entre dois e cinco salários mínimos, com aumento da desaprovação de 32% para 41%.

Economia e polêmica do PIX impactam imagem do governo

Outro fator que pode ter influenciado a queda na aprovação do governo é a percepção negativa sobre a economia. Segundo a pesquisa, 39% dos entrevistados acreditam que a situação econômica piorou nos últimos 12 meses. A avaliação positiva caiu de 33% em outubro para 27% em dezembro e chegou a 25% na pesquisa mais recente. Além disso, 83% dos entrevistados afirmaram que os preços dos alimentos aumentaram no último mês.

A regulamentação do PIX também foi apontada como um dos maiores erros do governo, com 66% dos entrevistados considerando que o governo errou mais do que acertou nesse episódio. Em contrapartida, o aumento do Bolsa Família foi considerado a melhor medida da gestão, sendo citado por 7% dos participantes.

(Foto: Divulgação/Quaest)
(Foto: Divulgação/Quaest)
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Nesta quinta-feira (30/01), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou sobre a recente pesquisa Genial/Quaest, que apontou uma rejeição recorde ao governo. Durante declaração sobre os dados da pesquisa, Lula argumentou que a oscilação na aprovação é natural e reforçou que a população avalia se as expectativas de campanha estão sendo cumpridas.

“Quando o companheiro [Paulo] Pimenta [ex-ministro da Secom] estava na comunicação, de vez em quando ele aparecia com uma pesquisa dizendo o que o povo estava pensando. E eu falava: ‘mas é assim mesmo’. Você tem o primeiro ano de governo, que como você ganhou as eleições, o povo tem muita expectativa e está muito tranquilo. No segundo ano, seja para o presidente, para o governador ou prefeito, começa o povo a saber se a expectativa que ele tinha está sendo cumprida. Eu dizia para o Pimenta: ‘não se preocupe com pesquisa, porque o povo tem razão, a gente não está entregando aquilo que a gente promete, então como o povo vai falar bem?'”, declarou Lula.

Apesar dos números negativos, Lula minimizou os resultados e afirmou que pesquisas devem servir para ajustes, não para preocupação.

“Eu sou um cara que não se preocupa com pesquisa. A pesquisa não é feita para você gostar ou não gostar. A pesquisa é feita para você analisar, verificar se aquilo tem um fundo de verdade e você começar a fazer as correções necessárias. É muito cedo para você fazer pesquisa sobre 2026 e para você avaliar o governo”, argumentou o presidente.


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Desaprovção de LUla - Quaest
(Foto: Divulgação/Quaest)

O estudo, realizado entre 23 e 26 de janeiro, entrevistou 4,5 mil pessoas presencialmente. Os resultados também indicaram que 50% dos brasileiros acreditam que o país está indo na direção errada, um aumento em relação aos 46% registrados em dezembro.

Desaprovção de LUla - Quaest
(Foto: Divulgação/Quaest)

A queda na aprovação do governo Lula foi mais significativa em grupos que historicamente apoiaram o presidente. No Nordeste, por exemplo, a aprovação caiu de 48% para 37%. Entre as mulheres, a rejeição subiu de 27% para 36%. Entre os eleitores com Ensino Médio, a avaliação negativa aumentou de 33% para 43%, e entre aqueles com Ensino Superior, a reprovação cresceu de 39% para 47%.

A piora na percepção do governo também foi observada entre brasileiros que ganham entre dois e cinco salários mínimos, com aumento da desaprovação de 32% para 41%.

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A regulamentação do PIX também foi apontada como um dos maiores erros do governo, com 66% dos entrevistados considerando que o governo errou mais do que acertou nesse episódio. Em contrapartida, o aumento do Bolsa Família foi considerado a melhor medida da gestão, sendo citado por 7% dos participantes.

(Foto: Divulgação/Quaest)
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Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

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