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Lula diz que Brasil pode enfrentar possíveis turbulências econômicas; “construímos uma reserva de US$ 370 bilhões”

As declarações ocorrem em meio ao aumento de tarifas comerciais decretado pelo presidente americano Donald Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil possui condições sólidas para enfrentar possíveis turbulências econômicas, mesmo diante da recente valorização do dólar e do aumento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (7/4). Segundo Lula, o país está protegido por suas reservas internacionais, que ultrapassam os US$ 350 bilhões.

“Pagamos a dívida externa de US$ 30 bilhões e construímos uma reserva de US$ 370 bilhões, que até hoje protege o Brasil contra qualquer crise. Mesmo que o presidente Trump diga o que quiser, o Brasil tem um colchão de US$ 350 bilhões que garante segurança ao país e ao ministro Fernando Haddad”, afirmou Lula, durante evento em Brasília.

As declarações ocorrem em meio ao aumento de tarifas comerciais decretado pelo presidente americano Donald Trump sobre produtos importados de mais de 180 países, incluindo o Brasil. As medidas, que entraram em vigor no sábado (5/4), já provocaram reações da China, que anunciou retaliações. Nesta segunda-feira, Trump sinalizou a possibilidade de ampliar as tarifas sobre produtos chineses em 50%.

O agravamento da disputa comercial global causou instabilidade nos mercados financeiros. O dólar comercial subiu 1,29% e fechou o dia cotado a R$ 5,91. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, caiu 1,31%, acumulando perda de 3,52% na semana. Em mercados asiáticos, o impacto também foi expressivo: a bolsa de Hong Kong registrou queda de 13,22%.

Economistas temem que o conflito entre as duas maiores economias do mundo gere uma escalada inflacionária global, redução no consumo e, eventualmente, leve à recessão em diversas regiões.


Leia mais

Bolsas desabam na Europa e na Ásia devido ao “tarifaço” de Trump e reação da China

Tensões comerciais fazem dólar fechar em alta nesta segunda-feira (7/4)


O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota na última semana classificando a nova tarifa de 10% sobre produtos brasileiros como uma violação das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). A pasta informou que avalia medidas de resposta diplomática e comercial.

Paralelamente, o Congresso Nacional aprovou um projeto de lei que autoriza o Brasil a aplicar sanções comerciais a países que adotem práticas consideradas desleais, e a proposta aguarda sanção presidencial.

Durante o mesmo evento em que Lula falou sobre a estabilidade econômica do país, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), reiterou a importância do projeto que isenta do Imposto de Renda salários de até R$ 5 mil. Já o ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), criticou previsões feitas por analistas sobre o desempenho do mercado de trabalho no Brasil.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil possui condições sólidas para enfrentar possíveis turbulências econômicas, mesmo diante da recente valorização do dólar e do aumento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (7/4). Segundo Lula, o país está protegido por suas reservas internacionais, que ultrapassam os US$ 350 bilhões.

“Pagamos a dívida externa de US$ 30 bilhões e construímos uma reserva de US$ 370 bilhões, que até hoje protege o Brasil contra qualquer crise. Mesmo que o presidente Trump diga o que quiser, o Brasil tem um colchão de US$ 350 bilhões que garante segurança ao país e ao ministro Fernando Haddad”, afirmou Lula, durante evento em Brasília.

As declarações ocorrem em meio ao aumento de tarifas comerciais decretado pelo presidente americano Donald Trump sobre produtos importados de mais de 180 países, incluindo o Brasil. As medidas, que entraram em vigor no sábado (5/4), já provocaram reações da China, que anunciou retaliações. Nesta segunda-feira, Trump sinalizou a possibilidade de ampliar as tarifas sobre produtos chineses em 50%.

O agravamento da disputa comercial global causou instabilidade nos mercados financeiros. O dólar comercial subiu 1,29% e fechou o dia cotado a R$ 5,91. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, caiu 1,31%, acumulando perda de 3,52% na semana. Em mercados asiáticos, o impacto também foi expressivo: a bolsa de Hong Kong registrou queda de 13,22%.

Economistas temem que o conflito entre as duas maiores economias do mundo gere uma escalada inflacionária global, redução no consumo e, eventualmente, leve à recessão em diversas regiões.


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