Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Em Maceió, lei obriga mulheres a ver imagens de fetos antes de aborto legal

Lei está em vigor e rende críticas de entidades ligadas aos direitos da mulher; opositores veem constrangimento ilegal sobre mulheres.

A Câmara Municipal de Maceió promulgou na terça-feira (19/12) uma lei que obriga as mulheres que buscarem o serviço de aborto legal na rede municipal a ter encontros com equipes de saúde para ver vídeos, fotos e ilustrações de fetos, além de receber “orientações sobre riscos e as consequências” do procedimento. A medida já está em vigor e é alvo de críticas de entidades ligadas aos direitos da mulher, que a veem como constrangimento ilegal.

Houve campanha para que o prefeito João Henrique Caldas (PL) vetasse a lei, mas ele ignorou o projeto (sem veto, nem sanção). Assim, o presidente da Câmara, Galba Novaes Netto (MDB), a promulgou. A lei foi publicada no Diário Oficial de Maceió nesta quarta (20/12).

O projeto é de autoria do vereador Leonardo Dias (PL) e foi aprovado em fevereiro com 22 votos a favor e uma abstenção. No texto da lei, equipes multiprofissionais devem ser capacitadas para atuar prestando “orientações e esclarecimentos” não só à mulher, mas também aos seus familiares, sobre os “riscos do procedimento e suas consequências físicas e psicológicas”.


Leia mais:

Defesa Civil de Maceió descarta novo afundamento da mina da Braskem após colapso em lagoa

VÍDEO: Angélica defende o aborto na TV: “Sou a favor de a mulher ter escolha”


Entre essas orientações, está prevista uma apresentação “de forma detalhada e didática”, por meio de vídeos e imagens, dos “métodos utilizados para executar o aborto, se valendo, inclusive, de ilustrações, o desenvolvimento do feto semana a semana”. Um trecho da lei também especifica que deve ser apresentado a mulher o programa de adoção do município.

Na lei também consta uma lista com 16 possíveis “efeitos colaterais” que devem ser apresentados a mulheres que buscam o procedimento abortivo, entre eles o “choro desmotivado, medos e pesadelos” e os “sentimentos de remorso e culpa”. Porém, a maioria desses itens são riscos comuns a qualquer procedimento hospitalar, como infecção, hemorragia ou inflamação.

Sobre a lei, Paula Lopes, advogada e presidente do Centro de Defesa dos Direitos da Mulher, afirmou o seguinte:

“O mais incrível é que essa lei absurda não foi aprovada em nenhuma outra cidade do Brasil, simplesmente porque não há o que se discutir na seara municipal. Não se trata de uma mera ideologia ou vontade, estamos falando de algo definido por lei: o aborto legal e permitido no Brasil. Se o corpo masculino engravidasse o aborto já seria permitido no Brasil totalmente irrestrito. Essa lei é inconstitucional e é criminosa”.

No Brasil, o aborto é legalmente permitido nos casos de risco de vida para a gestante, gravidez resultante de estupro ou quando o feto apresenta anencefalia. Na Câmara dos Deputados, está tramitando um projeto de lei de autoria de Sâmia Bonfim (PSOL) que define como crime de tortura constranger alguém ou agir para retardar, dificultar ou impedir a interrupção da gravidez dentro das hipóteses previstas em lei.

Com informações de UOL.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A Câmara Municipal de Maceió promulgou na terça-feira (19/12) uma lei que obriga as mulheres que buscarem o serviço de aborto legal na rede municipal a ter encontros com equipes de saúde para ver vídeos, fotos e ilustrações de fetos, além de receber “orientações sobre riscos e as consequências” do procedimento. A medida já está em vigor e é alvo de críticas de entidades ligadas aos direitos da mulher, que a veem como constrangimento ilegal.

Houve campanha para que o prefeito João Henrique Caldas (PL) vetasse a lei, mas ele ignorou o projeto (sem veto, nem sanção). Assim, o presidente da Câmara, Galba Novaes Netto (MDB), a promulgou. A lei foi publicada no Diário Oficial de Maceió nesta quarta (20/12).

O projeto é de autoria do vereador Leonardo Dias (PL) e foi aprovado em fevereiro com 22 votos a favor e uma abstenção. No texto da lei, equipes multiprofissionais devem ser capacitadas para atuar prestando “orientações e esclarecimentos” não só à mulher, mas também aos seus familiares, sobre os “riscos do procedimento e suas consequências físicas e psicológicas”.


Leia mais:

Defesa Civil de Maceió descarta novo afundamento da mina da Braskem após colapso em lagoa

VÍDEO: Angélica defende o aborto na TV: “Sou a favor de a mulher ter escolha”


Entre essas orientações, está prevista uma apresentação “de forma detalhada e didática”, por meio de vídeos e imagens, dos “métodos utilizados para executar o aborto, se valendo, inclusive, de ilustrações, o desenvolvimento do feto semana a semana”. Um trecho da lei também especifica que deve ser apresentado a mulher o programa de adoção do município.

Na lei também consta uma lista com 16 possíveis “efeitos colaterais” que devem ser apresentados a mulheres que buscam o procedimento abortivo, entre eles o “choro desmotivado, medos e pesadelos” e os “sentimentos de remorso e culpa”. Porém, a maioria desses itens são riscos comuns a qualquer procedimento hospitalar, como infecção, hemorragia ou inflamação.

Sobre a lei, Paula Lopes, advogada e presidente do Centro de Defesa dos Direitos da Mulher, afirmou o seguinte:

“O mais incrível é que essa lei absurda não foi aprovada em nenhuma outra cidade do Brasil, simplesmente porque não há o que se discutir na seara municipal. Não se trata de uma mera ideologia ou vontade, estamos falando de algo definido por lei: o aborto legal e permitido no Brasil. Se o corpo masculino engravidasse o aborto já seria permitido no Brasil totalmente irrestrito. Essa lei é inconstitucional e é criminosa”.

No Brasil, o aborto é legalmente permitido nos casos de risco de vida para a gestante, gravidez resultante de estupro ou quando o feto apresenta anencefalia. Na Câmara dos Deputados, está tramitando um projeto de lei de autoria de Sâmia Bonfim (PSOL) que define como crime de tortura constranger alguém ou agir para retardar, dificultar ou impedir a interrupção da gravidez dentro das hipóteses previstas em lei.

Com informações de UOL.

- Publicidade -[adrotate group="9"]
Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

Mais lidas

Kataguiri defende bomba atômica brasileira como instrumento de soberania

O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) voltou a defender que o Brasil desenvolva armas nucleares como forma de garantir a soberania nacional e ampliar...

Mais de 175 mil vistos foram cancelados no governo Trump; entenda

O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou nesta segunda-feira (10) que já revogou mais de 175 mil vistos de estrangeiros durante o governo...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Caiado propõe Lei contra ‘terrorismo doméstico’ e novos presídios

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) apresentou nesta segunda-feira (10/8) seu plano de governo para segurança, chamado de "Operação...

Debate ao Governo do AM atende interesses de todos os candidatos

O primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas, neste domingo (9/8) atendeu, praticamente, aos interesses de todos os que participaram e também...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Atual governo de Lula tem menor índice de aprovação de MPs

Até o momento, o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve apenas 20,5% das medidas provisórias editadas convertidas em lei....

Novo pede ao TSE inelegibilidade de Lula por desfile no Carnaval

O Partido Novo apresentou no sábado (8) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o presidente Luiz Inácio...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Kataguiri defende bomba atômica brasileira como instrumento de soberania

O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) voltou a defender que o Brasil desenvolva armas nucleares como forma de garantir a soberania nacional e ampliar...

Mais de 175 mil vistos foram cancelados no governo Trump; entenda

O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou nesta segunda-feira (10) que já revogou mais de 175 mil vistos de estrangeiros durante o governo...

Caiado propõe Lei contra ‘terrorismo doméstico’ e novos presídios

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) apresentou nesta segunda-feira (10/8) seu plano de governo para segurança, chamado de "Operação...

Debate ao Governo do AM atende interesses de todos os candidatos

O primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas, neste domingo (9/8) atendeu, praticamente, aos interesses de todos os que participaram e também...

Atual governo de Lula tem menor índice de aprovação de MPs

Até o momento, o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve apenas 20,5% das medidas provisórias editadas convertidas em lei....

Novo pede ao TSE inelegibilidade de Lula por desfile no Carnaval

O Partido Novo apresentou no sábado (8) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o presidente Luiz Inácio...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]