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Lula compara mandatos e diz que recebeu país “em situação difícil”, mas melhor que em 2003

Em entrevista a um podcast, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a comparar na quinta-feira (30) os desafios econômicos enfrentados em seus diferentes mandatos. Segundo ele, o Brasil, em 2023, estava “numa situação difícil”, mas em condição “muito melhor” do que a encontrada ao assumir a Presidência pela primeira vez, em 2003.

“Eu encontro o país numa situação difícil, mas muito melhor do que eu recebi do [Jair] Bolsonaro. Muito melhor”, afirmou o presidente.

Dívida com o FMI e reservas internacionais

Ao comparar os cenários, Lula afirmou que o Brasil enfrentava, no início dos anos 2000, inflação em alta e dívida de US$ 30 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele citou que o então ministro da Fazenda, Pedro Malan, não era recebido pelo FMI e que o país recebia anualmente fiscalizações e exigências do organismo internacional.

Segundo o presidente, ao assumir o primeiro mandato, ele decidiu quitar a dívida com o FMI. “Eu sou filho de uma mulher analfabeta que me ensinou que a gente só pode gastar aquilo que a gente tem. E eu vou pagar vocês porque eu não quero ficar devendo para vocês”, afirmou, ao relatar a conversa que teria tido com representantes do fundo.

Lula disse que o Brasil pagou a dívida de US$ 30 bilhões com o FMI em 2005 e, em 2008, emprestou US$ 15 bilhões ao organismo. Ele também citou a formação de reservas internacionais, que, segundo o presidente, estão atualmente em US$ 270 bilhões.

Crescimento do PIB e resposta a críticas

Lula afirmou que, ao deixar a Presidência em 2010, o Produto Interno Bruto (PIB) crescia 7,5% ao ano, e que o país só voltou a crescer acima de 3% ao ano quando ele reassumiu o cargo, em 2023.

O presidente também respondeu a críticas de que o desempenho econômico de seus governos estaria associado à sorte. “Se for contratar um goleiro, eu vou perguntar se esse cara tem sorte ou não. A sorte faz parte”, disse.

Distribuição de renda

Lula defendeu a circulação de renda como estratégia para a economia. “Pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza de todos. E muito dinheiro na mão de poucos é pobreza de todos”, afirmou.

Segundo o presidente, a distribuição de recursos para a população estimula o consumo e gera empregos. “Se você tiver mil reais e der para um cara só, ele vai colocar no banco. Mas se você tiver mil reais e der para cem pessoas, cada um pegar dez reais, vai para o comércio. O dinheiro circula”, disse.

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Em entrevista a um podcast, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a comparar na quinta-feira (30) os desafios econômicos enfrentados em seus diferentes mandatos. Segundo ele, o Brasil, em 2023, estava “numa situação difícil”, mas em condição “muito melhor” do que a encontrada ao assumir a Presidência pela primeira vez, em 2003.

“Eu encontro o país numa situação difícil, mas muito melhor do que eu recebi do [Jair] Bolsonaro. Muito melhor”, afirmou o presidente.

Dívida com o FMI e reservas internacionais

Ao comparar os cenários, Lula afirmou que o Brasil enfrentava, no início dos anos 2000, inflação em alta e dívida de US$ 30 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele citou que o então ministro da Fazenda, Pedro Malan, não era recebido pelo FMI e que o país recebia anualmente fiscalizações e exigências do organismo internacional.

Segundo o presidente, ao assumir o primeiro mandato, ele decidiu quitar a dívida com o FMI. “Eu sou filho de uma mulher analfabeta que me ensinou que a gente só pode gastar aquilo que a gente tem. E eu vou pagar vocês porque eu não quero ficar devendo para vocês”, afirmou, ao relatar a conversa que teria tido com representantes do fundo.

Lula disse que o Brasil pagou a dívida de US$ 30 bilhões com o FMI em 2005 e, em 2008, emprestou US$ 15 bilhões ao organismo. Ele também citou a formação de reservas internacionais, que, segundo o presidente, estão atualmente em US$ 270 bilhões.

Crescimento do PIB e resposta a críticas

Lula afirmou que, ao deixar a Presidência em 2010, o Produto Interno Bruto (PIB) crescia 7,5% ao ano, e que o país só voltou a crescer acima de 3% ao ano quando ele reassumiu o cargo, em 2023.

O presidente também respondeu a críticas de que o desempenho econômico de seus governos estaria associado à sorte. “Se for contratar um goleiro, eu vou perguntar se esse cara tem sorte ou não. A sorte faz parte”, disse.

Distribuição de renda

Lula defendeu a circulação de renda como estratégia para a economia. “Pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza de todos. E muito dinheiro na mão de poucos é pobreza de todos”, afirmou.

Segundo o presidente, a distribuição de recursos para a população estimula o consumo e gera empregos. “Se você tiver mil reais e der para um cara só, ele vai colocar no banco. Mas se você tiver mil reais e der para cem pessoas, cada um pegar dez reais, vai para o comércio. O dinheiro circula”, disse.

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